terça-feira, 16 de março de 2010

Abóbora: Como no Japão

feira das aboboras
Abóbora: Como no JAPÃO,Cresce o mercado e a produção silver de abóbora japonesa, uma boa alternativa para o produtor. No Brasil, o mercado de abóboras e morangas tem evoluído e se transformado em cultivos mais freqüentes do híbrido japonês.
A abóbora japonesa, também conhecida por abóbora "tetsukabuto", é um híbrido oriundo do cruzamento de duas espécies distintas de abóbora: Cucurbita maxima (moranga) e Cucurbita moschata (abóboras).
O gênero Cucurbita, que nada mais é do que a "família das abóboras", existe há pelo menos 10 mil anos no continente americano. Há indícios que as espécies deste gênero já eram utilizadas pelas civilizações Azteca, Inca e Maia em sua alimentação básica diária. Estudos realizados na América do Norte e na América Central não encontraram vestígios de C. maxima naqueles territórios, o que indica ser a América do Sul o continente de origem do cultivo da abóbora moranga.
Mercado brasileiro
No Brasil, o mercado de abóboras e morangas tem evoluído e se transformado em cultivos mais freqüentes do híbrido japonês.
Para agricultores, a abóbora japonesa apresenta maior precocidade, uniformidade e melhor produtividade, quando comparada com cultivares locais; conseqüentemente se tornou uma cultura rentável.
Para consumidores, a abóbora japonesa apresenta frutos atraentes e saborosos; em geral, com coloração de casca escura, formato arredondado, levemente achatado, polpa alaranjada e quase nada de água. É um produto que apresenta, ainda, ótima pós-colheita e durabilidade, o que reduz as perdas.
O Brasil produz entre 12 e 15 mil hectares de abóbora japonesa, o que equivale a uma produção anual em torno de 130.000 toneladas de frutos.  Praticamente todo o território nacional produz a abóbora japonesa, conforme mostra a tabela.
Aspectos do cultivo
O cultivo da abóbora japonesa apresenta algumas particularidades. Possuindo este híbrido a macho esterilidade e necessitando de um polinizador, alguns cuidados precisam ser tomados. Num campo sem plantas polinizadoras ou sem a coincidência de épocas de florescimento entre a tetsukabuto e a cultivar polinizadora pode-se ter o fracasso do cultivo.
A escolha correta do híbrido é fundamental. Deve-se procurar híbridos produtivos, com bom pegamento de frutos e com boa adaptação. A abóbora Robusta, da Petoseed, por exemplo, apresentou boa tolerância a doenças, além de possuir casca escura, polpa bem amarelada e espessa e com sabor muito agradável ao consumidor. Robusta está sendo plantada em todo o território nacional, mostrando-se adaptada às diferentes regiões brasileiras.
Técnicas de plantio
Em função da macho esterilidade, geralmente é utilizada a abóbora moranga como polinizadora. Plantada intercalada com algumas linhas da híbrida, utilizam-se cerca de 20% da área de cultivo com a Moranga. Esta cultivar deve ser plantada de 15 a 20 dias antes da abóbora japonesa, assim se adequa à época de florescimento das duas cultivares. Para garantir a produção é necessário certificar se há existência de abelhas, que serão então os agentes polinizadores.
Alguns agricultores de Goiás têm utilizado ainda a polinização artificial com o hormônio 2,4-D, cujo produto comercial pode ser encontrado no mercado de insumos.  Neste caso, as abóboras japonesa e moranga são plantadas juntas, no mesmo dia. Ao iniciar o florescimento, até às 10 horas da manhã de cada dia, o hormônio é pulverizado na flor da tetsukabuto, com bomba costal e jato dirigido com bico leque, na proporção de 2ml do produto comercial para cada 20 litros de água. Repete-se a pulverização todos os dias, até o momento em que não se consegue caminhar pela lavoura, já que as ramas crescem de forma desordenada. Deste momento em diante, a polinização é feita naturalmente pelas abelhas. A abóbora japonesa Robusta, da Petoseed, por exemplo, conduzida desta maneira em Goiás, apresentou excelentes resultados, já que aproveitou-se assim todo seu potencial de florescimento e produtividade.
O espaçamento de cultivo é variável, geralmente utilizam-se 2,0 x 2,5 m, totalizando 2 mil plantas da abóbora japonesa por ha. O semeio é feito direto na cova, usando uma semente por cova.
Nutrição da cultura
A nutrição é um assunto um tanto delicado de ser comentado, porque cada caso é um caso. Precisa-se conhecer bem as condições de solo. Portanto, recomenda-se antes de qualquer cultivo, realizar análise de solo e definir qual a adubação mais adequada.
Para efeitos práticos, alguns agricultores com bons resultados utilizam:
Plantio: 1300 kg por ha de 04-14-08
Cobertura: 300 kg por ha de 20-00-20, sendo parcelada em duas vezes. A primeira em 15 dias após a germinação e a segunda próxima de 20 dias após a primeira cobertura. Em alguns casos, faz-se fertilização com Ca, B e K via foliar, na época do florescimento.
Sistemas de irrigação
Podem ser utilizados diversos sistemas de irrigação da abóbora japonesa, sendo a aspersão e o método de irrigação por sulco os mais utilizados. O pivô central em regiões de cultivo em grandes áreas também é comum.
É importante salientar que a primeira irrigação, logo após o plantio, deve ser suficiente para umedecer os primeiros 20 cm de solo, que manterá a umidade ao nível adequado para a germinação das sementes.
Depois de instalada a cultura, as irrigações podem-se restringir a 1 ou 2 por semana, aumentando-se a quantidade de água à medida em que as plantas vão se desenvolvendo. Porém, deve-se tomar cuidado para o solo não ficar encharcado.
Deve-se evitar a irrigação, principalmente por pivô ou aspersão convencional, no período da manhã, até às 10 horas, quando as abelhas estão presentes na lavoura, fazendo a polinização.
Pragas e doenças
As principais pragas das abóboras são as vaquinhas (Diabrotica speciosa), a lagarta rosca (Agrotis ipsilon), a broca das cucurbitáceas (Diaphania nitidalis e D. hyalinata) e o pulgão (Aphis gossypii).
As doenças mais comuns na cultura da abóbora são oídio (Erysiphe chicoracearum), míldio (Pseudoperonospora cubensis), antracnose (Colletotrichum gloeosporioides), mancha angular (Pseudomonas lachrymans), sarna (Cladosporium cucumerinum) e a  virose PRSV-W, que é transmitida pela vaquinha.
Tanto no caso de pragas, como no caso de doenças, recomenda-se o controle preventivo, seguindo orientação técnica dos agrônomos regionais, considerar condições climáticas e proximidade a outras lavouras hospedeiras. É sempre importante, para o caso de controle curativo, identificar bem pragas e doenças e assim utilizar produtos específicos e eficientes, buscando a redução de custo de produção.
Para identificar doenças, injúrias, deficiências nutricionais e  alguns distúrbios fisiológicos, o agricultor ou técnico pode consultar o Manual de Identificação de Doenças lançado pela Petoseed.


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