quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Receitas com Batata Doce


Doce de batata doce

O doce perguntou pro doce qual é o doce mais doce. 
O doce respondeu pro doce que o doce mais doce é o doce de batata doce. 
Quem é que já não ouviu ou brincou com esse famoso "travalínguas"? Pois aqui vai a receita do famoso "doce mais doce".

Ingredientes
1 quilo de batata doce
½ quilo de açúcar
Cravo e canela em rama
para variar 
1. Acrescente aos ingredientes acima um vidro de leite de coco e dois pacotes de gelatina branca sem sabor. Ferva mexendo sempre durante 15 minutos. Coloque ainda quente em uma assadeira. Espere esfriar e corte em pedaços
2. Use batata roxa, uma variedade um pouco difícil de encontrar, mas que dá um doce delicioso
Modo de preparar
1. Cozinhe a batata doce com casca até ficar bem macia
2. Descasque e passe pelo espremedor
3. Acrescente o açúcar, alguns cravos e um pedaço de canela em pau
4. Leve ao fogo forte até ferver, mexendo sempre
5. Abaixe o fogo e deixe apurar, mexendo várias vezes até que a massa fique consistente, desgrudando do fundo da panela.
6. Deixe esfriar na panela antes de colocar em caixas ou compoteira


Doce energia
A batata-doce é um alimento de alto valor energético, ou seja, rico em carboidratos. Também fornece quantidades razoáveis de vitamina A, C e algumas do complexo B. A batata-doce é uma raiz da família Convolvulácea, originária da América Tropical. As raízes e ramas também são utilizadas na alimentação animal. Na indústria, a batata-doce é matéria prima para fabricação de álcool, amido, pães e doces.

Como comprar
Dependendo da cultivar, a batata-doce pode ter a pele branca, creme, amarela, rosada, avermelhada ou roxa. A polpa pode ser branca, creme, amarela, rosada, roxa ou branca com manchas roxas. Uma mesma variedade pode ter a pele e a polpa de cores diferentes. Raízes de polpa creme, amarela ou roxa são mais ricas em vitamina A do que as raízes de polpa branca. Ao comprar batata-doce, deve-se evitar raízes com início de brotação, pois duram menos e perdem o valor nutritivo. Os danos por inseto ou broca podem ser superficiais. Neste caso, a qualidade do produto não é alterada e a parte atacada é eliminada no descascamento. Quando os danos são internos, a broca causa sabor amargo característico, cheiro alterado e polpa escura. 

Como conservar

As raízes podem ser conservadas por um longo, período de tempo em condição natural, desde que o local seja seco, fresco e bem ventilado. Neste caso, não é aconselhável colocar as raízes em saco de plástico pois a brotação será acelerada e a durabilidade reduzida. Sob temperatura baixa, as raízes ficam escurecidas, com cheiro e sabor alterados, e permanecem duras após o cozimento. Por isso, a batata-doce só deve ser mantida em geladeira por curtos períodos de tempo, sempre na parte mais baixa e em sacos de plástico para evitar ressecamento. 

Como consumir

As raízes podem ser consumidas diretamente cozidas, assadas ou fritas, ou na forma de doces, pães e bolos. As folhas ou brotos podem ser consumidos refogados, empanados ou em sopas. Seu sabor lembra o espinafre. A batata-doce pode ser cozida também com casca. Neste caso, deve-se lavar as raízes antes, em água corrente. Caso se pretenda descascar as batatas antes do cozimento, deve-se realizar este procedimento debaixo da água, pois as raízes têm uma liga que gruda nas mãos. Além disso, depois de cortadas, escurecem rapidamente. 
A batata-doce pode ser congelada. Para isso, deve-se cozinhar as raízes até que fiquem macias, descascá-las e amassá-las formando um purê. Pode-se acrescentar 1 colher (chá) de margarina para cada 1/2 kg de purê. Deve-se acondicionar o purê em vasilha de plástico rígido e levar ao congelador, onde pode ser conservado por até 6 meses 


Dicas

A batata-doce aceita como tempero: canela, cravo-da-índia, noz-moscada, mel, melado e açúcar mascavo. 
Para assar batatas-doces em forno doméstico, coloque-as sem descascar em forno com temperatura alta por 1 hora, ou até que estejam macias ao enfiar um garfo ou faca.



Receitas


Croquete de batata-doce
Fonte: Vida e Saúde, setembro de 1977) 

Ingredientes: 
* 1 Kg de batata-doce cozida e bem amassada; 
* 1 xícara (chá) de cheiro verde picado; 
* 1 colher (sopa) de azeite de oliva; 
* 2 ovos; 
* 1 colher (chá) de noz-moscada; 
* Sal e pimenta a gosto; 
* Óleo para fritar; 
* Farinha de trigo para empanar; 
* Farinha de rosca para empanar. 


Modo de fazer: 
l Aqueça o azeite e refogue o cheiro verde; 
l Junte a batata-doce, o cheiro verde, um ovo, a noz-moscada, sal e pimenta a gosto e misture bem; 
l Enrole os croquetes e passe-os em farinha de trigo. Em seguida, passe-os em ovo 
batido e depois em farinha de rosca; 
l Frite os croquetes em óleo quente. Após fritar, coloque-os sobre papel absorvente. 
Obs: A massa é mole. 
Rendimento: 40 unidades 
Tempo de preparo e cozimento: 50 minutos 
Sugestão: pode-se acrescentar carne moída, frango e/ou queijo. 

Batata-doce glaçada


(Fonte: Emater-DF) 
Ingredientes 
* 6 batatas-doces médias, cozidas, descascadas e cortadas em rodelas; 
* 1/2 xícara (chá) de manteiga ou margarina; 
* 1/2 xícara (chá) de melado; 
* 1/2 xícara (chá) de açúcar mascavo. 
Modo de fazer: 
l Ligue o forno em temperatura moderada; 
l Arrume as batatas em recipiente refratário; 
l Numa panela, mistureo açúcar, o melado e a manteiga e deixe cozinhar por cinco minutos, mexendo continuamente; 
l Despeje essa calda sobre as batatas e leve-as ao forno, molhando-as freqüentemente com a calda, por 20 minutos ou até que estejam bem glaçadas (com aparência lustrosa). 
Rendimento: oito porções. 
Tempo de preparo e cozimento: 30 minutos 
Sugestões: Ideal para o café da manhã (servir com a calda).


Batata-doce ao forno

Ingredientes: 
* 1 kg de batata-doce cozida e amassada; 
* 3 gemas; 
* 3 claras em neve; 
* 200 g de mussarela cortada em fatias; 
* queijo ralado para polvilhar; 
* sal e pimenta a gosto. 


Modo de fazer: 
l Tempere a batata amassada com sal e pimenta a gosto, junte as gemas e misture bem; por último acrescente as claras e misture levemente; 
l Coloque numa forma refratária a metade da massa de batata, em seguida faça uma camada de mussarela e por último acrescente o restante da massa de batata. Polvilhe com queijo ralado; 
l Leve para assar em forno preaquecido em temperatura média por 30 minutos. 
Rendimento: 06 porções. 
Tempo de preparo e cozimento: 40 minutos 
Sugestões: Pode misturar na massa de batata carne moída ou frango.


Batata-doce à mineira


INGREDIENTES:
  • 1 kg de batata-doce
  • 1 cebola picada
  • 3 colheres sopa de óleo
  • 2 tomates sem pele e sem sementes picados
  • 1 colher sopa de salsinha picada
  • 2 cubinhos de caldo de galinha
  • 1 xícara de queijo ralado grosso
MODO DE PREPARO:
  1. Cozinhe a batata com casca até ficar macia, depois de cozida escorra.
  2. Depois descasque e corte em rodelas grossas.
  3. Reserve.
  4. Em uma panela coloque o óleo e frite a cebola e deixe dourar.
  5. Junte os tomates, salsa, caldo de galinha dissolvido em 1 xícara de água quente.
  6. Refogue mexendo por alguns minutos.
  7. A seguir acrescente as batatas ao molho tampe e deixe cozinhar em fogo baixo por 10 minutos.
  8. Polvilhe queijo ralado por cima das batatas deixe derreter um pouco retire e é só servir.

Batata doce Refogada


Tipo de Culinária: Culinária Popular 
Categoria: Guarnições 
Subcategorias: Legumes (sauté, gratin, refogados) 
Rendimento: 10 porções


INGREDIENTES
- 1 kg de batata-doce 
- 2 colher(es) (sopa) de óleo de soja  
- 1/2 unidade(s) de cebola picada 
- 1/2 xícara(s) (chá) de salsinha picada(s) 
- 1 colher(es) (sobremesa) de curry 
- 1/2 xícara(s) (chá) de uva passa 
- quanto baste de sal


MODO DE PREPARO
Coloque em um refratário as batatas descascadas e picadas juntamente com 0.5 xícara (chá) de água. Leve tampado ao microondas por 12 a 15 minutos na potência alta, mexa na metade do tempo. Retire e deixe por 10 minutos em tempo de espera. Reserve. 
Refogue em um refratário a cebola e o óleo, por 3 a 4 minutos na potência alta. Misture com as batatas reservadas e tempere com a salsinha, as uvas passas, o sal e o curry. 
Sugestão: Sirva acompanhando, carnes, aves ou peixes.

Batata Doce Caramelada



Receita indicada por: MIRA GABEL

Tipo de Culinária: Culinária Popular 
Categoria: Guarnições 
Subcategorias: Amidos (arroz, farinhas, tubérculos) 
Rendimento: 3 porções


INGREDIENTES
- 1,2 kg de batata-doce 
- 3 xícara(s) (chá) de açúcar  
- 3 xícara(s) (chá) de água


MODO DE PREPARO
Cozinhe as batatas-doce bem lavadas em panela de pressão, após o cozimento, tire as cascas e prepare a calda, leve ao fogo, numa panela o açúcar ,quando caramelar coloque a água. Quando ferver, junte as batatas-doces já cozidas e deixe ferver mais um pouco.

Maneiras diferentes de Preparar Batata Doce



Batata Doce no Microondas



Batata Doce Crocante



chips de batata doce



Coxinha de Batata Doce



terça-feira, 29 de setembro de 2015

Batata Doce, Plantas Que Curam




Segundo a MTC, os alimentos são classificados pelo sabor e pela natureza. E o sabor não é determinado pura e simplesmente pela sensação proporcionada ao paladar. 

A batata doce tem sabor doce e natureza neutra. Os alimentos de sabor doce tanto nutrem quanto tonificam e umidificam o organismo. Os alimentos de natureza neutra podem ser consumidos durante todo o ano e por todas as pessoas, independentemente da constituição física ou do caráter frio ou quente das suas doenças. E, para completar, a batata doce nutre em particular os meridianos, ou canais de energia, do Baço, do Estômago e do Intestino Grosso. 
É importante lembrar, porém, que o nome dos órgãos em MTC não corresponde aos órgãos e suas funções fisiológicas segundo descritos pela medicina ocidental. A matriz de pensamento da MTC é completamente diferente; é singular. 





Funções e indicações 

A batata doce fortalece o Baço e sustém o Estômago. Isso quer dizer que ela estimula as funções digestivas com o objetivo de tonificar a energia do organismo. É utilizada para tratar fadiga, falta de força e fôlego curto, sintomas comuns em quadros de Deficiência do Qi do Baço e do Estômago. Segundo a MTC, o Baço e o Estômago são as colunas de sustentação da digestão e da assimilação dos nutrientes; são os órgãos mais importantes na produção de energia. Quando as funções desses “órgãos” Estômago estão deficientes, a pessoa não produz energia corretamente e sente-se fraca e cansada. Aí está uma das virtudes da batata doce. 
Todo e qualquer quadro inflamatório ou infeccioso ou de hiperatividade funcional de um ou mais órgãos gera o que a MTC chama de Calor. Esse Calor é uma forma de energia que acaba por ressecar os líquidos do corpo e produzir inquietude, agitação, nervosismo. A batata doce umidifica e reidrata, gera líquidos e tira a sede. Além disso, ela tem a capacidade de mobilizar o fluxo das fezes nos intestinos, de modo que atua como laxativo suave. Trata quadros de constipação intestinal, se a causa for estagnação de Qi (redução acentuada dos movimentos peristálticos) ou secura intestinal (falta da devida lubrificação intestinal). 
A literatura médica chinesa recomenda a batata doce para ativar o sangue e dispersar estases de sangue (favorecer a circulação sanguínea), bem como para tratar a icterícia provocada por Umidade-Calor no tubo digestivo. Ela é utilizada como prevenção do câncer e no tratamento de doenças renais e hepáticas. Depois do parto recomenda-se que a mamãe consuma batata doce para produzir energia e tratar a constipação. Seu teor de carotenos (pró-vitaminas A) recomenda-a no tratamento de dificuldades visuais noturnas e de miopia (os carotenos nutrem a retina e o cristalino). 
E maravilha das maravilhas: por ter baixo teor de lipídeos e de glucídeos, a batata doce é um excelente auxiliar em regimes de emagrecimento. Seu sabor doce acelera a sensação de satisfação! Ela não é nada contraproducente para quem quer emagrecer. O que ela faz é regular o apetite e fornecer inúmeros nutrientes ao corpo, que é o que em geral falta nos regimes de emagrecimento. Só não vale abusar! 
As ramas da batata doce também são comestíveis. São doces, adstringentes e levemente frescas. Podem ser utilizadas para tratar hemeralopia (miopia do crepúsculo), constipação e diabetes e para aumentar a produção do leite materno. 




Como utilizar a batata doce 

Ela pode ser consumida crua, como suco, cozida na água ou no vapor, grelhada ou em purê. Para gerar líquidos no organismo, a batata doce deve ser consumida crua ou na forma de suco (extraído numa centrífuga). Já para tonificar a energia do corpo e tratar a constipação, ela deve ser consumida cozida ou grelhada. Não é necessário remover a casca. 
É preciso, porém, tomar certas precauções: quando as funções digestivas são fracas (Deficiência do Yang do Baço e do Estômago), deve-se evitar o consumo do suco, cuja natureza fresca tende a enfraquecer o tubo digestivo. O consumo excessivo de batata doce pode provocar flatulência e regurgitações ácidas. Desaconselha-se a batata doce aos diabéticos em regime de redução de açúcares. 
Portanto... 

Não deixe de incluir regularmente batata doce no seu cardápio. Você tonificará o aparelho digestivo, estimulará a produção de energia para o dia-a-dia, favorecerá a mobilização do bolo alimentar nos intestinos, umidificará o corpo e de quebra ainda regulará o apetite e nutrirá os olhos. E, se você está amamentando ou passará por essa experiência em breve, lembre-se de que a batata doce estimula a produção de leite. 
Que tal incluir a batata doce na próxima lista de compras?

BATATA DOCE, PLANTAS CURAM


A batata-doce sempre esteve presente na culinária típica e tem conquistado cada vez mais espaço nos cardápios brasileiros, ainda mais, por ser grande aliada dos praticantes de musculação. O alimento é nativo das Américas, mas cultivado em mais de 100 países, principalmente na Ásia. No Brasil, podemos encontrar quatro variedades: a batata-branca, angola ou terra-nova, que tem polpa branca e é pouco adocicada; a amarela e roxa, com casca e polpa dessas cores e que são as mais usadas para fazer doces; e a avermelhada que possui casca parda e polpa amarela com veios roxos ou avermelhados, e é uma ótima opção para comer assada.  

Mesmo um pouco mais calórica, segundo pesquisa feita pelo College of Agriculture and Life Sciences, dos Estados Unidos, a batata-doce auxilia no emagrecimento, pois possui baixo índice glicêmico. É um carboidrato complexo e uma importante fonte de energia. Ela supera os outros tubérculos em vários nutrientes como retinol, vitamina B1, vitamina C e cálcio. Se comparada a batata-inglesa e a mandioquinha, outras opções de carboidrato para os praticantes de musculação, ela possui mais fibras, potássio, proteína e fósforo, que estimulam o intestino, e auxiliam no controle do diabetes e do colesterol. 
A batata-doce ainda possui amido resistente que, por se tratar de uma fibra insolúvel, resiste às enzimas do intestino delgado, que não consegue digeri-lo, e atrai as moléculas de gordura e de açúcar, fazendo com que sejam absorvidas de maneira mais lenta. Esse também é o motivo de possuir um índice glicêmico baixo, e promover a entrada de glicose na circulação sanguínea de maneira mais gradativa após o consumo de um carboidrato. Desta forma, o organismo receberá energia por mais tempo e terá uma sensação de saciedade prolongada. Este mecanismo também irá auxiliar na prevenção e tratamento de diabetes tipo 2,  proporcionando maior sensação de saciedade. 
Apesar de ser um ótimo carboidrato, não podemos deixar outras fontes alimentares deste nutriente de fora da alimentação. O consumo de qualquer macro ou micronutriente deve ser diversificado, assim como precisa ser a ingestão de grãos integrais. A quantidade recomendada para consumo diário de batata-doce deve acompanhar as necessidades de 60% a 65% de carboidratos, o que equivale a aproximadamente 1200-1400 calorias do nutriente por dia. Cerca de 100 gramas possui aproximadamente 100 calorias e 25 gramas de carboidrato, e deve estar dentro dessa quantia estipulada. Mesmo que seja um alimento sempre indicado, o cuidado em relação à batata-doce também deve existir, pois todo excesso de macronutriente se depositará no nosso organismo sob a forma de gorduras, independente de qual seja esse alimento.  





segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Cultivo do Cardo (Cynara cardunculus variedade altilis)



O cardo (Cynara cardunculus variedade altilis) é uma planta da mesma espécie que a alcachofra, sendo muito parecido com esta. O cardo cultivado difere do cardo selvagem por ser maior em altura, ter inflorescências de maior tamanho, ter pecíolos (o talo das folhas) mais grossos e por ter menos espinhos. Do cardo pode-se comer as inflorescências, preparadas do mesmo modo que as inflorescências da alcachofra, mas ele é cultivado principalmente para o consumo dos talos das folhas, que são limpos e usados em pratos cozidos ou fritos.


O cardo é parecido com a alcachofra. Ambos são plantas da espécie Cynara cardunculus 

Clima

O cardo é originário de regiões de clima mediterrâneo, mas pode ser cultivado em diversas regiões climáticas. As regiões ideais para seu cultivo têm um inverno moderadamente frio e seco, e um verão moderadamente quente. Regiões de inverno muito frio e úmido podem prejudicar a planta.

Luminosidade

O cardo necessita de luz solar direta pelo menos por algumas horas diariamente.



O cardo prefere verões moderadamente quentes e invernos moderadamente frios e secos 

Solo

Cultive em solo bem drenado, profundo, fértil e rico em matéria orgânica. O cardo cresce bem na maioria dos tipos de solo e é bastante tolerante quanto ao pH do solo.

Irrigação

Irrigue de forma a manter o solo úmido nas estações do ano em que há crescimento da planta, mas sem que este permaneça encharcado. A planta é, no entanto, resistente à seca quando já se encontra bem desenvolvida.



As inflorescências do cardo podem ser consumidas, e são preparadas da mesma forma que as inflorescências da alcachofra 

Plantio

O cardo pode ser propagado por sementes ou por divisão de plantas com rebentos.
As sementes do cardo são plantadas geralmente na primavera, assim que a temperatura do solo esteja em pelo menos 10°C. As sementes são plantadas no local definitivo ou em sacos plásticos para mudas, vasos e outros contêineres, a cerca de 2,5 cm de profundidade. As mudas são transplantadas quando atingem aproximadamente 25 cm de altura. O espaçamento entre as fileiras pode ser de 1,2 m, e a distância entre as plantas pode ser de 38 cm.
Uma vez que se tem plantas bem desenvolvidas e com boas características, o método de propagação mais adequado é a retirada de rebentos que surgem ao redor das plantas, e que devem ser retirados cavando com cuidado ao redor da planta e separando os rebentos da planta matriz com uma faca ou pá. Os rebentos devem estar bem desenvolvidos e devem ser retirados com raízes.



No branqueamento, as folhas do cardo são amarradas juntas. Um papel ou plástico opaco é usado para embrulhar o feixe de pecíolos, deixando apenas a parte superior das folhas expostas ao sol 

Tratos culturais

Retire plantas invasoras que estejam concorrendo por nutrientes e recursos, especialmente nos primeiros meses de cultivo.
O branqueamento dos pecíolos, se desejado, deve começar a ser feito um ou dois meses antes da colheita. Isto é feito amarrando as folhas da planta e embrulhando o feixe dos talos das folhas com um papel ou plástico escuro e opaco, podendo também amontoar terra na base do feixe.



Folhas de cardo 

Colheita

A colheita é geralmente feita no fim do outono ou começo do inverno, cortando toda a planta. Os talos devem ter as folhas e espinhos removidos antes de serem utilizados.



Talos das folhas do cardo, já limpos e cortados em pedaços, prontos para uso



domingo, 27 de setembro de 2015

Cultivo da Cabaça ou Porongo (Lagenaria vulgaris)

Introdução

A cabaça,  também conhecido como porongo  é o recipiente mais comumente usado como cuia, tendo como vantagens a fácil obtenção e o baixo custo. A “cuia” nada mais é do que um porongo seco, ou seja, o fruto do porongueiro (Lagenaria vulgaris, família das cucurbitáceas) amadurecido e limpo de sementes.A cabaça,  também conhecido como porongo  é o recipiente mais comumente usado como cuia,tendo como vantagens a fácil obtenção e o baixo custo. A “cuia” nada mais é do que um porongo seco, ou seja, o fruto do porongueiro (Lagenaria vulgaris, família das cucurbitáceas) amadurecido e limpo de sementes.
 A cabaça é uma planta trepadeira anual de caule herbáceo. As flores são, em geral, amarelas ou brancas. Os frutos, de várias cores e feitios, atingem em média 40 centímetros de diâmetro. É uma baga bem desenvolvida com parede externa precocemente endurecida e parte interna carnosa,preenchida pela placenta.
É uma cultura tolerante à falta de água, principalmente no período após a emissão das ramas até oinício da frutificação. Deve-se evitar solos ácidos e mal drenados. Conforme Bisognin ([19–]) a cabaça absorve grandes quantidades de potássio, concentrando-se a absorção dos 10 aos 60 dias após a emergência. O nitrogênio é absorvido em quantidades similares ao potássio devido ao grande desenvolvimento da parte aérea. O fósforo, o cálcio e o magnésio são absorvidos em menores quantidades desde o início do desenvolvimento das plantas. Conforme este autor, nos solos arenosos deficientes em fósforo e potássio, bons resultados são obtidos com adubação de NPK 5-20-20, na quantidade de 150 kg/ha misturados com 50 kg/ha de calcário Filler. Em áreas com pouca matéria orgânica, usa-se 50 kg/ha de uréia. O plantio da cabaça é realizado nos meses de Agosto até Outubro. O espaçamento entre fileiras pode ser de 1,5 a 2,0 m, deixando-se duas plantas por metro linear ou por cova, separadas por 1,0m, resultando numa densidade de 10.000 a 13.300 plantas/ha. Normalmente utilizam-se três sementes por cova. O uso de maiores densidades de plantas/ha favorece a rápida cobertura do solo, reduz ainfestação de plantas daninhas e resulta na produção de frutos de menor tamanho, o que é desejado pela indústria de cuias.
No início dos crescimentos das plântulas, principalmente em semeaduras tardias, pode ocorrer o aparecimento de vaquinha (uma praga), que ataca os cotilédones afetando significativamente o desenvolvimento e podendo levar à morte de plantas. As plantas são atacadas também por percevejos no final do ciclo da cultura. O percevejo suga a seiva das ramas podendo causar a morte das plantas, interrompendo o crescimento dos frutos, impedindo seu uso para a3 fabricação de cuias. O controle de pragas deve ser muito criterioso, pois se trata de uma planta cujas flores são polinizadas exclusivamente por insetos. As doenças que ocorrem na cabaça são o oídio, o míldio e a antracnose. Pode-se usar calda bordalesa para o controle. A calda bordalesa é um tradicional fungicida agrícola, resultado da mistura simples de sulfato de cobre, cal hidratada ou cal virgem e água.
     germinação                                   

As sementes, se guardadas em local fresco, possuem uma durabilidade de até um ano.
sementes
COLHEITA
A colheita é realizada após o secamento natural da planta, 130 – 150 dias após a semeadura.
Normalmente a primeira colheita se faz no mês de Janeiro. Os frutos são colhidos e amontoados à sombra para que a secagem ocorra de forma lenta. A produtividade média das cabaça de casca fina pode chegar a 12.000 frutos/ha e os de casco grosso a 6.000 frutos/ha. Se o fruto for colhido verde, murcha. A dica para saber se ele já está maduro é bater com força na casca, utilizando uma faca, depois que a cabaça ficar amarelada. Se a faca não se prender ao fruto, a cabaça já pode ser colhida. Outra maneira é deixar a cabaça secar na lavoura, até o cabo ressecar e a cabaça adquirir sua cor tradicional.  Começa aí, o processo de beneficiamento da cabaça para transformá-lo em cuia.


Cabaça ou porongo
Cabaça ou porongo
O porongo (Lagenaria siceraria) é também muito conhecido como cabaça, e isso causa muitas vezes confusão, pois esse nome popular também é usado para uma outra planta muito diferente, a espécie arbórea Crescentia cujete, também chamada de árvore-da-cuia.
O porongo ou cabaça é uma trepadeira vigorosa, cujos ramos podem crescer de 3 até 10 m de comprimento. Há uma grande variedade de formas e tamanhos de frutos nesta espécie, que é uma das mais antigas plantas cultivadas pela humanidade, sendo cultivada há pelo menos oito mil anos. É também a única planta herbácea que era cultivada tanto no velho mundo quanto no novo mundo antes das viagens marítimas dos europeus à América. Sua longa história de cultivo dificulta a determinação de sua origem, mas pesquisas recentes indicam que pode ser uma planta originária do sul da África.
Os frutos, que podem variar de pequenos e arredondados a grandes e compridos, indo de uma dezena de centímetros a mais de um metro de comprimento, são usados para a confecção de recipientes (por exemplo, a cuia de chimarrão no sul do Brasil e em outros países do sul da América do Sul), instrumentos musicais (por exemplo, o sitar indiano), e para a confecção de artesanato (por exemplo, os mates burilados do peru).
Tanto os frutos imaturos quanto as sementes, as folhas jovens e as pontas dos ramos podem ser consumidos. Os frutos imaturos de algumas variedades cultivadas são mais apropriados para o consumo do que os frutos de outras, sendo que algumas variedades cultivadas na Ásia são consideradas como as de melhor qualidade para o consumo. As folhas jovens e pontas de ramos podem ser consumidas cozidas ou refogadas. Os frutos imaturos podem ser preparados de muitas formas diferentes, como por exemplo, fritos ou cozidos, e podem ser usados em sopas e conservas, ou até mesmo para fazer suco. Porém, frutos invulgarmente amargos devem ser descartados, sendo impróprios para o consumo, especialmente na forma de suco, pois podem apresentar uma alta concentração de cucurbitacinas, que são substâncias tóxicas. Normalmente o consumo dos frutos é totalmente seguro, mas pode haver uma alta concentração destas substâncias tóxicas em plantas cultivadas sob condições inadequadas, como baixa fertilidade do solo, solos muito ácidos, pouca disponibilidade de água e altas temperaturas, ou em frutos armazenados de forma inadequada.
As flores desta espécie são brancas, havendo flores masculinas e femininas separadas na mesma planta. As flores femininas já contêm um pequeno fruto na base da flor (na verdade o ovário da flor, que se desenvolverá no fruto após a polinização). As flores masculinas têm apenas uma longa e fina haste (o pedúnculo floral, que nas flores femininas é mais curto). As flores se abrem ao anoitecer e podem continuar abertas por várias horas durante o dia seguinte. As flores são polinizadas principalmente por mariposas durante a noite, mas também podem ser polinizadas por abelhas, besouros e mamangabas ou mamangavas, durante a manhã.


Porongo ou cabaça
Há uma grande variedade de formas e tamanhos de cabaças ou porongos

Clima

É cultivada praticamente em todas as regiões de clima tropical e subtropical do mundo, e pode ser cultivada em qualquer região livre de geadas e temperaturas muito baixas, embora cresça melhor com temperaturas entre 18 e 30°C. Em regiões mais frias, pode ser cultivada durante os meses mais quentes do ano, e em estufas, se necessário.

Luminosidade

Necessita de luz solar direta.


Porongo ou cabaça cultivada em estufa
Mesmo sendo uma das plantas da família da abóbora que melhor suportam temperaturas relativamente baixas, a cabaça ou porongo cresce melhor em clima quente

Solo

O solo deve ser bem drenado, e o ideal é que seja leve, fértil e rico em matéria orgânica. Esta planta é tolerante quanto ao pH do solo, mas o ideal é um pH entre 6 e 7.

Irrigação

Irrigue de forma a manter o solo sempre úmido, porém evitando que permaneça encharcado.


Porongo ou cabaça cultivada em um caramanchão
A cabaça ou porongo pode crescer sobre cercas, treliças ou caramanchões

Plantio

A cabaça ou porongo é propagada a partir de suas sementes. Abra covas de 30 a 45 cm de profundidade, adube conforme a necessidade de forma a suprir as deficiências nutricionais do solo e volte a fechar. Semeie de duas a cinco sementes por cova a uma profundidade de 1 a 2 cm no solo já preparado. Também é possível semear em sementeiras, sacos para mudas ou pequenos vasos, e transplantar as mudas quando atingirem de 15 a 20 cm de altura. Em condições adequadas, a germinação pode ocorrer em menos de uma semana.
O espaçamento recomendado entre as plantas varia bastante com a variedade cultivada e com o método e as condições de cultivo, podendo ir de 2 a 4 m entre as linhas de cultivo e de 1 a 3 m entre as plantas, sendo menor para o cultivo tutorado e maior para o cultivo rasteiro.


Flor de porongo ou cabaça
Flor de cabaça ou porongo

Tratos culturais

Esta planta pode ser cultivada sem tutoramento, com os ramos crescendo sobre o solo, mas o ideal é cultivá-la de forma que possa crescer sobre cercas, treliças ou caramanchões, para aumentar a produtividade por área e para que os frutos não fiquem em contato com o solo.
Retire com cuidado as ervas invasoras que estiverem concorrendo por recursos e nutrientes, pois as raízes desta planta são relativamente superficiais.
Se não houverem insetos para fazer a polinização, esta pode ser realizada manualmente, colhendo flores masculinas e tocando estas levemente nas flores femininas, de forma que as anteras cobertas de pólen entrem em contato com o estigma da flor feminina. Também é possível usar, por exemplo, um pincel de cerdas macias para transferir o pólen das flores masculinas para as flores femininas.


Porongo ou cabaça
A cabaça ou porongo também pode ser cultivada sem tutoramento, crescendo rasteira

Colheita

O início da colheita dos frutos destinados ao consumo ocorre a partir de 60 a 120 dias após o plantio. Os frutos destinados ao consumo são colhidos ainda verdes e imaturos, sempre deixando alguns centímetros da haste (pedúnculo) presa ao fruto para que se conservem por mais tempo. A colheita deve ser feita com frequência para que os frutos não passem do ponto ideal de colheita, podendo ser realizada, por exemplo, a cada 3 ou 4 dias.
Os frutos podem levar dois ou três meses para amadurecer e secar. Quando o fruto amadurece a polpa seca e a casca endurece, ficando oco. Os frutos totalmente secos, que quando são agitados apresentam sementes soltas em seu interior, podem ser cortados ou perfurados, permitindo assim que as sementes sejam retiradas, efetuando-se uma raspagem do interior do fruto para soltar todas elas. Neste estágio as cabaças estão prontas para serem utilizadas na confecção de recipientes, instrumentos musicais, etc.