CENOURA

BONSAI

CEBOLA

ALFACE

Abobora Hibrida,processos de polinização

 
1. INTRODUÇÃO
As abóboras e morangas têm elevada importância sócio-econômica em diferentes regiões do país ocupando o 7o lugar entre as hortaliças, sendo que o cultivo da abóbora híbrida interespecífica (Cucurbita maxima x Cucurbita moschata), conhecidamente como abóbora tipo Tetsukabuto, Kabutiá ou abóbora japonesa, está em franca expansão, chegando a dominar o mercado em algumas regiões brasileiras. Minas Gerais plantou, em 1994, 2.694 ha, com uma produção total de 23,6 mil toneladas e produtividade média de 8,7 t/ha, a qual deve representar a média nacional.
A abóbora híbrida apresenta várias vantagens sobre as cultivares de polinização aberta ou sejam: precocidade (100 a 110 dias); resistência à broca; estabilidade de produção; uniformidade no tamanho e coloração do fruto (casca verde escuro e polpa alaranjada); resistência ao manuseio, transporte e pós-colheita; melhor qualidade nutritiva e culinária. Essas características proporcionam uma grande aceitação para a comercialização, principalmente, naqueles mercados mais exigentes onde somente a abóbora com frutos de tamanho e coloração uniformes, bom sabor, polpa enxuta e baixo teor de fibras alcançam maior valor comercial.
Embora diversos híbridos já tenham sido obtidos no Brasil (“AG 90“, “Agroflora 12“, “Agroflora 13“, “Jabras“, “Lavras 1“, “Lavras 2“, “Samanta” e “Suprema“) e no exterior “Kaneco”, “Kiowa”, “Kobayashi”, “Osawa”, “Oghata”, “Sakata”, “Takayama”, “Takii” etc), muitas de suas características de crescimento não foram completamente determinadas para as condições brasileiras. Em geral, as exigências culturais dos híbridos são muito diferentes das culturas de abóboras e morangas. As plantas dos híbridos têm alto vigor, grande capacidade de resposta à fertilização e precocidade, entretanto, baixas produtividades têm sido observadas muitas vezes devido a baixa eficiência do processo de frutificação.
A seguir são descritas as informações e tecnologias sobre os processos sexuados e assexuados da frutificação da abóbora híbrida, desenvolvidos na Embrapa Hortaliças. As técnicas de cultivos foram descritas por Pedrosa et al. (1982), Pereira et al. (1996) e Sistema (1980).
2. PROCESSOS DE FLORESCIMENTO, FECUNDAÇÃO E FRUTIFICAÇÃO 2.1. Florescimento e frutificação
Em geral, as cucurbitáceas se caracterizam por possuírem flores unissexuais na mesma planta (Figura 1B) ou seja de expressão sexual monóica, apresentando compatibilidade de cruzamento entre as cultivares dentro do mesmo gênero e entre espécies. Por outro lado, os híbridos tipo Tetsukabuto apresentam flores macho estéreis, ficando, portanto, a frutificação dependente primordialmente da eficiência do processo de florescimento e fecundação.
Normalmente, o potencial produtivo de flores depende, das características genéticas e fisiológicas das plantas, do estado nutricional e sanitário da cultura. Os cultivos realizados em solos com boa fertilidade, alta fertilização e que apresentaram um bom estado fitossanitário produzem, em geral, cerca de 20.000 a 30.000 flores/ha (Figura 2). A abóbora apresenta uma alta capacidade de resposta às adubações químicas situando-se em cerca de 2 t/ha da fórmula 4-14-8 no plantio, 50 a 100 kg de Nitrogênio / ha em cobertura, associados ou não a 3 a 4 t/ha de esterco de galinha misto.
2.2. Polinização, fecundação e frutificação
O potencial de frutificação da cultura dependerá não só da produção de flores femininas do híbrido (Figuras 1 e 2), mas também do processo de fecundação destas. O processo de frutificação dos híbridos de abóbora tipo Tetsukabuto pode ser feito, basicamente de duas maneiras:
2.2.1. Frutificação sexuada – para que haja o desenvolvimento do ovário e, consequentemente, o pegamento e desenvolvimento do fruto com formação de sementes, é necessário que haja polinização seguida da fertilização (Figura 3).
Para o ovário da flor feminina da abóbora híbrida (Figura 3A lado direito, 3E) completar o seu desenvolvimento e formar o fruto com sementes a flor feminina deve receber o pólen da cultivar polinizadora no seu estigma, após a formação e maturação do ovário. O pólen germina até atingir o óvulo, completando, posteriormente, a formação do fruto. O tamanho, formato e uniformidade dos frutos dependem da quantidade de pólen transferido das anteras das flores masculinas para o estigma das flores femininas (Figura 3 C-E)
O polén transporta para o estigma uma pequena dose de hormônio (auxina). A auxina é responsável por um desencadeamento de reações bioquímicas e quebra da cadeia de açúcares presentes do pedúnculo do frutinho. Sem a quebra desta cadeia de açúcar existente no pedúnculo, o fruto não desenvolve, devido a uma alta concentração de açúcar, morrendo por osmose, isto é, a planta não tem capacidade de transportar água suficiente para contrabalançar o teor de açúcar existente no pedúnculo, ocorrendo abortamento do frutinho (Tasakii, 1995, Comunicação pessoal: Dr. Seikoh Tasakii, Agroflora S/A Reflorestamento e Agropecuária, Av. Antônio Pires Pimentel, 2046, CEP12900-000 – Bragança Paulista – SP, Telefone: (011)7844-1600, Fax: (011)7844-3022.).
Na frutificação sexuada é necessário o uso de cultivares polinizadoras para garantir a produção de pólen para a fertilização das flores femininas do híbrido pelos insetos silvestres. Existem várias cultivares polinizadoras que podem ser usadas, tais como: Coroa, Canhão ou Menina Gigante, Exposição, Menina Brasileira, Tronco Redondo, etc.
A proporção de plantio da cultivar polinizadora para o híbrido é variável de acordo com as características do polinizador e do híbrido sendo as proporções de 15% a 20% as mais promissoras quando se utiliza uma das cultivares polinizadoras mencionadas acima.
Além do uso de uma proporção correta da cultivar polinizadora para o híbrido é necessário que haja uma sincronização do florescimento das flores femininas do híbrido e masculinas da cultivar, uma vez que as flores femininas das cucurbitáceas apresentam-se receptivas para fertilização somente por poucas horas na parte da manhã quando elas estão em antese ou abertas uma única vez. Em geral, o período de florescimento das cultivares polinizadoras e dos híbridos não é sincronizado, em relação a mesma data de plantio. É necessário, portanto, que a produção e disponibilidade do pólen seja coincidente com o período de florescimento do híbrido para garantir que os insetos possam levá-lo até as flores femininas. Sabe-se que o plantio das cultivares polinizadoras deve ser antecipado cerca de 15 a 21 dias ao do híbrido. Um dos fatores importantes é a quantidade e qualidade do pólen da cultivar polinizadora a ser utilizada em associação com o híbrido. Verificou-se que “Menina Brasileira”, “Coroa" e “Exposição” apresentaram grande quantidade de pólen.
A polinização cruzada das flores femininas do híbrido é entomófila, requerendo, portanto, a ação dos insetos silvestres, representada basicamente pelas abelhas. A atividade das abelhas depende das condições climáticas, sendo que a maior atividade delas ocorre nas temperaturas de 21C a 39C, apresentando o ideal entre 28C a 30C. Normalmente, elas não trabalham nos dias chuvosos e nublados diminuindo a polinização das flores e, consequentemente, a eficiência do processo de frutificação. Destaca-se, portanto, que a produtividade das cucurbitáceas depende da eficiência da polinização. A taxa de pegamento dos frutos depende da eficiência da polinização realizada. Apesar de se recomendar o uso de colmeias nas culturas de abóbora híbrida para garantir um maior número de abelhas e, consequentemente maior pegamento de frutos, tem-se observado, em muitos casos, cultivos sem a colocação destas. Observou-se em 1995 e 1996 taxas médias de pegamento do híbrido Jabras, nas condições da área experimental da Embrapa Hortaliças em Brasília - DF, de 27% e produtividades de 6 a 12 t/ha. A estimativa de florescimento foi de 23.500 flores/ha com uma produção de frutos por planta de 2,64 a 3,99. Estes resultados indicaram uma baixa atividade de insetos silvestres e que a frutificação depende não somente da capacidade de produção de flores femininas pelo híbrido, mas sobretudo da eficiência do processo de polinização.
2.2.2. Frutificação assexuada ou partenocárpica – feita através da aplicação exógena de um fitohormônio com característica da auxina.
A formação de frutos partenocárpicos é possível via aplicação exógena de um hormônio sintético (ácido indol acético, alfa naftaleno acetato de sódio) ou produto com características da auxina, tal como o 2,4-D (ácido 2,4-diclorofenoxiacético). O 2,4-D quando aplicado em concentrações baixas atua como hormônio de crescimento à semelhança da auxina ou ácido indol acético (AIA) .
A aplicação correta da dosagem do hormônio nas flores femininas em antese é muito importante, pois, o 2,4-D aplicado em concentrações altas, atua de maneira inversa à auxina natural (AIA) existente no interior das plantas, proporcionando uma completa desregulação nos principais processos metabólicos, tais como: a
fotossíntese, o metabolismo dos hidratos de carbono, a respiração, a transpiração e movimento de solutos e o metabolismo do N e do P. As plantas submetidas à doses excessivas do 2,4-D cessam o crescimento mostrando sintomas de ramas enroladas e contorcidas, estreitamento do limbo foliar, denominados de epinastia.
Os resultados de pesquisa desenvolvidos pela Embrapa Hortaliças indicaram que as dosagens de 200 a 250 ppm de 2,4-D promoveram maiores produtividades, apresentando custo insignificantes comparativamente ao do hormônio sintético puro (AIA). O gasto total da solução de 2,4-D aplicada nas flores produzidas em um hectare de abóbora híbrida é de aproximadamente 60 litros, correspondendo a 15 ml do produto comercial 2,4-D. As aplicações são feitas sob a forma de jato rápido (cerca de 2 ml/flor) diariamente no interior ou exterior de cada uma das flores em antese (Figura 4A). Deve-se evitar escorrimento da solução do fitohormônio nas folhas, uma vez que as plantas da abóbora híbrida toleraram concentrações totais de aproximadamente 0,4 a 0,5 mg do ingrediente ativo de 2,4-D/planta como consequência das aplicações diárias de 300 ppm de produtos comercias de 2,4-D nas flores abertas durante o período de florescimento.
O período mais apropriado para aplicar o fitohormônio é durante a parte da manhã (6:00 às 11:00 horas), quando as flores estão abertas e receptivas à fecundação.
A frutificação assexuada obtida pelo uso de fitohormônio é muito maior do que pela frutificação sexuada realizada através da polinização pelos insetos silvestres.
3. SÍNTESE DAS RECOMENDAÇÕES BÁSICAS PARA O PROCESSO DE FRUTIFICAÇÃO DA ABÓBORA HÍBRIDA.
A Embrapa Hortaliças dispõe de um folder sobre as recomendações de cultivo da abóbora híbrida (disponível no endereço da ´home page´ da Embrapa Hortaliças http://www.cnph.embrapa.br) e um video ilustrativo do sobre o uso do fitohormônio.
Além do estado nutricional e sanitário da cultura, considera-se a produção de flores femininas do híbrido e o pegamento dos frutos como os dois processos mais importantes para a frutificação e garantia de altas produtividades da abóbora híbrida. Normalmente, as culturas sadias e bem nutridas devem produzir de 20.000 a 30.000 flores/ha (Figura 2), obtendo-se produtividades de 20 a 35 t/ha quando se obtém taxas de pegamento de frutos de 60 a 80%.
O ciclo da cultura varia de 95 a 110 dias ocorrendo o início do florescimento do híbrido geralmente de 35 a 45 dias após o plantio, se estendendo cerca de 35 a 45 dias.
A frutificação pode ser feita sexuada ou assexuadamente, conforme descrito a seguir:
1. Frutificação natural ou sexuada - faz-se o plantio antecipado de uma fileira da cultivar de abóbora ou moranga polinizadora intercalada a cada quatro fileiras do híbrido, de 15 a 21 dias antes da semeadura definitiva do híbrido. As cultivares polinizadoras mais utilizadas são: “Canhão” ou “Exposição”, “ Coroa”, “Menina Brasileira”, “Tronco Redondo”, etc. Neste caso, é indispensável a presença de agentes polinizadores, como abelhas. Pode-se usar a população natural de abelhas, embora seja mais recomendável a colocação de 3 a 6 colmeias/ha para promover uma melhor taxa de pegamento de frutos. A taxa de pegamento varia de 25% a 50%.
2. Frutificação assexuada ou partenocárpica – feita com o uso de um fitohormônio ou produto com ação das auxinas, aplicando-se o produto diretamente no interior ou exterior de cada uma das flores femininas do híbrido abertas diariamente (Figura 4A). Para tal, pulveriza-se um jato rápido (mais ou menos 2 ml/flor) de uma solução de 2,4-D nas flores femininas abertas, no período da manhã (6:00 às 11:00 horas). Esta operação é repetida diariamente naquelas flores que estiverem abertas, durante todo o período de floração (cerca de 35 a 45 dias) (Figura 2). Recomenda-se a dosagem de 133 a 166 ppm do ingrediente ativo de 2,4-D amina. Assim, deve-se misturar, por exemplo, 1,0 a 1,2 ml de um produto comercial na formulação 670 g/l de 2,4-D* amina em 5 litros de água, correspondendo, neste caso, a dosagem de 200 a 250 ppm do produto comercial. A solução do 2,4-D* preparada deve ser guardada em lugar fresco e sombreado, podendo ser usada até uma semana após o preparo. Aplica-se a sloução hormonal com mini-pulverizador ou pulverizador costal convencional.
* O 2,4-D apresenta vários formulações e marcas comerciais descritas a seguir:
Nome comercial
Formulação (g/l)
Fabricante
Aminamar
670
DowElanco
Aminol
670
Herbitécnica
DMA 806 BR
670
DowElanco
2,4-D Isamina
670
Paragro-Sipcam
Fórmula 480 BR
480
DowElanco
Herbi D 480
480
Herbitécnica
Tornado
670
Du Pont
U-46 D-Fluid
670
Basf Brasileira
* A escolha do produto é indiferente de qualquer marca comercial, devendo observar as recomendações de rótulo.
Esta prática dispensa o plantio de abóbora ou moranga polinizadora e a presença de abelhas, permitindo o plantio de toda a área com o híbrido, tipo Tetsukabuto. A taxa do pegamento dos frutos, é geralmente maior do que o processo natural, variando de 60 a 80%. Gasta-se, em geral, de 12 a 15 serviços dias-homem na aplicação do fitohormônio por hectare, durante todo o período de florescimento da abóbora. Os gastos com o produto 2,4-D é insignificante uma vez que se gastam 60 litros da solução num total de 15 ml do 2,4-D/ha.
O aplicador deve contar as flores femininas tratadas diariamente e anotar em uma planilha de campo para finalmente totalizar o número de flores produzidas na área plantada. Para calcular o índice (%) de pegamento dos frutos é necessário contar todos os frutos (comerciais e refugos) produzidos, fazendo-se uma regra de três simples entre flores e frutos produzidos, ou seja: multiplica-se o número total de flores por 100 e divide pelo número de frutos obtidos. Quando a área de plantio é muito grande pode-se selecionar uma área menor (cerca de um ha) para fazer todo o processo das anotações. Posteriormente, estima-se a produção potencial multiplicando o número total de flores pela taxa de pegamento dos frutos e pelo peso médio de frutos, ou seja 1,9 kg, em geral.
4. COLHEITA, TRANSPORTE, ARMAZENAGEM, CLASSIFICAÇÃO E EMBALAGEM
Faz-se a colheita manualmente quando os frutos estiverem maduros, em geral aos 95 a 110 dias após o plantio, em 2 a 3 vezes (Figura 4B). O fruto maduro apresenta a parte que fica apoiada na terra com cor amarelada e o pedúnculo com a cor palha, parecendo estar seco. Corta-se o pedúnculo com 2 cm de comprimento. Deve-se evitar danos mecânicos. Dependendo da sanidade da cultura e da incidência de plantas daninhas, a área foliar das plantas pode ser reduzida permitindo a incidência solar nos frutos, provocando queimaduras destes, reduzindo a qualidade do produto.
De modo geral, o transporte dos frutos do campo ao local de armazenamento é feito a granel, em caminhões ou carretas. Após a colheita, os frutos devem ficar em local seco, sombreado e bem ventilado, evitando fazer montes de abóbora muito grandes, pois pode ocorrer doenças nos frutos. Durante o armazenamento fazer inspeções periódicas eliminando os frutos podres e danificados.
Os frutos devem ser classificados quanto ao tamanho, eliminando-se os refugos (danificados, podres, queimados pelo sol e os menores do que um quilo). As classes comerciais podem ser de 1,0 a 1,7 kg; 1,7 a 2,5 kg e maiores do que 2,5 kg. A embalagem para a comercialização no atacado é feita em sacos de ráfia com capacidade para 18 a 20 kg de frutos.
5. VANTAGENS, CUSTOS E BENEFÍCIOS DOS SISTEMAS DE CULTIVOS COM FRUTIFICAÇÃO ENTOMÓFILA E COM O USO DE FITOHORMÔNIO
O custo médio da produção de abóbora híbrida situa-se, em geral, de R$1.200,00 a R$1.500,00/ha. As diferenças nos custos dos dois sistemas ocorrem basicamente no uso das colméias pelo primeiro e na mão-de-obra gasta no segundo método, uma vez que o custo do produto 2,4-D é insignificante.
O sistema de frutificação sexuado ou entomófilo requer o uso de 4 a 6 colméias para garantia de uma maior taxa de frutificação (25 a 50%), ao passo que o sistema de frutificação com o uso de fitohormônio gasta-se 12 a 15 serviços dias-homem para aplicar o 2,4-D nas flores femininas de um hectare, promovendo, em geral índices de pegamento dos frutos de 60 a 80%. Utilizando-se os custos médios estimados de R$ 50,00/colméia e R$10,00/serviço serão gastos cerca de R$200,00 e R$150,00 com os dois sistemas de frutificação, respectivamente.
As produtividades obtidas através do sistema de frutificação com uso do fitohormônio são normalmente maiores (cerca de 50 a 200%, em geral) do que o processo de frutificação entomófila, devido a maior taxa de pegamento dos frutos e ao maior número de plantas por área plantada. Adcionalmente, os frutos do híbrido apresentam maior valor comercial e nutritivo do que os frutos produzidos pelas cultivares polinizadoras utilizadas no processo de frutificação entomófila.
A relação de custos / benefícios do cultivo da abóbora híbrida depende basicamente da produtividade obtida, dos preços dos insumos e da qualidade do produto que varia de acordo com a época do ano e local de comercialização. A amplitude de margens de lucros é larga tendo sido observados relações de custos / benefícios desde 1:1 até 1:6, indicando o cultivo da abóbora híbrida como um excelente negócio.


Figura 1. Campo de produção de abóbora híbrida na fase de início de florescimento (A) e ilustração das flores masculinas (B, esquerda) e femininas (B, direita).

Figura 2 - Padrão de florescimento da abóbora híbrida: produção diária (A) e acumulada (B) de flores femininas/ha dos híbridos Jabras e Takayama, em Brasília – DF, 1996.
Ver gráfico A
Ver gráfico B
Figura 3. Ilustração da macho esterilidade das flores masculinas da abóbora híbrida (A, esquerda; B), antera da flor masculina da cultivar polinizadora (C) fornecedora de grãos de pólen (D) para a polinização da antera da flor feminina da abóbora híbrida (A, direita; E) e fecundação do ovário da flor feminina (E parte inferior) e pegamento do frutinho (E, esquerda).
Figura 4. Demostração da aplicação diária da solução de 2,4-D na flor feminina em antese (A) e frutos produzidos com o uso do produto (2,4-D) para frutificação partenocárpica (B).



2 comentários:

Anônimo disse...

gostaria de saber como sei qual e a flor macho e a femea

*luz_ disse...

bom artigo parabéns

Postar um comentário