quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Cultivo do levístico (Levisticum officinale)



O levístico (Levisticum officinale) é uma planta perene semelhante ao aipo ou salsão, e que pode atingir mais de dois metros de altura. A planta inteira pode ser utilizada na alimentação, sendo as folhas consumidas cruas ou cozidas como o aipo, ou usadas como tempero, podendo ser usadas no lugar da salsa ou salsinha, embora seu sabor seja mais forte. As sementes (na verdade frutos secos contendo as sementes) são parecidas com as sementes do funcho e do cominho, e podem ser usadas em pães, doces, biscoitos e como especiaria. Já as raízes têm um sabor muito forte, mas também podem ser consumidas cruas ou cozidas, e quando secas e raladas podem ser usadas como condimento. Esta planta também é utilizada para diversos fins medicinais.


O levístico pode chegar a ultrapassar 2 metros de altura

Clima

O levístico é uma planta que cresce melhor com temperaturas variando entre 15°C e 30°C, mas também pode ser cultivada em climas mais frios, onde a parte aérea da planta morre no inverno e renasce na primavera. Esta planta pode suportar geadas leves.

Luminosidade

Esta planta pode ser cultivada sob luz solar direta ou em sombra parcial.
A floração do levístico se dá em umbelas como em outras plantas de sua família, tais como o funcho ou a cenoura

Plantio

O levístico pode ser cultivado a partir de sementes ou por divisão de plantas bem desenvolvidas. As sementes, que não permanecem viáveis por muito tempo, podem ser semeadas diretamente no local definitivo ou podem ser semeadas em sementeiras, pequenos vasos ou copinhos feitos de papel jornal com aproximadamente 10 cm de altura e 5 cm de diâmetro, mas a não mais do que 5 mm de profundidade. As mudas de levístico podem ser transplantadas quando estiverem grandes o bastante para serem manuseadas. A germinação das sementes pode levar de uma a quatro semanas.
O espaçamento entre as plantas geralmente pode ser de 60 cm a 75 cm.

Tratos culturais

Retire plantas invasoras que estiverem concorrendo por recursos e nutrientes.
Em contato com a pele, a seiva da planta pode provocar fitofotodermatose em algumas pessoas, assim use luvas para proteger as mãos quando estiver manuseando ou cortando a planta, principalmente em dias ensolarados.
O levístico pode ser cultivado a partir de sementes ou pela divisão de plantas bem desenvolvidas 

Colheita

Uma leve colheita de folhas pode ser feita no primeiro ano em hortas domésticas, mas o ideal é que a colheita seja feita apenas a partir do segundo ano de plantio, quando as plantas se encontram melhor desenvolvidas. As folhas são geralmente usadas frescas, mas também podem ser deixadas para secar em local bem ventilado, em seguida podendo ser armazenadas para uso como condimento.
Os frutos ou sementes podem ser colhidos quando estão ficando amarronzados. Corte as umbelas e deixe-as terminar de secar sobre um pano ou sobre um recipiente de tamanho adequado, para facilitar a coleta das sementes (frutos secos) que se desprenderem.
As plantas se tornam lenhosas a partir do quarto ano de vida e devem então ser renovadas. Aproveitando que as plantas precisam ser arrancadas, faz-se a colheita das raízes. Pedaços das plantas contendo raízes e rebentos podem ser usados para propagar o levístico e renovar a plantação.
A colheita das folhas do levístico geralmente começa no segundo ano 

LEVÍSTICO

Levisticum officinale

Descrição : Plana da família das Apiaceae. Também conhecida como levítico, erva-maggi, folhas de Ligústica. Pertencente ao mesmo grupo da família de endro, da angélica e da salsa, o levístico é uma planta perene. Cresce até 60 centímetro de altura. Os talos verdes são ocos e as folhas, compostas e bem divididas. Sua flores amarelas são bonitas, mais log se transformam em castanhas, curvas e elípticas, com nervuras aladas. O levístico foi estudado nos jardins da Plymounth Platation. , onde existe uma restauração de uma vila colonial aberta a visitação pública.
Parte utilizada: Folhas, flores, raízes.
Habitat: Nativa da Europa.
História: Tem sido usada por mais de 500 anos, principalmente por seus efeitos sobre o sistema gastrintestinal; Uso atual em vários chás comerciais e temperos industriais.
Plantio e cultivo : Cresce bem quando é plantado em sementes, mas a cada primavera a erva mãe se enche de rebentos saudáveis, que podem ser transplantados para um solo rico, em local que pegue menos maio dia de sol direto. As folhas tenras devem estar preparadas para o corte no fim de hinho ou na primeira semana de julho. As folhas e os talos picados dão sabor e textura às batatas e à salada de frango. Pode ser apreciado até o fim da estação, quando as folhas verdes-amareladas, devem ser aparadas a algum centímetros do solo. Uma boa prática é cortar os galhos em volta d abase de cada lanta para formar uma camada de matéria orgânica para o inverno.
Origem : Seu nome ciêntifico pode ser traduzido como Ligúria, uma referência ao seu local de origem, Os romanos, que reconheciam uma coisa boa quando o viam, levaram o levístico da costa italiana para a Inglaterra.
Princípios Ativos: Óleo essencial: lactonas fitálicas - 3-butilfitãideis e tranas-butildenefitálido e trans-ligustilido, sernciunolideo e angeolideo (responsáveis pelo seu aroma e sabor característicos); Látex amarelo; Resina balsâmica; Mucilagem; Proteína; Amido; Ácidos mállco, angélico; Terpineol; Furocumarina; Açúcares; Ésteres de ácidos orgânicos; taninos; Vitamina C; outros compostos: canfeno, bergapteno, psoraleno. ácido cafeico e benzóico.
Propriedades medicinais: Afrodisíaca, diurética potente, emenagoga, anestésica, antilítica, cicatrizante, colagoga, colerética, estomáquica, expectorante, tônica, Na américa colonial era usada contra a icterícia e limpar tumores. Nos países escandinavos, o levístico é usado atualemnte como produto para a pele. Lava-se o rosto com água de levístico para limpar, refrescar e dar vigor à cutis. Mistirado com arrudo e usado no tratamento da acne. Nicholas Culpepper, o temido médico astrólogo de Spitafields, declarou : "Ela tira a vermelhidão e a obscuridade dos olhos, pingando neles algumas gotas; removen manchas e sardas dos rosto."
Indicações: Afecção do peito, albuminuria, amenorreia, baço, cálculo renal, catarro, cistite, dispepsia, doença esclerotizante, dor da gota e do reumatismo, dor de cabeça por insuficiência renal, estômago, ferida, fígado, hidropsia do coração, inchaço edematoso nos pés, menostase, nefropatia, obstrução mucosa dos órgãos respiratórios, perturbação cardíaca ligada a problema gástrico e intestinal, suor mal cheiroso por insuficiência renal, supuração.
Uso pediátrico: As mesmas indicações possíveis.
Uso na gestação e na lactação: contraindicada.
Contraindicações: Gestação, lactação e disfunções ou inflamação renal aguda.
Posologia: Folhas e flores como picles, em marinadas, sopas, caldos: Matéria prima para fabricação de caldos industriais Infuso da planta em banhos para fortalecer os órgãos abdominais; Raízes em pó usadas como condimento ou no preparo de decocto leve, 1 ,5g para cada xícara de água ou 3g de raízes frescas.
Interação medicamentosa: Potencializa o efeito de anticoagulantes.
Efeitos colaterais: Hipertensivo: Pode causar dermatite de contato e fotossensibilização.
Precauções: Pode aumentar o tempo da protrombina
Farmacologia: Embora o chá de levítico seja usado no herbalismo tradicional por seus efeitos sobre o sistema gastrintestinal há pouca documentação sobre indicações: Geralmente os óleos voláteis, incluindo os do levístico. induzem a uma hiperemia do aparelho digestivo levando a um efeito carminatlvo e reduzindo a formação de gases; E provável que o levístico aja através desses mecanismos comuns, aumentando a produção de saliva e sucos gástricos; Não há relatos de estudos clínicos com cobaias ou humanos; O levístico também é usado para dissolver o muco do trato respiratório; DOIs de seus constituintes, butilfitálidos e L ligustilidomo. straram.ação espasm.O.lítica. Eles foram descritos como sedativos em ratos e as furocumannas foram associadas com a reação fotoxica após ingestão e/ou contato; Os extratos de levístlco administrados aparentemente exerceram efeito diurético em coelhos. Esse efeito deve-se, presumivelmente, a uma irritação dos túbulos renais pelo óleo essencial.
Modo de usar: - decocção, misturada ao banho: fortalecer os órgãos abdominais. - emplastro: curar feridas que não conseguem cicatrizar e em aplicado em supurações. - flores como picles, em pratos marinados. - fabricação de caldos de carne industriais. - sopas, ensopados.

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