sábado, 17 de outubro de 2015

Lavagem e Classificação da Batata Doce



LAVAGEM

Nos mercados brasileiros a batata-doce é geralmente comercializada lavada. Em São Paulo, por exemplo, 90% da batata-doce é lavada. Esta prática deve ser evitada, pois prejudica a conservação e aumenta as perdas devido ao ataque de patógenos. O correto seria escovar as batatas para retirar a terra a elas aderida. Se forem lavadas, deve-se promover o escorrimento da água aderida às batatas, não empilhando e colocando as caixas ou sacos em local ventilado. Se houver necessidade de armazenamento, as batatas não devem ser lavadas (MIRANDA et al., 1995).



A lavagem é normalmente necessária quando a cultura é instalada em solos argilosos. Em solos arenosos, as raízes são colhidas praticamente limpas, dispensando a escovação e a lavagem.
A lavagem pode ser manual ou mecanizada. Ao utilizar lavador mecânico ocorre geralmente o esfolamento da pele. Por isso, para se utilizar esse processo de lavagem, é necessário que a casca da raiz possua a mesma coloração da pele (Figura 1).


Fig. 1. Lavagem mecânica de raízes


CLASSIFICAÇÃO


No Brasil não existe uma norma oficial para a padronização da batata-doce. Entretanto, nos principais mercados brasileiros (Rio de Janeiro e São Paulo) há normas não oficiais de padronização de tamanho, que são as seguintes:
Extra A - 301 a 400g
Extra B - 201 a 300g
Especial – 151 a 200g
Diversos – 80 a 150g ou maiores que 400g.
As batatas devem ser lisas, bem conformadas, de formato alongado e uniforme, com diâmetro entre 5 e 8cm e comprimento variando entre 12 e 16cm para a classificação Extra A. A embalagem mais utilizada é a caixa tipo K, com capacidade para 24 a 26kg.



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