segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Cultura da Bardana - gobô (Arctium lappa)


A bardana (Arctium lappa), também conhecida como gobô  (do nome japonês desta planta), é nativa da Europa e da Ásia, podendo ultrapassar a 2 m de altura. Suas raízes podem atingir 1 m de comprimento e cerca de 2 cm de largura, podendo ser consumidas cruas quando bem jovens ou cozidas quando mais desenvolvidas. Suas raízes são muito apreciadas na culinária japonesa e estão se tornando populares na dieta macrobiótica devido ao fato de serem ricas em inulina, um polissacarídeo do açúcar frutose. Embora menos utilizados, as folhas jovens, seus talos e os talos imaturos das inflorescências podem ser consumidos crus ou cozidos. Esta planta também é muito conhecida por suas propriedades medicinais.

A bardana pode ultrapassar a 2 m de altura

Clima

A bardana cresce bem em locais com clima ameno. O ideal é que a temperatura permaneça entre 10°C e 25°C, embora a planta possa suportar temperaturas baixas durante o inverno (a parte aérea pode morrer, mas a raiz normalmente suporta baixas temperaturas).

Luminosidade

Esta planta pode ser cultivada com luz solar direta ou em sombra parcial.

Solo

Cultive preferencialmente em solo leve, profundo, bem drenado, fértil e rico em matéria orgânica. Esta planta tolera um pH do solo na faixa de 4,6 a 7,8, sendo o ideal um pH entre 6,6 e 7,5.

Irrigação

Irrigue de forma a manter o solo úmido, mas sem que fique encharcado.

As folhas da bardana são cordiformes (têm formato de coração) e têm longos pecíolos (os talos das folhas)

Plantio

O plantio pode ser feito no outono e na primavera em regiões de clima temperado. Em regiões de clima subtropical, semeie no outono.
A semeadura deve ser feita preferencialmente no local definitivo, pois as mudas de bardana não suportam bem o transplante. Se semeadas em sementeiras, transplante tão cedo quanto possível, antes que a raiz principal comece a se desenvolver. A semeadura pode ser superficial, apenas cobrindo as sementes com uma leve camada de terra peneirada ou de serragem.
A distância recomendada entre as plantas varia conforme o uso que se fará da planta. Para uma colheita precoce das raízes, o indicado é plantar com uma distância de aproximadamente 15 cm entre as plantas, o que pode proporcionar raízes mais retas. Para outros fins, deixe uma distância de pelo menos 60 cm entre as plantas.

Tratos culturais

Retire plantas invasoras que estejam concorrendo por nutrientes e recursos.
A bardana pode se tornar uma invasora. Para evitar que a planta se propague espontaneamente, não permita que a planta floresça.

As inflorescências da bardana se parecem com pequenas inflorescências de alcachofra ou de cardo 

Colheita

A colheita das raízes da bardana ou gobô pode ser feita a partir de 10 semanas após o plantio, mas estas podem ser deixadas crescendo no solo por mais tempo. Contudo, raízes de plantas com mais de um ano podem tornar-se fibrosas, deixando de ser palatáveis.
Bardana, Plantas que Curam

Arctium Lappa

Tradicionalmente combinada com dente-de-leão para fazer uma bebida tonificante e depurativa, a bardana é um importante remédio desintoxicante nas tradições ocidental e chinesa. Muito usada para tratar problemas de pele, também auxilia o sistema imunitário durante infecções e doenças crônicas.
Descrição : Plantas da Familial das asteraceae, tambêm conhecida como baldrana, bardana-maior, carrapico de carneiro, carrapicho grande, erva os pega massos, erva dos tinhosos, orelha gigante, gobô, labaca, lapa, pega-nossa, pegamoço, pejamaço, perga-masso, pegamasso, pegamassa.
Planta bianual herbácea, com 1 a 1,5 metros de altura, pilosa, folhas alternas, cordiformes e ovais.
Flores azuladas ou arroxeadas, dispostas em capítulos e, estes, em corimbos.
Flores pequenas, violáceas, em capítulos florais, que formam o fruto sem papilho, no formato de uma bola com falsos espinhos.
Plantio : O seu cultivo deve ser feito por sementes em barracos, para facilitar a retirada da raiz, ou em caixotes retangulares de mais ou menos 50 centímetros de altura.
Nasce naturalmente nos monturnos de lixo ao redor das habitações. Não tem preferência quanto ao solo e clima.
A raiz de veser coletada no primeiro ano de cultivo e a folha antes da floração. De preferência, devem ser consumidas quando frescas, pois reúnem os seus melhores valores terapêuticos.
Partes utilizadas : Raiz com casca, folhas frescas e sementes.
Origem : Européia, sendo muito comum em Portugal, França, Itália e Japão. Naturalizada na América do Sul, nasce naturalmente até a Argentina e está bem aclimatada.
História: Seu uso na medicina tradicional, frutos, sementes, raízes e folhas data da Antiguidade e não foi refutado ao longo dos séculos. O rei Henrique III da França foi curado de doença dermatologia severa com planta. A bardana também já foi promovida como afrodisíaco.
Habitat: Nativa da Europa e norte da Ásia, hoje é naturalizada nas Américas.
Mode de conservar : Lave bem as raízes e as folhas e deixe secar ao ar livre, em local ensolarado. Guarde as raízes em sacos de pano e as folhas em vidros bem fechados, ao abrigo da umidade.
Propriedades : Antibiótica, hipoglicemiante, depurativa e alcalinizante, diurética, sudorifera, anti-dispeptica e tônico capilar
Indicações : Combate o reumatismo, afecções cutâneas, dermatose, furúnculo, bronquite, cálculos da bexiga e biliar, prisão de ventre, queda de cabelo, hidropisia.

Principios Ativos :

Planta inteira: Óleo essencial: Inulina; taninos; Mucilagens; Resinas; Sais minerais; Carbonato e nitrato de potássio; Ácidos polifenólicos: caféico e clorogénico; Ácidos graxos; Composto antibiótico; Glicosídeo: lapina; Fitoesteróis: B-sitosterile estigmasterol;
Raiz: Ácidos voláteis: acético, butírico, cóstico, 3-hexanóico, isovalérico, 3-octanóico, propiônico; Poliacetilenos; Fitohormônios: ácido gama-guanidinico-n-butírico; Xiloglucano; Sementes: Óleos fixos; Glicosídeo amargo: arctiina; Lignanas: lapaóis A, B; Ácido clorogénico; Germacrolídeo; Outros componentes: daucosterol, arctigenina, arctiina, mataire-sinol, lapaol; Polpa do fruto: Proteínas; Lipídios; Inulina Lignana: neoarctina
Modo de usar : decocção de 10 gramas de raízes para 1 litro de água. Tomar 2 ou 3 xícaras de chá por dia, adoçando com mel, após esfriar.
Cataplasma - raízes frescas. Compresas - fazer decocção com 20 gramas de raízes frescas em 1 litro de água.
Infusão - 1 colher de sopo de folhas e flores secas picadas em 1 litro de água, tomar 3 a 4 xícaras de chá ao dia.
Como Depurativo (furunculose); diurético ( eliminador de ácido úrico); colérico (aumenta o fluxo biliar); laxativo: coloque 1 colher de sopa de rais em uma xícara de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos. Mantenha em maceração por 10 minutos e coe. Coma a raiz cozida e tome uma xícara de chá, três vezes ao dia, fora das principais refeições.
Dermatoses úmidas e purulentas; acne; eczemas; pruridos; seborréia da face ou do couro cabeludo: Coloque duas colheres de sopa de folhas frescas fatiadas em uma xícara de chá de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos. Coe e acrescente uma colher de chá de mel e 3 gotas de própolis. Faça aplicações no local afetado, na forma de compressas, duas vezes ao dia.
Furunculose: coloque seis colheres de sopa de raiz fatiadas em uma garrafa de vinho branco. Deixe em maceração por oito dias e coe. Tome um cálice, antes da principais refeições.
Depurativo do sangue Embora subestimada, a bardana pode ser usada para estimular a libertação de produtos residuais. Problemas como acne, furúnculos, eczema, artrite, fibromialgia e amigdalite beneficiam com a sua capacidade de estimular esta libertação. Contudo, deve ser usada com cuidado pois, mesmo
quantidades pequenas, podem causar uma intensificação inicial dos sintomas, sobretudo nos problemas de pele. Por isso, raramente é usada sozinha, sendo combinada com remédios como dente-de-leão (Taraxacum ojicinalè), trevo-dos-prados (Trifolmmpratmsè) labaça-crespa (Rumex crispus), que contrabalançam a sua acção desintoxicante. Embora tal não esteja provado, pensa-se que a bardana tem uma acentuada acção anti-cancerígena.
Toxicologia : As folhas podem causar intoxicação devido à presença da onopordopicrina, capaz de provocar insuficiência respiratória.

Bardana

Farmacologia: Os níveis de arctiina e de arctigenina nas frutas da bardana que são muito usadas na medicina chinesa para o tratamento de resfriado também foram estudados. Outros grupos também estudaram a constituição química da fruta, e até mesmo da polpa da fruta (bagaço); Diversos investigadores relataram várias atividades biológicas da bardana, que incluem propriedades antipiréticas, antimicrobiais, antitumorais, diurética e diaforética.
Além destes efeitos há relatos que extratos da fruta possuem atividade hipoglicêmica em ratos e o suco fresco da raiz possui efeitos antimutagénicos, provavelmente devido a uma lignana presente na raiz. Entre os estudos mais recentes estão os seguintes usos da bardana: Tratamento do urolitíase. Possível inibição da infeção pelo vírus HIV-1 invitro metabolismo de lignanas da bardana no trato gastrintestinal de ratos Antagonismo do fator de ativação de plaquetas (PAF) pela bardana; Efeitos da fibra alimentar da bardana na digestão; Ineficiência da bardana no tratamento dos diabetes induzida por streptozotocin em ratos; Possível atividade antitumoral do extraio da bardana; Fator desmutagênico isolado da bardana; Na literatura recente, o uso da bardana é também encontrado em produtos cosméticos usados para limpeza de pele, produtos anticaspa e tônicos capilares;
Deve-se notar que a raiz da bardana é normalmente usada como alimento na Ásia; Hoje, no Brasil e outros países ocidentais, as lojas de alimentos naturais, mercados orientais, supermercados e feiras-livres vendem a raiz fresca da bardana como alimento e nutracêutico; Enquanto a bardana é geralmente considerada como um produto seguro e comestível, alguns artigos relatam envenenamento pelo chá da raiz da bardana devido à adulteração com plantas contendo atropina, e também dermatite de contato alérgica devido a bardana; Sua principal utilização é nas doenças crônicas da pele pela ação do princípio antibiótico ativo contra bactérias gram-positivas como estafilococos e estreptococos; É fungida para afecções genitais; É diurética, diaforética, depurativa do sangue, coletérica e neutralizadora de toxinas de animais peçonhentos.

Posologia: 20 a 30m I de tintura divididos em 2 ou 3 doses diárias, diluídos em água, com intervalos menores que 12h em Uso Interno; 3g de raízes secas ou 6g de raízes frescas (1 colher de sobremesa para cada xícara de água) em decoto ou Infuso até 3 vezes ao dia em uso interno 3g de sementes (1 colher de sobremesa para cada xícara de água) em decoto para uso interno. Extrato Diluído: 2 a 8ml/dia. A tintura e/ou o decoto podem ser usadas topicamente nas afecções da pele. Tintura glicólica ou decoto em fitocosmética: shampoos, tônico capilar, cremes, loções.
Superdosagem: O Uso em doses acima das prescritas pode causar efeitos atropina semelhantes: dilatação pupilar, boca seca.

RECEITAS COM BARDANA

Kimpira de bardana



Ingredientes

  • 1 raíz de bardana média
  • 1 cenouras
  • 2 colheres (chá) de óleo de gergelim cru
  • 1 pitada de sal marinho
  • 3 a 4 colheres (sopa) de saquê
  • 1 colher (sopa) de shoyu

Modo de preparo

  1. Lave bem a cenoura e a bardana (não retire a casca).
  2. Comece cortando as cenouras em tiras muito finas (estilo Juliana).
  3. Em seguida, corte a bardana também em juliana e imediatamente mergulhe-os em água fria com limão para evitar a descoloração.
  4. Aqueça o óleo em uma panela grande, adicione a bardana e refogue em fogo médio por alguns minutos.
  5. Adicione um pouco de água, tampe e cozinhe em fogo médio-baixo por dez minutos, ou até bardana amolecer.
  6. Adicione a cenoura e o sal. Refogue por alguns instantes.
  7. Cubra e deixe cozinhar.
  8. Mexa com frequência para evitar que os vegetais grudem no fundo da panela.
  9. Quando o líquido da frigideira é absorvido, adicione o shoyu e o mirin ou sakê.
  10. Mexa bem e sirva ainda quente.

Abobrinha recheada com bardana



Arroz Negro, Torre de berinjela e Envelope de Cenoura com Bardana




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