sábado, 26 de dezembro de 2015

Batata, Plantas que curam



Muitas pessoas nervosas sofrem hoje em dia de distúrbios do estômago e do intestino que, mais cedo ou mais tarde, podem se transformar em úlcera, lesão no duodeno ou prisão de ventre. Eis aqui um remédio caseiro muito eficiente: o suco de batata crua. 
No fim da 1ª Guerra Mundial, quando soldados de muitos países da Europa estavam nas trincheiras, despontou um novo inimigo: a fome. Parte do exército alemão teve que se alimentar quase que exclusivamente de batatas cruas desenterradas nos campos. Observou-se que soldados que sofriam dos mais diversos problemas do estômago ficaram totalmente curados. As dores desapareceram e, apesar da fome, esses soldados se sentiam bem. 
Médicos que analisaram esse fenômeno comprovaram o efeito extremamente positivo do suco de batata crua em diversos problemas do estômago, provocados por excesso de acidez. Quase 90% dos pacientes melhoravam a partir do 2º dia de tratamento e, após oito ou dez dias, não apresentavam mais qualquer queixa. 
Pelas propriedades farmacológicas, supõe-se que a solanina da batata (alcalóide venenoso próprio de diversas solanáceas) age como inibidor da secreção. Além disso, seu alto teor de amido, elementos viscosos e sais, protegem a mucosa do estômago. A vitamina C presente na batata crua é importante no tratamento porque inibe as infecções. 
Em caso de acidez excessiva e de úlceras, o suco de batata crua deve ser tomado diariamente, antes das refeições, por um período de três semanas. Recomenda-se começar com 50 ml por refeição e aumentar a dose lentamente até 100 ml. Após um período de 48 horas, podemos constatar uma melhora do estado geral. Azia, enjôo, vômitos e arrotos desaparecem. Após 15 dias de tratamento, o teor de acidez do suco gástrico se normaliza. 
Para obter o suco, ralamos a batata descascada e esprememos num pano. Este processo, um tanto trabalhoso, pode ser evitado com o uso de uma centrífuga.

Os europeus gostaram muito do aspecto decorativo das flores da batateira mas os tubérculos foram olhados com desconfiança, servindo, durante quase um século, apenas para a alimentação do gado. Depois houve uma daquelas fomes cíclicas e as pessoas, a medo, começaram a comer batatas. Nessa evolução parece ter sido determinante o papel de Parmentier, cientista ilustre da corte de Luís XVI.

            Atualmente conhecem-se mais de três mil variedades de batata e a produção anual já ultrapassa 300 milhões de toneladas. Só a China produz 23% do total mundial (números de 2005).

            O sucesso tem a ver com a grande versatilidade deste alimento, verdadeiro “pão dos pobres”, rico em amido (fécula), vitaminas e sais minerais, com o potássio à cabeça (de 250 a 500 mg por cada 100 g). A Macrobiótica Zen abomina a batata por ser altamente desequilibrada em termos de yin-yang. Tal filosofia prescreve que proporção química ideal dos alimentos é de 5 partes de sódio para 1 de potássio. Ora, a batata subverte o princípio, pois possui, mais ou menos, uma parte de sódio para 12 de potássio. Isso não invalidou que os orientais não se lançassem maciçamente no cultivo deste tubérculo.
 
            Que o consumo da batata engorda é um preconceito infundado. A batata sozinha não favorece a obesidade, salvo se forem consumidas em grande quantidade, como complemento de alimentos ricos em albumina. O que engorda são as más combinações com outros alimentos. Nesse sentido, as batatas fritas é o expoente negativo, a evitar drasticamente em alimentação racional. Os escoceses são conhecidos como homens bastantes magros e, contudo, as batatas constituem o seu principal alimento. Também o alemão do Norte é mais afeiçoado às batatas do que o alemão do Sul, e não se pode dizer que seja precisamente mais gordo e pesado de movimentos do que este.

            Se não quer engordar, evite batatas fritas, optando por batatas cozidas ou assadas com pele.

             A melhor maneira de consumir a batata é através da cozedura a vapor, ou assada. Deve ser comida com casca, dado que é na pele e na periferia do tubérculo que se encontram os sais minerais e as vitaminas. Contudo, a fervura faz com que perca uma boa parte das vitaminas, pelo que há quem recomende ralá-la em cru, misturando-a, a seguir, nas sopas.    
  
            As batatas verdes e as greladas contêm os alcalóides choconina e solanina, que podem ser muito tóxicos se ingeridos em quantidades elevadas. Qualquer batata com manchas verdes deve ser deitada fora. Convém extirpar sempre as partes verdes e os “olhos”, ou seja, os pontos onde irão brotar os grelos, porque é aí que se concentra a solanina. A solanina, mesmo em pequenas porções, pode provocar enxaquecas ou sonolência em pessoas sensíveis.

            Sob o ponto de vista da fitoterapia, assinala-se que a batata cozida é dos melhores remédios para combater a acidez estomacal, dado que alcaliniza o organismo. Outrossim, no que se refere ao ácido úrico e a todas as formas de artritismo. Comida crua, evita o escorbuto, afasta os parasitas intestinais e cura as úlceras do estômago. A água da cozedura da batata é boa para as queimaduras da pele, gretas e furúnculos. Cataplasmas de batata crua, ou simplesmente cortada às rodelas, aliviam extraordinariamente as dores de cabeça e enxaquecas e diminuem os inchaços. Finalmente, o suco cru está indicado para gastrites, úlceras gástricas e duodenais, dispepsias, litíase biliar e prisão do ventre.
 
            As batatas têm várias aplicações medicinais.
            As batatas têm um alto teor de hidratos de carbono e ainda proteínas e fibras. Também fornecem uma parte significativa da quantidade de vitamina C e de potássio de que necessitamos.

            Usada crua, tem aplicação para combater dores de cabeça (colocadas em rodelas sobre a testa) e contra irritações da pele. A batata é bastante indicada para quem sofre de doenças renais. Para eritemas ou queimaduras solares, se faz uma compressa com batata ralada que é trocada três vezes ao dia.

            O suco feito com batata é excelente remédio para úlceras do estômago e do duodeno, desde que tomado em pequenas doses, pois o seu uso exagerado pode provocar sintomas de intoxicação. A água do cozimento da batata serve para prevenir e combater a gota.

            Contudo, o teor de vitamina C começa a baixar quase logo a seguir à colheita, pelo que as batatas acabadas de apanhar são as mais ricas nessa vitamina. A vitamina C é hidrossolúvel, razão por que as batatas fritas ou assadas são as que melhor a conservam. A cozedura em água provoca perdas de nutrientes, que se dissolvem na água, e a batata em puré é a que contém menos vitamina C. A perda de vitamina também ocorre através das superfícies expostas ao ar, pelo que, quanto mais cortadas são as batatas, menor será o seu teor vitamínico.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Receitas com Batata

1211388197Bacalhoada

Bacalhoada

INGREDIENTES:
  • 1,5 kg de bacalhau salgado
  • 800 g de batatas descascadas e em fatias entre 0,5 e 1 cm
  • 1 pimentão verde cortado em tiras
  • 1 pimentão vermelho cortado em tiras
  • 2 cebolas grandes fatiadas
  • 2 dentes de alho picadinhos
  • 2 tomates maduros sem pele e sem semente cortados em pedaços grandes salsa picada
  • 100 g de azeitonas pretas sem caroço
  • 1 pitada de pimenta-do-reino (se gostar)
  • 3 ovo cozido
  • azeite para regar
  • sal a gosto
MODO DE PREPARO:
  1. Deixe o bacalhau de molho de um dia para o outro, trocando a água pelo menos três vezes.
  2. Desfie e reserve.
  3. Em uma panela grande, coloque as batatas, cubra com água e cozinhe por cerca de 20 minutos, com a panela tampada.
  4. Escorra, corte as batatas em rodelas finas e reserve.
  5. Em um refratário retangular untado com azeite, faça camadas, começando com os tomates, depois a cebola, as batatas, o Bacalhau, as ervilhas, os pimentões, as azeitonas e o cheiro-verde.
  6. Tempere com 1 colher (chá) de sal e 1 colher (café) de Aji-no-moto", e regue com o azeite.
  7. Repita o processo e finalize com os ingredientes que restarem.
  8. finalmente, distribua sobre a superfície as rodelas de ovo cozido, regue novamente com o azeite de oliva e leve ao forno baixo (150 graus), pré-aquecido, por cerca de 1 hora ou até que os ingredientes estejam "al dente".
  9. Sirva em seguida.
  10. Sirva com arroz branco, salada verde e o vinho da sua preferência.
  11. Se sobrar, sirva frio no dia seguinte.
  12. É uma delícia também.
Torta purê de batata
Ingredientes:
massa 

2 xícaras (chá) de purê de batata 
125g de queijo gruyére 
2 colheres (sopa) de farinha de trigo 
1 ovo batido 
1 pitada de noz-moscada 
1 pitada de sal 
1 colher (sopa) de azeite de oliva 
recheio 
2 xícaras (chá) de queijo cottage 
1 colher (sopa) de azeite de oliva 
1 dente de alho amassado 
2 tomates médios, sem pele e sem sementes picados 
1 maço pequeno de rúcula picada grosseiramente 
1/2 xícara (chá) de azeitonas pretas picadas 
1 colher (sopa) de orégano 
sal a gosto 
Modo de Preparo: 
Massa: coloque em uma tigela o purê de batata, o queijo a farinha, o ovo, a noz-moscada e o sal. Misture até ficar homogêneo. Modele o purê de batata em 12 discos de 1 cm de altura e 10 cm de diâmetro. Polvilhe-os com farinha de trigo. Unte uma frigideira com o azeite e aqueça. Coloque, aos poucos, os discos de purê e frite por 15 minutos, ou até dourar dos dois lados. Retire com delicadeza e reserve. Recheio: coloque o queijo cottage em uma peneira e deixe escorrer bem. Em seguida, aqueça o azeite em uma panela, doure o alho e acrescente os tomates. Refogue, mexendo de vez em quando, ou até o tomate reduzir pela metade. Junte a rúcula e refogue até murchar. Retire do fogo e junte o queijo, as azeitonas, o orégano e o sal. Monte as tortas em pratos individuais em camadas alternadas de massa e recheio. Faça duas ou três camadas de acordo com a sua preferência. Sirva a torta quente ou fria. Se preferir quente, coloque no forno médio, preaquecido, por 15 minutos, ou até esquentar. 
Fonte: Revista Água na Boca

Categoria: 

Torta, pizzas e pães

Esta receita: 

é vegetariana

Cozinha: 

Brasileira

Temperatura: 

Quente

Dificuldade: 

Média

Tempo de preparo: 

50 min + o tempo de forno

Rendimento: 

4 porções


Panqueca de batata com brócolis e ricota
Ingredientes:
4 batatas médias descascadas e raladas 

1 cebola grande ralada 
2 ovos 
5 colheres (sopa) de maisena 
3 colheres (sopa) de óleo de milho 
buquês de 1 maço pequeno de brócolis cozidos 
150 g de ricota amassada 
sal, pimenta branca e sementes de girassol a gosto 
Modo de Preparo: 
Passe as batatas e a cebola por uma peneira e esprema bem. Coloque numa tigela e misture as gemas, a maisena, o sal e a pimenta-do-reino. Acrescente as claras batidas em neve e mexa até ficar homogêneo. Reserve. Com o óleo, unte uma frigideira de 15 cm de diâmetro e leve ao fogo até aquecer. Distribua um pouco da massa, espalhe com uma espátula e deixe fritar até dourar dos dois lados. Retire do fogo e repita a operação, untando a frigideira a cada adição, até usar toda a massa. Misture numa tigela os brócolis, a ricota, as sementes de girassol e o sal. Recheie as panquecas com a mistura, decore com pimenta rosa e sirva. 
Fonte: Revista Menu

Categoria: 

Grãos e Massas

Esta receita: 

é vegetariana

Cozinha: 

Brasileira

Temperatura: 

Quente

Dificuldade: 

Fácil

Tempo de preparo: 

35 min

Rendimento: 

4 porções


Batata com creme de iogurte e ervas

Ingredientes:
16 batatas bolinhas cozidas e sem casca 

folhas de 1 maço pequeno de ervas frescas (salsinha, manjericão e cebolinha verde) 
2 dentes de alho descascados 
3 colheres (sopa) de azeite de oliva 
1 pote (200 g) de iogurte natural 
1/2 xícara (chá) de creme de leite 
sal e pimenta-do-reino a gosto 
Modo de Preparo: 
Bata no liquidificador as ervas com o alho, o azeite de oliva, o iogurte, o creme de leite, o sal e a pimenta. Despeje numa panela e cozinhe, sem parar de mexer, por 5 minutos, ou até ficar levemente encorpado. Acerte o sal e retire do fogo. Sirva as batatas quentes temperadas com o molho e acompanhadas de salada de agrião. Se preferir, decore com cebolinha verde e pimenta-do-reino moída grosseiramente. 
Fonte: Revista Menu

Categoria: 

Acompanhamentos

Esta receita: 

é vegetariana

Cozinha: 

Brasileira

Temperatura: 

Quente

Dificuldade: 

Fácil

Tempo de preparo: 

10 min

Rendimento: 

4 porções


Sopa de batata e manjericão

Ingredientes:
1/2 kg de batata médias 

2 colheres (sopa) de azeite de oliva 
1 cebola média picada em pedaços pequenos 
2 dentes de alho amassados 
1 litro de caldo de galinha sem gordura 
folhas de 1/2 maço pequeno de manjericão 
sal e pimenta-do-reino a gosto 
Modo de Preparo: 
Descasque as batatas e rale na parte grossa do ralador, aparando numa tigela com água gelada. Reserve. Coloque numa panela o azeite, a cebola e o alho, leve ao fogo e refogue até a cebola ficar macia. Incorpore as batatas escorridas e cozinhe, mexendo de vez em quando, por mais 5 minutos. Junte o caldo de galinha, o sal e a pimenta. Reduza o fogo e cozinhe, mexendo de vez em quando, por mais 25 minutos, ou até a sopa encorpar. No final, adicione o manjericão e acerte o sal. Sirva a seguir. 
Fonte: Revista Menu

Categoria: 

Sopas

Esta receita: 

é light

Cozinha: 

Brasileira

Temperatura: 

Quente

Dificuldade: 

Fácil

Tempo de preparo: 

40 min

Rendimento: 

4 porções

Calorias: 
140 cal por porção

Sopa de batata com alho e lingüiça
Ingredientes:
2 cabeças de alho 

4 colheres (sopa) de azeite de oliva 
1/2 kg de batatas médias picadas em cubos pequenos 
3 xícaras (chá) de caldo de galinha caseiro 
1/2 xícara (chá) de creme de leite fresco 
300 g de lingüiça calabresa picada em rodelas finas 
1 cebola média picada em pedaços pequenos 
sal a gosto 
caldo de Galinha Caseiro 
1 galinha caipira com cerca 1 kg 
2 cebolas médias picadas em gomos 
4 talos de salsão com as folhas 
1 batata-doce média partida ao meio 
1 bulbo de erva-doce picado 
2 cenouras médias descascadas e picadas 
1 maço de ervas frescas amarrado 
Modo de Preparo: 
Ligue o forno à temperatura média. Corte os pedúnculos das cabeças de alho, retire apenas a casca que as reveste e disponha-as numa assadeira pequena. Regue com a metade do azeite de oliva e cubra com papel-alumínio. Leve ao forno por 1 hora, ou até os dentes de alho ficarem macios. Retire do forno e, assim que amornar, separe os dentes de alho, retire a polpa e reserve. Leve ao fogo uma panela com as batatas e o caldo de galinha e cozinhe por 25 minutos, ou até as batatas ficarem al dente. Retire do fogo e despeje a metade da mistura no liquidificador com o creme de leite. Bata até obter um creme e reserve. Coloque numa panela o azeite de oliva restante, a lingüiça e 4 colheres (sopa) de água. Refogue, mexendo de vez em quando, por 12 minutos, ou até a lingüiça ficar macia. Acrescente a cebola e refogue, mexendo de vez em quando, por mais 3 minutos. A seguir, adicione a batata cozida com o caldo de galinha, a batata batida e o sal. Misture e cozinhe, mexendo de vez em quando, por mais 5 minutos, ou até ficar levemente encorpada. Distribua o alho assado nos pratos e despeje a sopa. Sirva em seguida. Caldo de galinha caseiro: limpe a galinha, corte pelas juntas e coloque-a numa panela grande de fundo grosso. Junte a cebola, o salsão com as folhas picados grosseiramente, a batata-doce, a erva-doce, a cenoura, o maço de ervas e 5 litros de água (de modo que cubra os ingredientes) e deixe cozinhar por 3 horas. Durante este tempo, usando uma escumadeira, retire e elimine a gordura que se formar na superfície. Retire do fogo e deixe amornar por 1 hora. Coe o caldo numa tigela e deixe amornar por mais 1 hora em lugar fresco. Cubra a tigela com filme plástico e leve à geladeira. Deixe de um dia para o outro. No dia seguinte, retire a gordura solidificada na superfície do caldo. 
Dicas:


  • Sirva o alho assado à parte com queijo gorgonzola ou roquefort, acompanhados de azeite de oliva e pão.
  • Se preferir, substitua a batata por mandioquinha ou batata-doce.
  • Para deixar a sopa menos calórica, substitua a lingüiça por presunto de peru ou lingüiça de peru e o creme de leite por leite desnatado. 
    Fonte: Revista Menu

  • Categoria: 

    Sopas

    Cozinha: 

    Brasileira

    Temperatura: 

    Quente

    Dificuldade: 

    Difícil

    Tempo de preparo: 

    1 hora e 5 min + o tempo de forno

    Rendimento: 

    8 porções


    Pão de batata com requeijão
    Ingredientes:
    5 batata médias 

    3 xícaras (chá) de leite 
    3 xícaras (chá) de farinha de trigo 
    2 colheres (sopa) de fermento em pó 
    1 colher (sopa) de açúcar 
    3 colheres (sopa) de manteiga 
    1 ovo batido 
    1/2 kg de requeijão (do tipo mais firme) 
    2 gemas batidas 
    sal a gosto 
    Modo de Preparo: 
    Descasque as batatas, lave, corte-as em pedaços uniformes e coloque-as em uma panela. Junte o leite e o sal e cozinhe, em fogo baixo, por 40 minutos, ou até as batatas ficarem macias e absorverem o leite. Retire do fogo, passe-as por um espremedor e reserve. Em uma tigela, peneire a farinha de trigo, o fermento e o açúcar. Junte a manteiga (reserve 1/2 colher de sopa para untar) e misture com as pontas dos dedos até obter uma farofa. Acrescente as batatas espremidas e misture. Junte o ovo e sove até a massa ficar lisa. Cubra a tigela e deixe a massa descansar por 15 minutos. Em seguida, ligue o forno à temperatura média. Com as mãos enfarinhadas, faça pequenos círculos de massa de aproximadamente 8 cm de diâmetro. Coloque 1 colher (sopa) de requeijão sobre os círculos e feche-os, formando os pães. Coloque-os em 2 assadeiras untadas com a manteiga reservada e pincele com as gemas. Leve para assar por 50 minutos, ou até ps pães dourarem. Sirva quente. 
    Fonte: Revista Água na Boca

    Categoria: 

    Lanches

    Cozinha: 

    Brasileira

    Temperatura: 

    Quente

    Dificuldade: 

    Média

    Tempo de preparo: 

    1h 20min + tempo de forno

    Rendimento: 

    15 unidades


    Salada de batata com camarão, maçã e molho rosé
    Ingredientes:
    3 batatas médias descascadas cortadas em cubos pequenos 

    3 colheres (sopa) de azeite de oliva 
    300 g de camarão médio limpo 
    2 colheres (sopa) de cebolinha verde picada 
    1 maçã Grany Smith cortada em cubos pequenos 
    sal e pimenta-do-reino a gosto 
    molho rosé 
    1/2 xícara (chá) de maionese 
    4 colheres (sopa) de requeijão cremoso ou creme de leite 
    4 colheres (sopa) de ketchup 
    4 colheres (sopa) de azeite de oliva 
    2 colheres (sopa) de conhaque 
    1 colher (chá) de açúcar 
    sal a gosto 
    folhas verdes para acompanhar 
    Modo de Preparo: 
    Molho rosé: coloque numa tigela a maionese, o requeijão cremoso, o ketchup, o azeite de oliva, o conhaque, o açúcar e o sal. Bata com um garfo e reserve na geladeira. Coloque a batata numa panela com 1,5 litro de água fervente e 1 colher (chá) de sal. Tampe a panela e cozinhe por 20 minutos, ou até a batata ficar macia, mas não deixe desmanchar. Retire do fogo, escorra a água, passe a batata por água fria e reserve. Aqueça o azeite numa frigideira, acrescente o camarão e frite por 3-4 minutos, ou até dourar de maneira uniforme. Tempere com sal e retire do fogo. Numa tigela, coloque a batata, o camarão, a cebolinha, a maçã, o sal e a pimenta-do-reino, misture cuidadosamente e transfira para uma saladeira. Regue com o molho rosé e, se preferir, decore com camarão e cebolinha verde picada. Sirva com as folhas verdes. 
    Fonte: Revista Menu

    Categoria: 

    Saladas

    Cozinha: 

    Brasileira

    Temperatura: 

    Frio

    Dificuldade: 

    Fácil

    Tempo de preparo: 

    45 min

    Rendimento: 

    4 porções


    Salada de batata com kani kama
    Ingredientes:
    1 batata 

    1 cenoura 
    1 ovo 
    4 kani kamas 
    1 colher (sopa) de azeite de oliva 
    1 colher (chá) de pimenta-do-reino preta moída grosseiramente 
    3 colheres (sopa) de maionese 
    Modo de Preparo: 
    Lave a batata, seque-a com toalha de papel e descasque. Lave a cenoura, seque-a com toalha de papel e raspe-a. Coloque em uma panela de pressão 1 litro de água, a batata, a cenoura e o ovo. Tampe a panela e leve ao fogo por 5 minutos, até começar a liberar vapor. Reduza o fogo e deixe por 10 minutos, até os legumes ficarem cozidos. Retire a panela do fogo, tire a pressão, abra e escorra a água. Pique a batata, a cenoura, o ovo e coloque-os em uma tigela. Junte o kani kama, o azeite, a pimenta-do-reino, a maionese e o sal. Misture delicadamente até distribuir bem o tempero. Acompanhe com folhas verdes. 
    Fonte: Revista Água na Boca

    Categoria: 

    Saladas

    Cozinha: 

    Brasileira

    Temperatura: 

    Frio

    Dificuldade: 

    Fácil

    Tempo de preparo: 

    30 min

    Rendimento: 

    2 porções


    Salada de batatas
    Ingredientes:
    5 batatas médias 

    5 colheres (sopa) de azeite de oliva 
    1/2 xícara (chá) de manjericão 
    1/2 maço médio de agrião 
    6 folhas de acelga em tiras 
    1 xícara (chá) de queijo minas fresco picado 
    2 tomates médios em gomos 
    sal a gosto 
    Modo de Preparo: 
    Lave as batatas em água corrente, coloque-as em uma panela e cubra com água. Leve ao fogo e cozinhe por 40 minutos, ou até as batatas ficarem macias. Enquanto isso, coloque em uma tigela pequena o azeite, o manjericão e o sal. Macere o manjericão e deixe tomar gosto. Reserve. Assim que as batatas ficarem macias, retire-as do fogo, escorra a água, deixe amornar e descasque-as. Corte as batatas em cubos médios. Reserve. Em uma saladeira, disponha as folhas de agrião e de acelga, as batatas, o queijo e os tomates. Regue com o azeite temperado e sirva. 
    Fonte: Revista Água na Boca

    Categoria: 

    Saladas

    Cozinha: 

    Brasileira

    Temperatura: 

    Frio

    Dificuldade: 

    Fácil

    Tempo de preparo: 

    1 hora

    Rendimento: 

    6 porções


    Salada de batata com creme de parmesão
    Ingredientes:
    3 batatas grandes 

    1/2 pé de alface crespa lavado 
    1/2 pé de rúcula lavado 
    creme 
    1 caixinha de creme de leite 
    1/2 xícara (chá) de queijo parmesão ralado 
    5 colheres (sopa) de azeite de oliva 
    1/2 maço médio de tomilho picado 
    sal e pimenta-do-reino em grãos a gosto 
    2 salsichões cortados em rodelas 
    Modo de Preparo: 
    Lave as batatas e leve ao fogo em uma panela com 1 litro de água. Cozinhe até ficarem macias. Retire do fogo, escorra a água, descasque as batatas e corte em cubos grandes. Reserve. Creme: coloque o creme de leiteem uma tigela refratária e leve ao fogo, em banho-maria, numa panela com 1 litro de água. Cozinhe, batendo sem parar com um batedor manual até encorpar. Reduza o fogo e acrescente, aos poucos, e sem parar de bater, o queijo parmesão. Em seguida, adicione o azeite de oliva em fio, batendo sem parar. Acerte o sal e junte o tomilho e a pimenta-do-reino moída grosseiramente. Retire do fogo. Disponha as folhas de alface e de rúcula numa saladeira. Se preferir, rasgue as folhas grosseiramente com as mãos. Coloque as batatas e distribua o salsichão. Por último, regue a salada com o creme. Se preferir, cozinhe o salsichão em água antes de cortá-lo. 
    Fonte: Revista Água na Boca

    Categoria: 

    Saladas

    Cozinha: 

    Alemã

    Temperatura: 

    Quente

    Dificuldade: 

    Fácil

    Tempo de preparo: 

    1 hora e 10 min

    Rendimento: 

    6 porções


    Salada de bacalhau, batata e rúcula
    Ingredientes:
    400 g de lombo de bacalhau 

    3 cabeças grandes de alho 
    3 colheres (sopa) de azeite de oliva 
    3 batatas médias descascadas 
    folhas de 8 ramos de salsinha picadas finamente 
    folhas de 1 maço pequeno de rúcula 
    molho 
    3 colheres (sopa) de vinagre 
    2 colheres (sopa) de mel 
    1 colher (sopa) de molho de mostarda 
    3 colheres (sopa) de leite 
    8 colheres (sopa) de azeite de oliva 
    sal a gosto 
    Modo de Preparo: 
    Lave o bacalhau e coloque-o numa tigela grande com 3 litros de água fria. Cubra a tigela com filme plástico e deixe de molho na geladeira por 36 horas, trocando água por 6 vezes. Ligue o forno à temperatura média. Escorra a água do bacalhau e transfira-o para uma panela com 1 litro de água. Leve ao fogo e cozinhe por 20 minutos, ou até ficar macio. Não deixe cozinhar demais. Retire do fogo, escorra a água e desfie o bacalhau em lascas grandes. Reserve. Corte a parte superior das cabeças de alho sem separar os dentes e coloque-as numa assadeira bem pequena. Em cada cabeça, adicione 1 colher (sopa) de azeite de oliva. Abra cuidadosamente os dentes de alho para que o azeite penetre. Leve ao forno por 30 minutos, ou até ficarem macios. Retire do forno e reserve. Corte as batatas em rodelas não muito finas e cozinhe numa panela com 2 litros de água fervente e 1 colher (chá) de sal por 20 minutos, ou até ficarem macias, mas firmes. Retire do fogo, escorra a água e passe as rodelas de batata por água fria. Molho: bata no liquidificador o vinagre, o mel, a mostarda e o leite por 30 segundos. Sem parar de bater, junte o azeite (o mais lentamente possível). Tempere com sal e bata rapidamente. Coloque num prato grande as rodelas de batata e por cima distribua as lascas de bacalhau. Espalhe a salsinha, disponha a rúcula, as cabeças de alho e regue com o molho. 
    Fonte: Revista Menu

    Categoria: 

    Saladas

    Cozinha: 

    Brasileira

    Temperatura: 

    Frio

    Dificuldade: 

    Fácil

    Tempo de preparo: 

    1 hora e 5 min + o tempo de forno

    Rendimento: 

    6 porções


    RECEITA, BATATA GRATINADA




    Bαŧαŧα Rєcђєαdα





    Batata Sauté





    Batata Suiça





    batata frita crocante





    Batata Rosti



    domingo, 20 de dezembro de 2015

    História da Batata (Solanum tuberosum L.)



    A batata foi descoberta no Peru pelos espanhóis em 1536. Anteriormente, os Incas, praticavam o cultivo desse nutritivo tubérculo que até então era desconhecido. Os espanhóis levaram rapidamente a batata para a Europa onde ela foi usada como medicamento. De fato, registros da história revelam que o Papa Pius IV recuperou-se de uma doença por volta de 1570 após ter sido prescrito uma dieta de batatas rica em carboidratos. 

    Os espanhóis chamaram a batata de "tartufo blanco" (tubérculo branco). Os alemães ainda usam a palavra "Kartoffeln", pois acreditavam ser derivado da palavra "tartufo".

    Também, nessa mesma época os ingleses descobriram a batata doce (Patata Dulce) no Caribe. 

    No início do século XVII algumas pessoas acreditavam que a lepra, tuberculose e a sífilis poderiam ser curadas pelas batatas.


    Especialmente na Irlanda, a batata foi usada em grande escala na produção alimentícia no século XVIII. Uma desastrosa seca da batata nos plantios no século XIX causou a morte de milhões pela fome. mais de um milhão e meio de pessoas deixaram seus países, a maioria migrou para os Estados Unidos. 

    No fim do século XVIII, agricultores de toda Europa começaram a cultivar batata. O rei da Rússia, Frederick "O Grande" ordenou que utilizassem somente a batata na alimentação. Uma guerra nos anos 1778-80 entre a Prússia e Áustria foi conhecida como "Kartoffelkrieg" (Guerra da Batata), pois os soldados se alimentavam a base de batatas. O plantio de batata teve um grande aumento com a Revolução Industrial. Hoje em dia 136 países cultivam batatas. Além de ser um alimento nutritivo, o amido e o álcool da batata podem ser utilizado para outras finalidades.




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    caracteristicas

    Benefícios: 

    - Boa fonte de vitaminas C e B6, potássio e outros minerais. 
    - Alimento rico em amido, econômico e nutritivo. 
    - Seu sabor complementa a maioria dos alimentos

    Inconvenientes: 

    - Geralmente preparada com gordura e sal de cozinha (que contém sódio). 
    - Batatas verdes e com brotos podem conter solamina, uma substância venenosa.

    Apesar de serem, em geral, associadas á Inglaterra, as batatas são nativas dos Andes e foram cultivadas, pela primeira vez, por índios peruanos, há pelo menos 4.000 anos. No século XVI, exploradores espanhóis levaram-nas para a Europa, onde se tornaram o alimento diário dos pobres. Atualmente, são os vegetais mais cultivados e economicamente importantes do mundo. As batatas são um componente essencial na dieta da maioria das pessoas - geralmente preparadas de diversas formas, quase sempre ricas em gordura e sal. Surpreendentemente nutritivas, as batatas possuem poucas calorias.Quando comidas com casca, são ricas em carboidratos complexos e fibras: uma batata assada de tamanho médio (com casca) fornece 25 mg de vitamina C, mais de 40% da RDA para adultos, além de 20% da RDA de vitamina B6, 10% de niacina, ferro e magnésio, 840 mg de potássio e uma quantidade moderada de zinco.
    O sabor e o conteúdo nutricional de uma batata variam de acordo com o seu preparo. Muitos dizem que as batatas engordam, mas isso só acontece quando são fritas ou servidas com manteiga ou molhos gordurosos. Uma batata de tamanho médio assada ou cozida tem entre 60 e 100 caloria, uma pequena quantidade de proteína e nenhuma gordura. A mesma batata cortada em fatias finas e frita tem de 450 a 500 calorias e até 35 g de gordura. Batatas fritas e outros pratos à base de batatas são quase sempre ricos em sal.
    Ao prepará-los, convém conservar a casca, porque a maioria dos nutrientes fica junto à superfície; em vez de descascá-las esfregue as batatas, sob água corrente, com uma esponja. Se decidir descascá-las, tente remover a casca bem fina. Uma vez fatiadas ou descascadas, as batatas cruas perderão a cor quando expostas ao oxigênio. Por isso, cozinhe-as imediatamente ou coloque-as em água com vinagre ou suco de limão. Assadas, cozidas no vapor ou preparadas no microondas, preservam o máximo dos nutrientes.
    Ao comprar batatas, procure as firmes, com poucos olhos e sem manchas pretas. Remova quaisquer brotos; eles produzem um sabor amargo e podem conter solamina, substância tóxica capaz de causar diarréia, cãibras e fadiga.
    Conserve as batatas em local escuro e fresco, mas não na geladeira. Temperaturas abaixo de 7 graus C transformam o amido em açúcar, dando à batata um sabor estranho. Não guarde batatas e cebolas juntas; os ácidos das cebolas estimulam a decomposição das batatas, e vice-versa.

    A batata ( Solanum tuberosum L. ) é originária dos Andes peruanos e bolivianos onde é cultivada há mais de 7.000 anos. Recebe diferentes nomes conforme o local: araucano ou Poni ( Chile ), Iomy ( Colômbia ), Papa ( Império Inca e Espanha ), Patata ( Itália ), Irish Potato ou White Potato ( Irlanda ).
    A batata foi introduzida na Europa antes de 1520 sendo responsável pela primeira revolução verde no velho continente: os ingleses incendiavam os trigais e matavam os porcos criados pelos irlandeses, levando o povo à miséria, entretanto a batata resistia ao pisoteamento das tropas, às geadas e ficavam armazenadas no solo.


    Alguns governantes impuseram medidas para a difusão da batata na Europa: Frederico Guilherme , da Prússia, ordenou a amputação do nariz de todos os camponeses que não plantassem batatas; Luis XVI, da França, ordenou a instalação de canteiros em locais públicos com a presença da guarda armada somente durante o dia - o que vale ser guardado vale ser roubado.

    A difusão da batata em outros continentes ocorreu através da colonização realizada pelos países europeus, inclusive no Brasil. Inicialmente era cultivada em pequena escala em hortas familiares, sendo chamada de batatatinha, assim como na construção de 


    ferrovias ganhou o nome de batata inglesa, por ser uma exigência nas refeições dos técnicos vindos da Inglaterra.

    Pesquisadores da história da alimentação apontam duas razões básicas para o êxito e a disseminação da batata: o valor energético / ausência de colesterol e o fato de possuir sabor e cheiro pouco acentuado, possibilitando centenas de combinações que resultam em sabores diferentes.
    Nutricionistas da FAO afirmam que uma dieta composta de batata e leite poderia suprir, em caráter de emergência, todos os nutrientes de que o organismo humano precisa para se manter.
    Atualmente a batata é o 4º alimento mais consumido

    Introdução e importância econômica

    A batata (Solanum tuberosum L.) é a terceira cultura alimentar mais importante do planeta, e a primeira commodity não grão. Estima-se que mais de um bilhão de pessoas consomem batata diariamente no mundo. Sua produção mundial anual supera 330 milhões de toneladas em uma área de 18 milhões de hectares.
    No Brasil, a batata é a hortaliça mais importante, com uma produção anual de aproximadamente 3,5 milhões de toneladas em uma área de cerca de 130 mil hectares. De acordo com Associação Brasileira da Batata (ABBA), o agronegócio da batata envolve em torno de 5 mil produtores em 30 regiões de sete estados brasileiros (MG, SP, PR, RS, SC, GO e BA).
    A maior parte da produção nacional é comercializada in natura, sendo apenas 10% destinados ao processamento industrial, nas formas de pré-frita congelada, chips e batata palha. Comparado aos dois terços da produção destinados ao processamento nos países do Nordeste da Europa, o uso industrial é muito baixo no Brasil. Portanto, no país ainda há muito espaço para crescimento do processamento industrial, que é uma tendência irreversível, tendo em vista a mudança de hábitos da população que cada vez mais faz as suas refeições fora de casa; a necessidade de produtos de preparo mais rápido. Estas mudanças de comportamento têm reflexo direto na forma de consumo.
    Enquanto o consumo doméstico de batata a granel vem diminuindo, o consumo de batata pré-frita congelada aumenta a cada ano. O consumo de batata chips e batata palha, segundo estimativas da ABBA, é de cerca de 375 g/pessoa/ano e 100 g/pessoa/ano, respectivamente. Ambos os tipos de produto processado apresentam pouco crescimento de consumo. Toda batata usada para processamento na forma de chips e batata palha é produzida no país, e de acordo com ABBA, atualmente, são produzidas 300 mil toneladas de batata fresca para fabricação chips e 80 mil toneladas para batata palha.
    No caso da batata da pré-frita congelada, apenas 26% (82 mil toneladas) do consumo nacional é abastecido com produto processado no Brasil, sendo 74% (232 mil toneladas) importados da Argentina e países da União Europeia. Assim, estima-se que uma produção de 164 mil toneladas de batata fresca é utilizada para processamento de batata pré-frita congelada. Caso o volume importado fosse substituído por produto processado no Brasil e, considerando uma produtividade média brasileira de 30 t/ha, estima-se que seria agregada uma área de produção de cerca de 15.500 hectares para atender as 464 mil toneladas de batata fresca necessárias à indústria.
    Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), aprodutividade brasileira aumentou 28,1% nos últimos dez anos, principalmente devido à melhoria nas técnicas de cultivo empregadas pelos produtores, associada a cultivares mais produtivas introduzidas nos sistemas de produção e a qualidade das sementes utilizadas. Em 2011, a produtividade atingiu 26,3 t/ha, superando a média mundial (19,4 t/ha), mas abaixo da produtividade da Argentina (30,0 t/ha), Chile (31,2 t/ha) e, principalmente de países desenvolvidos, tais como Holanda (46,1 t/ha), Alemanha (45,6 t/ha) e Estados Unidos (42,2 t/ha).
    Portanto, é muito importante a incorporação de tecnologias e produtos tecnológicos que possibilitem o aumento da produtividade e da qualidade nos sistemas de produção de batata, visando garantir a competitividade e a sustentabilidade da cadeia brasileira da batata.

    Composição

    A batata é um alimento basicamente energético; porém, é também rico em proteínas e importante fonte de sais minerais.
    O tubérculo é composto de cerca de 80% de água, seguido de carboidratos (cerca de 16%), principalmente amido que, em suas diferentes formas, são absorvidos pelo organismo como glicose, após hidrólise enzimática. De 1% a 2% constitui-se de fibra, concentrada na pele (casca), e entre 0,1% a 0,7% de açúcares simples, como glicose, frutose e sacarose. Após os carboidratos, as proteínas são os nutrientes mais abundantes no tubérculo, com cerca de 2% de sua composição.
    No que se refere à qualidade culinária e de processamento industrial relacionada à fritura, a maioria das cultivares plantadas no Brasil não são adequadas, devido ao baixo teor de sólidos solúveis, especialmente quando cultivada na região tropical, e ao alto teor de açúcares redutores, particularmente no cultivo de outono do Sul do país. Os requisitos para aceitação da batata para processamento na forma de palitos pré-fritos dependem, em grande parte, da cor e textura do produto final. O teor de matéria seca deve ser alto, para que o produto apresente boa textura e alto rendimento industrial.
    Para cor de fritura, o fator mais importante é o teor de açúcares redutores que, quando alto (acima de 2%), resulta em produtos escurecidos, que são rejeitados pelo consumidor.
    O amido influencia na textura do produto processado. As cultivares podem ser divididas em textura farinácea e cerosa. As batatas com textura farinácea são indicadas para panificação, massas e frituras, pois quando cozidas apresentam aspecto seco e se desagregam com facilidade. As cerosas, após o cozimento, apresentam aspecto pastoso e úmido, se desintegram menos e são recomendadas para saladas e produtos cremosos.
    Quanto à qualidade nutricional, a única e principal restrição que se faz à batata é quanto à presença de glicoalcaloides, que aumentam com o esverdeamento do tubérculo. Os principais glicoalcaloides presentes são a solanina e chaconina, que correspondem a 95% dos alcaloides totais. Estes têm duas ações tóxicas no organismo humano, afetando o sistema nervoso central e causando ruptura das membranas do trato gastrointestinal. Estima-se um valor de 20 a 25 mg de glicoalcaloides totais por 100 g de peso fresco de tubérculos, como uma concentração segura ao consumo humano. Desconhecem-se no Brasil esses teores para as cultivares comerciais, desde que os tubérculos não estejam esverdeados pela exposição a alta luminosidade, embora este fator seja preocupação na seleção de clones para lançamento de novas cultivares.
    O valor alimentício estimado da batata encontra-se nas Tabelas 1 e 2. Apesar da crença popular de que a batata só contém carboidratos, seus tubérculos contêm proteínas de alta qualidade, além de considerável quantidade de vitaminas e sais minerais, essenciais para a nutrição humana.
    O teor de proteínas da batata é duas vezes superior ao da mandioca; 100g de batata cozida conseguem suprir até 13% da quantidade diária de proteína recomendada para crianças e até 7% para adultos. Além disso, a batata possui um balanço adequado de proteína e energia: quem consome batata suficiente para seu suprimento de energia recebe também uma quantidade significativa de proteína. Com isso, a batata necessita de menor complementação proteica do que outras raízes e tubérculos, e muitos cereais. Adicionalmente, a batata é boa fonte de vitamina C e de algumas vitaminas do complexo B, especialmente niacina, tiamina e vitamina B6 (Tabela 2). Dentre os alimentos energéticos, a batata é o mais rico em niacina. A batata ainda é uma razoável fonte de ferro, bem como de fósforo e magnésio e ótima fonte de potássio. O seu baixo conteúdo de sódio a credencia para dietas que exigem baixo teor de sal.

    A MARAVILHOSA HISTÓRIA DA BATATA Parte1




    A MARAVILHOSA HISTÓRIA DA BATATA Parte2