sábado, 20 de junho de 2015

Cultura da Salsa (Salsinha) Petroselinum sativum




Salsa (Petroselinum sativum) é originária da Europa. É uma erva aromática muito utilizada na cozinha e embora seja fácil de encontrar em lojas e supermercados, nada melhor do que cultivá-la e tê-la sempre em casa. Suas folhas são bipartidas ou crespas, mas sempre muito aromáticas. É bastante popular no Brasil e entra na composição de inúmeras receitas salgadas, como carnes, sopas, bolos e saladas.

Seu cultivo é muito simples, bastando apenas semear em um pequeno vaso com 20 cm de altura e deixar junto a uma janela iluminada. A Salsa, é uma planta que precisa de um clima, no mínimo, temperado ameno, pois não resiste a geadas. Gosta de muita exposição solar e de água com moderação. Gosta de solos com textura areno-argilosa, rico em matéria orgânica, bem drenados e ligeiramente ácidos, com pH 5,5-6,7.

A salsa precisa de quatro horas de sol por dia, pelo menos, e você deve deixar a terra sempre úmida, fazendo regas diárias. Para colher, é só cortar o galho inteiro, deixando um dedo do solo. Não corte somente as folhas.

Como plantar Salsinha
1. Colocar as semente em água, durante 24 horas.
2. Colocá-las sobre um pano, bem espalhadas, e deixar secar por aproximadamente 1 hora.
3. Procure um local com muita luz, onde o sol bata de 4 a 6 horas por dia.
4. Encha um pote ou um vaso com terra especial para plantar e introduza as sementes de salsa. Qualquer época do ano serve para plantar salsa, embora se deva evitar os dias de calor e frio excessivo.
5. A germinação da salsa é muito lenta, por isso não estranhe caso as pequenas plantinhas de salsa demorarem a aparecer.
6. Regue o vaso de salsa com frequência, mas preste atenção para não regar demais, evitando a criação de fungos. Por isso é conveniente a rega com frequência, mas em poucas quantidades.
7. Para obter um ramo compacto e suave não se deve deixar nascer as flores. Você pode preparar outro vaso com terra e quando as primeiras florescerem, deixe cair as sementes das flores sobre a terra e assim terá salsa para o ano seguinte, no segundo vaso.
8. Para colher a salsa, é recomendável cortar os talos pela manha antes de a planta começar a sentir os efeitos do calor.
A sementeira está concluída e agora é só esperar para a ver crescer, viçosa e verdejante.




Características da planta: Planta bienal ou perene, herbácea, com 0,60 a 1,00 m de altura, de caule oco, pouco ramificado, de coloração verde-clara e rico em canais oleiríferos que lhe dão aroma e sabor peculiar. Também possuem aroma forte e agradável.
Zoneamento agrícola: o cultivo da salsa é indicado para regiões de clima ameno, desenvolvendo-se melhor sob temperaturas entre 7 a 24 graus celsus. Não tolera temperaturas extremas. Apesar de ser uma espécie pouco exigente em fertilidade, prefere solos com textura média, ricos em matéria orgânica, bem drenados e com pH entre 5,5 e 6,8.
Época de plantio: para regiões onde o inverno não é rigoroso, a melhor época é de março a setembro. Em regiões serrenas, de clima ameno, pode ser cultivada o ano todo; porém, em locais onde o inverno é rigoroso, evitar a semeadura nos meses frios.
Cultivares: comum, crespa, gigante portuguesa, lisa comum e lisa preferida.
Espaçamento: 0,20 a 0,25 x 0,10 a 0,15 m.
Sementes necessarias: 2 a 3 kg/ha.
Semeadura: feita em canteiros definitivos, em sulcos com profundidade de 0,20 a 0,40 cm, em fileiras continuas. A germinação é muito lenta, de 12 a 13 dias quando a temperatura do solo está entre 25 a 30 grasu celsius, e 30 dias quando está a 10 graus celsus. A germinação pode ser apressada, deixando-se as sementes de molho por uma noite. Quando as plantas estiveram com 4 a 5 cm de altura(duas folhas definitivas faz-se o desbaste, deixando-as mais vigorosas, espaçadas de 0,10 a  0,15 cm. Podem-se aproveitar as mudas vigorosas para  transplante.
Calagem: aplicar calcário para elvar a saturação por bases do solo até 80% e o teor de magnésio a um mínimo de 8 mmolc/dm3.
Adubação orgânica: aplicar, pelo menos 30 dias antes da semeadura, 30 a 50 t/ha de esterco de curral bem curtido ou composto orgânico, que podem ser substituídos por 7,5 a 12,5t/ha de esterco de galinha ou 2,5 a 4,0t/ha de torta de mamona fermentada sendo, a dose maior, para solos arenosos.
Adubação mineral de plantio: 10kg/ha de N, 90 a 180kg/ha de P2O5 e 45 a 90kg/ha de K2O. A quantidade, maior ou menor, de adubo a ser utilizada dependerá  das análises de solo e foliar, cultivar empregado e produtividade esperada.
Adubação mineral de cobertura: 30 a 60kg/ha de N e 15 a 30kg/ha de K2O, parcelados em duas ou mais aplicações, entre 30 e 60 dias após a semeadura à medida que vão sendo feitos os cortes, deve-se repetir a adubação de cobertura, parcelando-a em duas vezes: na época do corte e 15 dias após.
Irrigação: pode ser feita por infiltração ou aspersão, o suficiente, porém, para proporcionar bom desenvolvimento.
Tratos culturais: manter a cultura livre de plantas invasoras pois, além da concorrência, a salsinha perde valor comercial quando cortada juntamente com mato. Fazer escarificação após cada corte.
Principais pragas: lagarta-rosca, lagartas, vaquinhas, pulgões e cochonilhas.
Principais doenças: esclerotínia, septoriose, mancha de Alternaria, mofo-cinzento.
Colheita: inicia-se entre 50 e 70 dias, dependendo do cultivar, fazendo-se nova colheita a cada 30 dias. O corte é feito quando as plantas atingem cerca de 10cm de talo. Corta-se a planta pela base ou, o que é mais aconselhável, apenas as folhas mais desenvolvidas, assim, a produção será  maior e mais prolongada.
Produtividade normal: 7.000 a 8.000 maços por hectare, que correspondem a 14 a 16 t/ha.
Rotação: hortaliças de outras famílias, milho e leguminosas usadas como adubo verde.



CULTIVO ORGÂNICO DA SALSA


Salsa  Salsa ou salsinha (Petroselinum crispum (Mill.), pertencente à família botânica das Apiaceae (Umbelliferae) é uma planta herbácea bienal (demora 24 meses para completar o ciclo biológico), podendo-se também cultivar como anual. Forma uma roseta empenachada de folhas muito divididas, alcança 15 cm de altura e possui talos floríferos que podem chegar a exceder 60 cm. Natural da Europa, a salsa (conhecida também por salsinha, salsa-de-cheiro ou salsa-hortense) foi trazida para o Brasil no início da colonização. O cultivo da salsa faz-se há mais de trezentos anos, sendo uma das plantas aromáticas mais populares da gastronomia mundial. A salsa é rica em vitaminas A, B1, B2, C e D, além de cálcio e ferro, isto se consumidas cruas, já que o cozimento elimina parte dos seus componentes vitamínicos. 

Principais usos: De aroma suave e agradável, é indispensável no preparo de saladas, sopas, molhos e temperos em geral. Quando cozida, a salsa destaca o sabor do prato principal. É usada em sopas, assados e cozidos de carnes e frutos do mar, refogados na manteiga, saladas e legumes cozidos no vapor. Ela desidratada é usada para codimentar ou decorar, usada em berinjela, canapés, macarrão, salpicada sobre legumes, omeletes, ovos mexidos ou recheados, sobre carnes, aves, peixes e camarões. Toda a planta pode ser usada: folhas, caules, raízes e sementes. Seu consumo está disseminado pelo mundo todo. É usada como condimento e/ou elemento decorativo de vários pratos. As principais propriedades terapêuticas são: diurética (facilita a secreção da urina); emenagoga (provoca a vinda da menstruação); carminativa (combate os gases intestinais); expectorante (facilita a expectoração); antitérmica (combate a febre); eupéptica (melhora a digestão); vitaminizante (colabora na regeneração das células); aperiente (estimula o apetite); antiinflamatória (combate inflamações). Alivia o mau hálito quando mascada e promove o enriquecimento da pele. A salsa, através de uso interno, é contra-indicada para gestantes e lactantes, pois um de seus componentes, o apiol, é estrogênico; isto é, altera o sistema reprodutor feminino e pode provocar o aborto. 

Propagação: A salsa propaga-se por sementes. 

Cultivo: As variedades são agrupadas pelo tipo de folha em: lisas (mais cultivadas no Brasil), crespas e muito crespas. As mais plantadas no Brasil são a Crespa, Gigante Portuguesa, Graúda Portuguesa, Lisa Comum e Lisa Preferida. Para regiões onde o inverno não é rigoroso, a melhor época é de março a agosto. O cultivo da salsa é indicada para regiões de clima ameno, desenvolvendo-se melhor sob temperaturas entre 8 e 22ºC. Temperaturas acima desta ocasiona o aparecimento precoce de flores e as temperaturas abaixo desta retarda o seu desenvolvimento. Em regiões de clima ameno, planta-se o ano todo; porém, em locais onde o inverno é rigoroso, evitar a semeadura nos meses frios. A semeadura é feita em canteiros definitivos, em sulcos com profundidade de 0,5 cm, em fileiras contínuas, e quando estiverem com duas folhas definitivas ou 5cm, fazer o desbaste das plantas fracas, mantendo-se distância mínima de 10cm ente plantas e 25cm entre fileiras. São necessários 2 a 3 kg de sementes por hectare. A germinação é muito lenta, de 12 a 13 dias quando a temperatura do solo está entre 25 e 30ºC e, até 30 dias quando está a 10ºC. A germinação pode ser apressada, deixando-se as sementes de molho por uma noite. Quando tiver que ralear plantas vigorosas aproveite-as para transplantes em outros espaços. É pouco exigente em fertilidade, mas prefere solos areno-argilosos, ricos em matéria orgânica, bem drenados e com pH entre 5,5 e 6,8. A Irrigação deve ser diária. Após a germinação das sementes, recomenda-se afofar a terra em volta das plantas, pois a irrigação e as chuvas acabam endurecendo a camada superficial do solo. Até a germinação das sementes, recomenda-se também cobrir o canteiro com palha ou sombrite, o que além de economizar água, evita a formação de uma crosta superficial que pode prejudicar a emergência das plantinhas. É uma planta resistente, mas pode ocorrer as seguintes pragas: lagartas, vaquinhas, pulgões e cochonilhas. As principais doenças fúngicas são: esclerotinia, septoriose, mancha de Alternaria e mofo-cinzento. Tendo em vista que a germinação da salsa é bastante lenta, cuidado especial deve-se ter com as plantas espontâneas que germinam mais rápido. Para retardar as plantas espontâneas, pesquisadores da Epagri/Estação Experimental de Ituporanga descobriram um método eficiente para canteiros, utilizando folhas de papel: após o preparo do canteiro, cobre-se o mesmo com jornal (uma folha apenas) ou papel pardo em toda a extensão e sobre este aplica-se 2cm de composto orgânico peneirado (Figura 3). ). Posteriormente, faz-se a semeadura a lanço ou no sulco e procede-se a cobertura das sementes. Recomenda-se este sistema especialmente para as culturas que possuem sementes pequenas e germinação mais demorada, como cenoura e salsa, e que são semeadas diretamente no canteiro, com objetivo de atrasar a emergência das plantas espontâneas na fase mais crítica (até 25 a 30 dias após a semeadura). 

Figura 3. Preparo do canteiro para semeadura, colocando-se o jornal e o composto orgânico

Colheita: A colheita inicia-se entre 50 e 70 dias após a semeadura, dependendo do cultivar, efetuando nova colheita a cada 30 dias. O corte é feito quando as plantas atingem cerca de 10 cm de talo. Corta-se a planta pela base, de forma uniforme no canteiro, cerca de 1cm acima da gema terminal. Tendo em vista que no verão, a salsa perde a qualidade, recomenda-se na época mais favorável, quando houver excesso de produção, recomenda-se o corte das plantas, lavando-se as folhas e picando-se, colocando-se em potes de plástico e congela-se. 



Como plantar Salsinha





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