domingo, 31 de janeiro de 2016

Balsamina (Impatiens balsamina L.)


Balsamine - Impatiens - Balsamina - Balsamina
Impatiens balsamina
Balsamina
Nome Científico: Impatiens balsamina L.

Sinónimos Botânicos: Balsamina hortensis Desp.

Nome Comum: Impacientes, Balsamina.

Nomes Populares: Bálsamo-do-Jardim, Maria-sem-Vergonha, Balsamina, Alegria-do-Lar, Impacientes.

Família: Balsaminaceae.

Origem: Sudeste da Ásia (China, Índia).

Descrição: Planta herbácea, anual, que pode atingir alturas dos 20 aos 80 cm, possui caules flexíveis, de cor verde. As suas folhas são de cor verde médio, lanceoladas, dentadas, ovais a elípticas oblongas. As flores de Impacientes são circulares, espalmadas, axilares, simples ou dobradas e produzem uma variedade enorme de cores com excepção do azul. Os seus frutos são cápsulas deiscentes.

Sementeira: No interior a uma temperatura de 18 a 21 Cº no final do Inverno, ou na Primavera no local definitivo desde que o solo esteja quente. Não cobrir as sementes de Impatiens pois elas necessitam de luz para germinar.

Crescimento: Muito rápido.

Transplantação: Primavera

Luz: Sol ou meia-sombra.

Solos: Muito permeáveis, frecos, ricos em húmus, ácidos ou neutros.

Temperatura: Zonas temperadas a quentes. Sensível ao frio. Proteger do vento

Rega: Regular, manter solo húmido mas não encharcar.

Adubação: Adubar todas as semanas na altura da floração com um fertilizante equilibrado (5:10:5). Nos vasos utilizar um composto rico á base de marga.

Floração: Verão/Outono

Pragas e Doenças: Algumas lagartas e fungos.

Multiplicação: Semente

Aplicações: Canteiros, bordaduras, orlas e vasos.

Propriedades Medicinais: estomacal, emética, catártica e diurética. 

Indicações: disfagia, amenorréia, distocia e fraqueza em geral. As sementes são vermífugas. 

Parte utilizada: folhas, caule e ramos.
Contra-indicações/cuidados: o suco do caule é considerado tóxico.

Modo de usar: 15 a 30g/chávena.



PLANTAS QUE CURAM

BALSAMINA

Impatiens balsamina.

Descrição : Planta da família das Balsaminaceae, também conhecida como bálsamo do jardim, beijo de frade, ciúmes, maravilha, melindre, não me toques, suspiro.
Curiosidade : Se houver espaço em seu jardim, é muito bom manter um pequeno canteiro de balsamina, pois os pintassilgos sempre deixam cair algumas sementes.
A planta tem três vagens que a recomendam a beleza das flores, a disponibilidade constante como remédio contra o sumagre-venenoso e a certeza da visita anual dos pintassilgos.
Parte utilizada: Folhas, caule e ramos.
Habitat : É uma planta nativa da América do Norte, onde cresce de costa a costa e desde o México até o Canadá.
também é encontrada em algumas regiões ao sul da Inglaterra. John Burroughs ( o naturalista e ensaísta estadunidense. ) descreveu, em 1875 : "Nossas belas balsaminas aparecem recentemente ao longo de alguns rios ingleses."
Propriedades medicinais: Estomacal, emética, catártica e diurética.
Indicações: Disfagia, amenorreia, distocia e fraqueza em geral. As sementes são vermífugas.
Contraindicações/cuidados: O suco do caule é considerado tóxico.



sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Variedades de Batata (Solanum tuberosum)



História natural. Reconhece-se Solanum tuberosum pelos seus tubérculos oblongos e arredondados, sem caule herbáceo, cilíndrico, estriado, ramoso, um pouco felpudo, alto, de quase 2 pés, carregado de folhas aladas, esverdeadas, compostas de 5 a 6 folíolos de tamanho desigual, ovóides, pontudas e inteiras. As flores nascem em cima dos ramos, dispostos em corimbo, são de cor branca, avermelhada, azulada ou arroxeada, formadas de um cálice de 5 divisões, de uma corola em roda, limbo aberto em 5 lóbulos, 5 estames e 1 estilete. O ovário é representado por uma baga globulosa mole de vários septos, contendo sementes pequenas e redondas. Este precioso vegetal reputa-se oriundo do Sul América. “Lê-se no Jornal do Instituto Real de Londres nº 8 que D. José Pavon, autor da Flora Peruviana, achava a batata cultivada em grande abundância pelos naturais do Chile que a denominam Papas, assim como no Peru dizem que provém dos bosques perto de Santa Fé de Bogotá. O fato é que ela foi levada do Peru para a Carolina do Norte, na América pelos espanhóis, no meio do século XVI e que, mais tarde, o almirante Walter Raleigh a trouxe do estado da Virgínia para a Inglaterra, no reinado de Elizabeth, de onde se espalhou para o resto do continente europeu. O Solanum tuberosum foi descrito pela primeira vez por Gaspar Bauhin. No fim do século passado, pelos cuidados de Parmentier, no reinado de Luis XVI a cultura da batata tornou-se geral em França. Antes, a planta era desprezada a  ponto de ser comida vulgar do gado. Hoje, isso mudou e, como diz o Riedel no Manual do Agricultor Brasileiro, p. 56, é talvez o presente de maior monta que o novo continente tenha feito aos seus descobridores pois que, com o sucesso deste tubérculo, a Europa já está salva daquelas fomes horrendas que em tantas épocas a tem açoitado”. Distinguem-se variedades de batatas pela forma, pela cor, pelo tamanho e pelo gosto. Existem variedades de cores brancas, amarelas, encarnadas, roxas; formas redondas, compridas ou achatadas, as quais se reproduzem independentemente do solo, da cultura e da exposição. A mais vigorosa é a batata, cuja cor vermelha, penadiada torna-se, pois, cor de linhaça. É a variedade mais fecunda, que prospera em todos os terrenos e, sobretudo, nas terras arenosas. A branca é também muito produtiva e de excelente sabor, uma espécie querida dos irlandeses e que recebemos em grandes porções da Corte e de outros portos. A cultivada  no Brasil se chama Batata inglesa, todas as variedades do Solanum tuberosum, porque agora as cidades marítimas são supridas deste gênero especialmente pela Inglaterra. A espécie achatada e arredondada, amarela, cujas folhas são crespas e as flores em forma de penacho, provém de Nova Iorque. Muitos dão-lhe a preferência por ser suculenta e de delicado sabor. A espécie vermelha redonda provém da América do Norte, onde é muito cultivada. Sua polpa é firme, fina e fornece farinha em abundância. A variedade vermelha oblonga algumas vezes apresenta-se um pouco acre. A variedade vermelha pequena é de boa qualidade. A batata roxa foi levada da América para a Holanda. A corola e o cálice têm cor arroxeada, a superfície dos tubérculos é * coalhada de pontos roxos e amarelados. A batata pequena ou chinesa tem talos delgados, folhas de cor verde claro, flores *, tubérculos pequenos irregulares arredondados, de sabor açucarado e agradável. A espécie vermelha de corola branca produz mais que todas as outras espécies conhecidas. Seus tubérculos são de sabor delicado, e ela merece a maior preferência por parte do lavrador e * que cultivam mantimentos. “A batata dá colheitas abundantíssimas em terrenos onde o trigo não produz. Já os habitantes de grandes províncias a têm, por esta razão, substituído o pão, e nas outras tem grande função no sustento diário dos homens e do gado. A batata se dá muito bem à beira-mar do Brasil, porém nas regiões de Serra acima e províncias meridionais não cede a palmas, pela abundância da quantidade da colheita às de importação. O território da colônia Suíça de Morro Queimado (Nova Friburgo) tem particularmente terreno favorável para plantar o Solanum tuberoso com os mesmos preparos que necessita a mandioca, porém, no cabo de 3 a 4 meses, recompensa grandiosamente o trabalho que ocasionou” (Riedel, Manual do Agricultor do Brasil, p.56). Todas as variedades ou espécies de Solanum tuberosum encerram princípios nutrientes que diferem unicamente pelas proporções. As brancas são geralmente mais produtivas, as vermelhas são mais sápidas e conservam-se por mais tempo. As amarelas são de gosto mais delicado. A qualidade do solo influi diretamente sobre a quantidade dos tubérculos, mas se o terreno for arenoso ou lígneo mais sápida e suculenta será a batata. Multiplicam-se as batatas por estaca, por mergulho e por semeada. Este último processo, apesar de levar mais tempo, é o que se deve preferir. Colhem-se as sementes das melhores qualidades para serem semeadas.
      Análise Química. Segundo a análise de Vauquelin, o Solanum tuberosum contém asparaginas, albumina vegetal, *, ácido tartárico, uma matéria fibrosa e alguns sais. O suco da batata contém albumina colorida, extrato de cal, asparagina, uma resina amarga aromática e *, fosfato de potassa, de cal, ácido cítrico, citrato de potassa, enfim uma matéria animal particular. Os únicos * da batata de sabor marcado são a resina e a matéria animal; também são os únicos corados. O aroma e o sabor da batata assada debaixo de cinzas quentes no seu próprio suco referem-se a estes dois princípios. Mr. Peschier retirou goma e açúcar da fécula da batata inglesa.  A batata contém por libra 11 onças e ½ de água de vegetação, 2 e ½ de fécula, 1 onça e duas oitavas de extrato salino, seis oitavas de fibra. A batata secada no forno não tem mais o mesmo peso, perde uma quinta parte. Partida em talhadas e secando-as, estas ficam transparentes oferecendo consistência e aparência córnea. O parênquima da batata, segundo Marcet (Annaes de chimica p. 32 T. 36), é composto de carbono, oxigênio e hidrogênio. Boussingault tem feito a análise da folhagem da planta, a qual encerra além dos 3 princípios encontrados no parênquima, maior porção de azoto de sais e terras. As cinzas da batata são compostas de silicium, cal e magnésia e barro, segundo Buckert (Annales de Chimie T. 22 p.94); contém ácido sulfúrico e fosfórico com maior porção de soda do que potassa, segundo Vogel (Annuaire de 1849). Os talos da batata são compostos de sais alcalinos e de matérias insolúveis. Os sais encontrados na batata são de carbonato de potassa, sulfato de potassa e muriato de potassa, fosfato de cal, silício e areia, carbonato de cal e magnésia e carvão (Ann. de phy. et Chi. T.32).
     Propriedades. A batata proporciona uma alimentação suave, substancial e de fácil digestão. As experiências de Pfaff, lente de química de Kiel e de Vibourg de Compenhague, as de Parmentier e de Enihoff confirmam que as partes constituintes que dominam na batata são a fécula e o glúten, de onde resulta a sua propriedade de nutriente. É segundo a porção de fécula que ela contém que se declara a sua madureza. As batatas cuja fécula predomina sobre o glúten tomam, sendo cozidas, um aspecto farinhento. As que são cozidas permanecem duras, encerram muita albumina e maior porção de glúten que de fécula. Prevalece o uso da batata como alimento, e até mesmo é recomendada uma alternativa como valioso antiescorbútico. A sua cultura propaga-se dia a dia no Brasil, do mesmo modo que se mantém no maior auge em todas as outras regiões do Norte América e da Europa para o sustento alimentar de todas as classes. Se ela nutre menos que o pão de trigo, é questão supérflua, uma vez que se sabe quanto é mais barata. “As batatas consideradas como alimento costumam coser-se antes de serem empregadas na maior parte dos seus usos. Esta operação pratica-se entre nós introduzindo-as em um vaso com água que se faz ferver o tempo necessário para sua cozedura” (Auxiliador, t. 21, nova série, 1846). Cozem-se a vapor em panela, vaso de ferro ou folha de flandres e depois fabricam-se pães e outras massas alimentares. Os alemães costumam fabricar queijo com a adição de massa de batata cozida a vapor. A farinha seca de batata com toda a sua substância nutriente encontra na arte culinária uma multidão de aplicações. Preparam-se bebidas saborosas, delicados pratos de meio e temperam-se com a mesma molhos que tornam-se mais nutritivos.  * tornada no * adquire o agradável sabor de batatas assadas; diluída em caldo ou em leite fervido, fornece alimento e bebida saborosa. Cadet de Vaux a misturava com a preparação do chocolate, o que o tornava mais leve. Nas artes, faz-se uso hoje das batatas em grande escala: prepara-se com as batatas uma cola que gruda à perfeição, faz-se com elas uma tinta boa para pintar; as flores misturadas com óleo e alvaide dão uma boa cor amarela que se aplica para tingir. Cadet de Vaux assevera que a batata pode substituir o sabão para a lavagem de roupa (Journal de Pharmacie t.6), Enfim, nas artes a fécula substitui em uma multidão de casos a goma e serve para colar os panos de linho para fazer papel, para infinitos objetos da indústria. A batata é planta sem igual para a economia rural e doméstica, não só os tubérculos nutrem os homens, mas ainda servem para o sustento do gado. O leite das vacas torna-se mais abundante, em nata, se ingerido diariamente com batatas cruas ou cozidas. São o melhor alimento para porcos, carneiros, aves domésticas e mesmo para os cavalos. Na arte culinária, cada dia se revela uma nova descoberta para utilizar a batata inglesa. Quer cozida, quer assada, ela transforma-se em centenas de  saborosas iguarias, como foi visto no célebre banquete de 1844 dado em Munique para festejar o aniversário de sua introdução na Europa pelo almirante Raleigh. O emprego medicinal da batata não é menos proveitoso do que seu emprego alimentar. Raspa-se o tubérculo cru que serve assim de cataplasma refrigerante sobre as queimaduras. Cozida e reduzida a uma massa mole a batata constitui excelente cataplasma maturativa. O Dr. Nauche assevera que o cozimento de batata branca é bom laxativo, que a batata vermelha é adstringente e que a última convém nos casos de afecções catarraes crônicas da bexiga e dos intestinos. Recomendam-se o xarope e a tintura alcoólica de batata em lesões de fígado como desobstruintes. O Dr. Nauche obtinha maior proveito em pedilúvios quando usava água fervente da batata raspada crua, em vez dos pós de mostarda. A opinião de G. Bauchin  acerca de sua virtude afrodisíaca não tem fundamento. A opinião relativa a sua virtude antiescorbútica provém unicamente de dar a batata como comida *** e não por conter em si princípios ou agentes que curam o escorbuto. Há pouco tempo que se noticiou na Rússia que o seu uso era capaz de fazer expelir o tumor, porém o fato coligido (Boletim da Academia de Medicina de Paris, maio, 1841), é um pouco duvidoso. Parmentier acreditava que o uso das batatas * o como das urinas e que assim se tornava proveitoso. As folhas do Solanum tuberosum são aconselhadas em cozimentos e injeções como calmantes, em casos de inflamações dos órgãos urinários. Fazem-se delas cataplasmas para resolver ou madurecer tumores glandulosos, ou acalmar hemorróidas. Os botânicos e lavradores lisonjeavam-se de se achar a batata livre de enfermidades, porém Martius noticiou no dia 16 de agosto de 1842, à Academia de Ciências de Paris que um fungo microscópico, o Fusisporium solani, tomava conta dos tubérculos e os tornava duros como pedras. A moléstia propagou-se no inverno de 1845 por toda a Europa, havendo sido o frio dos maiores. Já antes Boussingault e A. d’Orbigny haviam assinalado uma enfermidade que desde tempos remotos acometia a batata nos Andes e na Bolívia quando as chuvas eram recorrente. Ao farmacêutico Joseph Bonjean de Chambery cabe a glória de haver melhor patenteado a natureza da enfermidade na sua monografia da Batata publicada em 1846, analisando as várias opiniões dos mais ilustrados sábios do dia, os quais referem à presença de fungos; outros, à gangrena seca; alguns à existência de vermes e à fermentação pútrida, as alterações orgânicas da batata. Essas moléstias das batatas fizeram com que se indagasse melhor o álcali que elas contêm e a solamina, veneno ativo descoberto em 1821 pelo Desfess* e que resultou das novas pesquisas feitas sobre as batatas uma análise completa que transcrevemos da obra do Sr J. Bonjean p.97: 1° Fécula 0,16; 2° Matéria animal particular 009; 3° Resina amarga aromática009; 4° Parênquima ou matéria fibrosa 009; 5° Solamina 009;  6°Asparagina 009; 7° Albumina corada 009; 8° Princípio açucarado 009; 9° Princípio gomoso 009; 10° Extrato de cal 009; 11° Extrato de potassa 009;  12° Fosfato de cal 009; 13° Fosfato de potassa 009; 14° Ácido cítrico livre 009; *, *, *, 17° magnésia 009; 18° manganesa 009; 19° óxido de ferro 009; *, *, 22° * de vegetação 0,75 = 1



As principais variedades plantadas atualmente no Brasil.

Variedade: 

Ágata
Formato: 

Oval
Pele: 

Amarela
Polpa: 

Amarela Clara
Prepraro: 

Cozinhar e Assar
Variedade: 

Almera
Formato: 

Oval alongado
Pele: 

Amarela
Polpa: 

Amarela clara
Prepraro: 

Fritar, Cozinhar e Assar
Variedade: 

Amorosa
Formato: 

Oval Alongado
Pele: 

Vermelha
Polpa: 

Amarela Clara
Prepraro: 

Fritar, Cozinhar, Assar e Massa
Variedade: 

Asterix
Formato: 

Oval Alongado
Pele: 

Vermelha
Polpa: 

Amarela Clara
Prepraro: 

Cozinhar e Fritar
Variedade: 

Atlantic
Formato: 

Oval arredondado
Pele: 

Branca, meio áspera.
Polpa: 

Branca
Prepraro: 

Rodelas fritas (Chips)
Variedade: 

Bintje
Formato: 

Alongado
Pele: 

Amarela
Polpa: 

Amarela Clara
Prepraro: 

Cozinhar, Assar e Fritar
 
Variedade: 

Canelle
Formato: 

Oval Alongado
Pele: 

Amarela Clara
Polpa: 

Amarela Clara
Prepraro: 

Cozinhar, Assar, Fritar, Massa e Industrial
Variedade: 

Chipie
Formato: 

Arredondado
Pele: 

Amarela Clara
Polpa: 

Amarela Clara
Prepraro: 

Fritar e Industrial
 

Variedade: 
Colorado

Formato: 

Oval Alongado
Pele: 

Vermelha Fosca
Polpa: 

Amarela Clara
Prepraro: 

Fritar e Industrial
Variedade: 

Emeraude
Formato: 

Oval Alongado
Pele: 

Amarela
Polpa: 

Amarela
Prepraro: 

Cozinhar, Assar, Fritar, Massa e Doméstico
Variedade: 

Florice
Formato: 

Oval
Pele: 

Amarela Clara
Polpa: 

Amarela Clara
Prepraro: 

Doméstico
Variedade: 

Fontane
Formato: 

Oval
Pele: 

Amarela
Polpa: 

Amarela
Prepraro: 

Cozinhar, Assar, Fritar e Massa
Variedade: 

Gredine
Formato: 

Arredondado
Pele: 

Amarela
Polpa: 

Amarela Clara
Prepraro: 

Cozinhar, Massa e Industrial
Variedade: 

Maranca
Formato: 

Oval Alongado
Pele: 

Amarela
Polpa: 

Amarela
Prepraro: 

Cozinhar, Assar, Fritar e Massa
Variedade: 

Markies
Formato: 

Oval Alongado
Pele: 

Amarela
Polpa: 

Amarela
Prepraro: 

Cozinhar, Assar, Fritar e Massa
Variedade: 

Monalisa
Formato: 

Oval Alongado
Pele: 

Amarela Clara
Polpa: 

Amarela Clara
Prepraro: 

Cozinhar e Assar
 
Variedade: 

Mondial
Formato: 

Alongado
Pele: 

Amarela
Polpa: 

Amarela Clara
Prepraro: 

Cozinhar e Assar
Variedade: 
Opaline
Formato: 

Oval alongado
Pele: 

Amarela Clara
Polpa: 

Amarela Clara
Prepraro: 

Cozinhar, Assar, Fritar, Massa e Doméstico
Variedade: 

Sinora
Formato: 

Oval arredondado
Pele: 

Amarela
Polpa: 

Amarela
Prepraro: 

Cozinhar, Assar, Fritar e Massa.

novas variedades de batata


A batata é o quinto produto agrícola mais cultivado no mundo, só perdendo para cereais como trigo, milho, arroz e cevada, no entanto, entre estes, é o que tem maior participação direta na alimentação humana. A bataticultura no Brasil, tem sido, ainda, responsável pela geração de inúmeros empregos diretos e indiretos, tanto na zona rural quanto na zona urbana, desempenhando, portanto, importante 

papel sócio-econômico.
Desta forma, ações que visam estimular a produção e produtividade da bataticultura sempre são bem 

vindas pelo setor. A bataticultura mineira, a semelhança da bataticultura nacional, tem se mostrado extremamente carente de genótipos com melhor adaptação para as grandes variações de fatores bióticos e 
abióticos encontradas no país. Desta forma, é evidente a carência de programas de melhoramento genético para a cultura, como fator determinante na conquista e manutenção de uma lavoura competitiva. Embora a solução ideal seja a criação de genótipos desenvolvidos para nossas condições específicas, muitas vezes, isto não é possível, devido a grande limitação de recursos destinados à pesquisa agrícola. Além disso, programas de melhoramento genético bem estruturados só surtem efeito a longo prazo. É claro que nada disso justifica a ausência de maiores esforços na área, mesmo porque, caso o país tivesse optado por estabelecer programas fortes de melhoramento genético para a batata no passado, possivelmente, hoje teríamos a disposição do agricultor uma oferta maior de cultivares desenvolvidas em nosso próprio país.

A introdução de espécies e cultivares desenvolvidos em outras regiões do mundo tem sido uma prática corriqueira na história da humanidade e tem sido uma forma de amenizar a ausência de programas locais de melhoramento genético. No Brasil, várias das culturas agronômicas cultivadas são de origem externa, das 

quais podemos citar como exemplo a cultura do café e da cana-de-açúcar, ambas originárias de outros continentes, amplamente disseminadas no Brasil e que exercem importante papel na economia do país. Ainda hoje, o uso de variedades, híbridos, clones, etc., desenvolvidos para as condições de outros países, exerce forte influência na agricultura de nosso país.
A batata, embora tenha sua origem na região dos Andes, na América do Sul, foi praticamente domesticada na Europa a partir do século XIV. Em função disso, a maioria das introduções de batata tem sido feitas com materiais provenientes de regiões temperadas, freqüentemente localizadas no continente europeu. 

A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em parceria com produtores de batata, Associação de Bataticultores do Sul de Minas Gerais (Abasmig), Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Associação Brasileira da Batata (Abba) e a empresa Multiplanta, produtora de mudas 
micropropagadas, vem realizando a introdução e avaliação de novas cultivares comerciais de batata, provenientes da França. As variedades estão sendo testadas em oito diferentes locais no estado de Minas Gerais e tem por objetivo apontar genótipos mais adequados ao uso pelo produtor e de melhor qualidade para o consumidor.



Segue no texto, a descrição sucinta de algumas características das cultivares, baseados em dados fornecidos pelos obtentores:
1) Emeraude: Mais indicada para o consumo in natura, sendo propícia para o cozimento. De maturação semi-precoce e tubérculos com formato oblongos, pele amarelo clara e polpa amarela. É pouco sensível 

à requeima, vírus Y e vírus do enrolamento. Possui a mesma precocidade apresentada por Monalisa e produz grande proporção de tubérculos médios a grandes, além de possuir boa resistência a danos mecânicos.
2) Izabel: Possui tubérculos com pele amarela e polpa amarelo escura de forma oblonga alongada. 

As plantas são altas e de porte semi-ereto. Possui ciclo precoce, com elevada proporção de tubérculos 
grandes e boa firmeza após o cozimento, não sendo indicada para fritura devido seu baixo teor de matéria 
seca. Possui comportamento semelhante a à Monalisa quanto à requeima, sendo resistente ao vírus X e mediamente resistente ao vírus Y. Também possui resistência para alguns nematóides que atacam a cultura.

3) Éden: Possui maturação semi-precoce e é destinada ao consumo in natura. O tubérculo possui formato oblongo a oblongo alongado de pele e polpa amarela. Possui teor de matéria seca semelhante a Bintje e ão é recomendada para industrialização. Produz elevada proporção de tubérculos grandes e é pouco sensível à requeima, mediamente sensível ao vírus do enrolamento e resistente a galha verrugosa.
4) Naturella: Indicada para o consumo in natura, seus tubérculos apresentam formato oblongo com pele amarela e polpa creme. Possui excelente regularidade no formato dos tubérculos e elevada proporção de tubérculos grandes. Possui teor de matéria seca superior ao da Bintje. É muito resistente à requeima, vírus do enrolamento, galha verrugosa e galha comum e mediamente sensível ao vírus Y. Os tubérculos são pouco sensíveis ao choque mas possuem boa conservação. Devido sua boa resistência a doenças, é indicada para cultivo racional e cultivo orgânico.
5) Eóle: De maturação semi-precoce, produz tubérculos de formato oblongo, bastante regulares e com gemas superficiais. Possui pele e polpa amarela. É indicada para consumo in natura e apresenta boa firmeza após cozimento, não sendo indicada para industrialização. Pouco sensível à requeima, 

mediamente sensível ao vírus Y e resistente à galha verrugosa e a nematóides.
6) Elodie: Destinada ao consumo in natura possui maturação precoce. Os tubérculos apresentam formato oblongo a oblongo alongado com gemas muito superficiais, pele clara e polpa amarelo pálida. Produz elevada proporção de tubérculos grandes. É sensível à requeima e mediamente sensível ao vírus Y e galha 

comum. Também é mediamente sensível ao vírus do enrolamento e a galha verrugosa.
7) Florice: Destinada ao consumo in natura, possui maturação semi-precoce. Seu tubérculo possui formato oblongo curto a oblongo com gemas superficiais e pele e polpa amarela. Possui boa firmeza após cozimento e possui baixo teor de matéria seca. Produz elevada proporção de tubérculos grandes e é 

mediamente a pouco sensível a requeima, mediamente sensível ao vírus Y e resistente a galha verrugosa.
8) Bondeville: Destinada ao consumo in natura, possui maturação meio tardia. Seu tubérculo apresenta forma oblonga curta a oblonga de pele e polpa amarela. É pouco sensível a requeima, vírus Y e resistente a galha verrugosa. É sensível à galha comum e a choques mecânicos.
9) Franceline: Destinada para o consumo in natura, possui polpa muito firme. Sua maturação é precoce a meio precoce. O tubérculo apresenta formato oblongo a oblongo alongado com gemas superficiais, pele vermelha, polpa muito amarela e possui médio teor de matéria seca. É mediamente sensível à requeima e sensível ao vírus Y. É resistente ao vírus X e não é atacada pela galha verrugosa e galha comum.
10) Fregate: Destinada ao consumo in natura possui maturação meio precoce. O tubérculo apresenta formato oblongo curto a oblongo com gemas superficiais, pele amarela, polpa amarelo pálida e produz elevada proporção de tubérculos grandes. É mediamente sensível a requeima e sensível ao vírus Y. Não 

é atacada pela galha verrugosa e é mediamente sensível à galha comum. Possui teor médio de matéria seca.
11) Manon: Cultivar desenvolvida pela associação dos produtores de batata-semente da França, da qual não se dispõe de mais informações. Apesar dos experimentos não terem sido concluídos, avaliações preliminares relativas ao comportamento fenológico das plantas, temse mostrado bastante promissoras, o que tem deixado os produtores que participam da condução dos experimentos bastante entusiasmados.
Embora o teste das 11 cultivares francesas seja apenas um passo inicial, o objetivo é testar nos próximos anos, não só um número maior de cultivares, incluindo aí, cultivares desenvolvidos por instituições de pesquisa brasileiras e de outros países, como Alemanha, Holanda e Argentina, como também, estender 

os experimentos no campo para outras regiões de interesse no estado. Com estas ações, a Epamig juntamente com seus parceiros, pretende recomendar com maior segurança o uso de novas cultivares que vem sendo introduzidas e testadas de forma empírica pelos produtores. Além do trabalho de avaliação de cultivares, a Epamig desenvolve outras linhas de pesquisa para a cultura da batata, como melhoramento 
genético, nutrição mineral, práticas de manejo racional e levantamento da ocorrência de pragas e doenças nas principais regiões produtoras do estado. Para tanto, conta com o auxílio de parceiros importantes, como o Centro Nacional de Pesquisa em Hortaliça da Embrapa e a Universidade Federal de Lavras

VARIEDADES DE BATATA ATLANTIC


No Mercado fresco, o padrão de batatas sem dúvida foi introduzido pelas variedades Européias. Assim todos reconhecem batata de pele lisa e polpa amarela clara, polpa creme e formato alongado. Muitas variedades podem enquadrar nestas características.
No entanto para batata de fritura, o padrão é totalmente diferente. A batata ideal para chips deve ser redonda, pele branca, polpa branca. Se imaginarmos uma batata com estas características, chegaremos a uma variedade, ATLANTIC. Assim como no Brasil é o padrão para batata chips em todo o mundo.
ORIGEM 

A ATLANTIC é uma variedade americana (USDABeltsville), resultado do cruzamento Wauseon X Lenape (B5141-6) . Foi lançada em 1978. Variedade não protegida.
CARACTERÍSTICAS: Planta 

Planta de porte médio a alto, hastes vigorosas, ereta com pouco florescimento no inverno e intenso na primavera e verão. Flores roxas claras. De crescimento rápido e com cobertura total do solo por volta de 50 dias após o plantio.
Apresenta alta susceptibilidade a requeima (Phitophthra infestans), boa tolerância a pinta preta (Alternaria solani). Planta de bom desenvolvimento em condições de temperaturas mais elevadas, apesar de 

apresentar defeitos fisiológicos nos tubérculos. Alta susceptibilidade a canela preta (Erwinia sp).

Talvez o maior problema da ATLANTIC, seria a alta susceptibilidade a mosaico (PVY). Mesmo em campos de sementes tecnicamente bem conduzidos, os níveis de contaminação por PVY são muito altos. Como sabemos o controle de pulgões através de produtos específicos não garante uma boa sanidade da 
batata semente devido a maneira de transmissão não persistente, ou seja, um pulgão contaminado pode transmitir a virose na picada de prova. Apesar de ser contaminada pelo vírus PVYntn, é baixo o número de 
tubérculos com sintomas de anéis necróticos não causando prejuízos . Quanto as outras viroses, apresenta boa resistência a PVX e média resistência ao vírus do enrolamento (PLRV).

Para contornar os problemas com viroses, na ATLANTIC, bem como em outras variedades, seria começar os campos de sementes com material básico de alta sanidade, e plantio de campos de sementes isolados de áreas de consumo e outras espécies botânicas que poderiam funcionar como fonte de inóculo.
Tubérculo 

Formato redondo, grande, uniforme, olhos profundos com cavidades também profundas na inserção do estolão. A pele branca recoberta por escamas (russet) , que dependendo do tipo de solo plantado pode 
variar um pouco a cor externa dos tubérculos. A polpa é branca com a medula pouco pronunciada.

Defeitos fisiológicos dos tubérculos mais freqüentes são chocolate (brown spot) e coração oco (hollow heart)
Aptidões Industriais 

Nos Estados Unidos, a ATLANTIC possui duas finalidades, a industrial (chips) e mercado fresco, onde entra no grupo que eles chamam de redondas brancas. Como defeito para mercado fresco é facilidade com que o tubérculo se torna verde. Mas a variedade ficou mesmo famosa na produção industrial de chips e batata palha. É sem dúvida a variedade para chips mais plantada no mundo e considerada padrão. Uma variedade que se adapta a qualquer região, alto teor de matéria seca, baixo nível de açúcares redutores, sabor agradável, são as características que levaram a ATLANTIC ser considerada a mais popular batata industrial do mundo. Como ponto negativo vale lembrar que apesar de sua excelentes qualidades industriais não tem um bom desempenho no armazenamento, pois costuma reverter açucares e comprometendo a aparência da batata frita.
Recomendações de cultivo 

A ATLANTIC tem uma taxa de multiplicação muito baixa. A dominância apical (apenas um broto desenvolve) é um dos fatores que levam a uma baixa população de hastes em campo, e consequentemente a poucos tubérculos por cova, e baixa produção. Para melhorar isto, devemos plantar sementes bem descansadas, preferencialmente sob regime de câmara fria. Utilizar batata semente com boa sanidade, pois batata sementes contaminadas com PVY reduz ainda mais o número de tubérculos por planta. O 
espaçamento entre plantas deve ser aproximadamente 30 a 32 cm para tipo I (50 a 60 mm) 27cm para tipo II (40 a 50 mm) e 22 a 25 cm para o tipo III (30 a 40 mm) espaçamento entre linhas de 0,8 m. Também 
como recurso para incrementar o número de hastes podemos usar juntamente com fungicidas de solo, uma solução de ácido giberélico 15 a 20ppm. Quando se usa o ácido giberélico, é comum as plantas emergirem 
estioladas e amarelas, mas em poucos dias as plantas voltam ao normal.


A recomendação de adubação para a variedade ATLANTIC, deve ser feita de acordo com a análise de solo. Para um solo de fertilidade média podemos usar as seguintes quantidades: N-190 kg/ha P- 550 kg/ha K - 190 kg. A saturação de bases deve ser sempre acima de 60%. Também devemos estar atentos a sintomas de deficiências tanto para os macros elementos como para os micros elementos. Em plantio de verão, é comum observar deficiências de magnésio. Aparecendo tais sintomas uma suplementação 

foliar deve ser feita. Alguns elementos são supridos adequadamente desta maneira. Para estes níveis de adubação a produtividade esperada é por volta de 35 ton/ha. Os demais tratos culturais são os mesmos 
que para outras variedades. Devemos manter as plantas verdes o mais tempo possível, pois sendo uma batata para uso industrial, tamanho, matéria seca são muito importantes.

Quando por motivos fitossanitários há uma desfolha prematura, além da perda de produção, a quantidade de sólidos cai a níveis bem baixo, resultando em menor rendimento industrial.
Considerações finais 

Apesar das inúmeras variedades de batata que são testadas todos os anos no Brasil, ainda teremos a ATLANTIC como padrão de fritura por muitos anos. Então vamos aprimorar as nossas técnicas de cultivo e explorar ao máximo o potencial da nossa velha conhecida.


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Dicas de Conservação das Batatas



  • Quando a geladeira ou o freezer estiverem com cheiro ruim (por exemplo quando falta luz e degela a tendência é ficar com cheiro no interior) pode-se cortar batatas em quatro partes e distribuir dentro deles e deixar fechado por uma noite. O cheiro vai grudar na batata.`Já fiz e deu certo.
  • Na escolha das batatas, cuja cor pode ir do claro ao avermelhado, devem preferir-se as de pele lisa. As batatas com a pele manchada de verde, germinadas, picadas e, evidentemente podres devem ser rejeitadas.
  • Para as batatas ficarem secas e macias quando fritas, coloque-as antes de fritar e já cortadas por cerca de meia hora no congelador.
  • Para salgar as batatas fritas de modo uniforme, coloque-as dentro de um saco de papel com uma porção de sal. Depois sacuda por alguns segundos. Assim, ao mesmo tempo em que as batatas são salgadas elas também ficam mais enxutas.
  • Um purê de batata ficará mais saboroso se acrescentada uma clara batida em neve firme.
  • O purê também fica melhor se colocada uma colher de chá de fermento em pó. Bata bem e leve ao forno por alguns minutos.
  • Não jogue fora as cascas da batata. Lave-as bem, enxugue e frite em óleo quente. Tempere com sal e sirva como aperitivo.
  • O excesso de luz, ou a sua total ausência, propiciam a germinação dos germes das batatas. 
    Há portanto que evitar essas circunstâncias no lar.
  • O tipo de cozimento que melhor conserva os nutrientes da batata é o tratamento ao vapor, com pele.
  • As pessoas em idade avançada devem, preferencialmente, consumir batatas em purê.
  • Para as batatas não desmancharem ao cozer, use um pouco de óleo na água.
  • Batatas que forem cozidas e a água escorrida, não devem ficar em panelas tampadas.
  • Para que as batatas não escureçam durante o cozimento, coloque na água algumas gotas de limão ou vinagre.
  • Para as batatas tipo palito ficarem secas por fora e macias por dentro, é importante colocá-las para fritar em óleo morno, aquecendo aos poucos, só mexendo-as na hora quando colocadas para fritar e quando já estiverem quase prontas.
  • Para dar um sabor especial às batatas fritas, salpique-as com tempero verde picado ou queijo ralado assim que tirá-las do fogo.
  • Salgue a batata frita somente na hora de servir.
  • Para retirar o excesso de óleo das batatas depois de fritas, coloque-as sobre papel absorvente.
  • Sempre que possível, cozinhe as batatas com casca para evitar perda de vitaminas.
  • Fure as batatas grandes com um garfo antes de levá-las ao fogo, para que as mesmas cozinhem por igual.
  • Não guarde a batata na geladeira, pois a baixa temperatura transforma o amido em açúcar e a deixa com sabor adocicado.
  • Para evitar que as batatas brotem, mantenha junto delas algumas maçãs, maracujá, abacate, banana, mamão, manga ou tomate. Por serem climatérios, liberam etileno em grande quantidade.
  • Corte as batatas, coloque-as na água com uma colher de álcool e leve-as ao congelador por meia hora antes de fritar.
  • Enxugue as batatas depois de cortadas para que fritem e não grudem.
  • A batata deve ser cozida ou assada com a casca e só retirá-la depois.
  • Batatas descascadas conservam melhor quando cobertas com água e guardadas na geladeira.
  • Como guardar as batatas? Coloque em local fresco, escuro e bem ventilado. Não guardar na geladeira.
  • A sopa ficou salgada? Coloque uma batata crua, ferva e retire a batata.
  • Batatas esverdeadas: para prevenir, proteja-as da incidência de luz e antes de consumir remova a parte verde.

Um tubérculo de batata não é mais que um caule, ou seja, uma parte viva que contém uma grande quantidade de água. Como todo o ser vivo, este tubérculo respira, pelo que consome oxigênio, necessário para as reações químicas que se produzem no seu interior.
A temperaturas mais baixas, entre 3 e 5ºC, este fenômeno ocorre de forma muito débil e o desenvolvimento de fungos e bactérias é mínimo e, assim, a planta conserva-se bastante bem e durante períodos mais ou menos longos.
Para evitar que o tubérculo perca água por evaporação, há que manter os níveis de umidade relativa do ar a níveis superiores a 90%, já que, em ambientes mais secos, estas perdas podem ser bastante elevadas e os tubérculos tornam-se murchos e depreciam-se comercialmente.
Por outro lado, os tubérculos não devem estar excessivamente humedecidos ou molhados durante a conservação, pois, nestes casos, os níveis de putrefação são muito grandes, ao favorecer a ação de todo um tipo de patógenos e ao estimular a germinação dos "olhos".
Pelo referido, deduz-se que, para se garantir uma boa e prolongada armazenagem do produto, a temperatura que há que garantir deverá estar à volta de 3-5ºC e a humidade relativa deverá rondar os 90-93%.
Para o caso da batata de consumo, para além de se ter em conta estes aspetos, há que evitar a germinação dos "olhos", sendo aconselhada a aplicação de produtos que a inibem, os chamados anti-abrolhantes, garantindo-se uma conservação de 7-8 meses (quando se armazena batata semente, obviamente que a aplicação destes produtos estará vedada)
Também está demonstrado que as batatas, quando conservadas a temperaturas da ordem dos 3-5ºC, veem aumentado o nível de açúcares redutores, aos quais se deve a coloração mais escura das batatas quando fritas, pelo que quando as batatas se destinam a estes fins deverão ser conservadas a temperaturas ligeiramente mais elevadas, entre 8-10ºC.
Assim, a temperatura de conservação tem de se adaptar aos vários destinos que se pretende dar à batata. Como na RAM o destino dado à batata conservada é diversificado, optou-se pela conservação a temperaturas mais altas (8-10ºC).
As condições a ter em conta para uma boa conservação (seja de curto como de longo prazo) devem ser tais que:
  • As perdas por evaporação, respiração, germinação e aparecimento de doenças (de fungos e bactérias) sejam mínimas;
  • Os tubérculos sejam rececionados e mantidos num estado fisiológico adequado;
  • A composição química seja mantida num patamar fisiológico e de qualidade elevada;
  • Para armazenar batata de forma correta, para além do cumprimento de todos os requisitos de campo que lhe são fundamentais, devem ser seguidos os seguintes conselhos:
  • Efetuar a colheita dos tubérculos com a terra úmida;
  • Não arrancar, carregar e armazenar batatas com chuva;
  • Procurar não arrancar os tubérculos a temperaturas muito altas nem inferiores a 8ºC;
  • Arrancar a batata bem madura (bem encascada);
  • Não deixar a batata exposta ao sol durante muito tempo (perigo de esverdeamento por formação de solanina, que confere gosto amargo desagradável ao produto e de infeções e ataques de traça);
  • Evitar quedas bruscas do material (acima dos 30 cm);
  • Armazenar a batata seca, limpa, sã e curada;
  • Evitar a iluminação em armazém (esverdeamento);
  • Não empilhar o produto a mais de 3,5 metros de altura.
As perdas podem ter várias causas, a exemplo de:
1. Perdas por evaporação
A composição do tubérculo da batata inclui à volta de 80% de água. A maior parte da perda de peso que pode ocorrer em armazém relaciona-se assim com perdas deste elemento, o que, normalmente, implica não só perda de peso, como de qualidade do produto.
A água de composição dos tubérculos é perdida, essencialmente, através da pele, de feridas ou dos novos brotos, sendo estas últimas muito mais elevadas que a feita através da pele; esta diferença é ainda maior quando a batata está devidamente encascada/madura. Em termos orientativos a proporção de perdas segundo estas vias será, 1:300:100, respetivamente.
A ventilação com ar com baixo teor de umidade acelera a respiração. Quanto maiores forem os ventiladores, atuando com o mesmo número de revoluções/minuto, mais curto será o tempo de ventilação.
As perdas por evaporação podem ser reduzidas de várias formas:
  • Favorecendo o endurecimento da pele em cultura;
  • Efetuando a colheita quando o produto estiver totalmente maduro;
  • Evitando feridas e descasque da batata;
  • Promovendo a cura do material, isto é, promovendo a cicatrização de alguma ferida, antes de baixar a temperatura do armazém abaixo de 15ºC;
  • Evitando a rebentação/germinação dos tubérculos;
  • Ventilando o material com ar com alta umidade relativa;
  • Reduzindo o tempo de ventilação.
2. Perdas por respiração
Como já se referiu, o tubérculo, como organismo vivo, respira, num processo em que o oxigênio é absorvido, juntamente com os açúcares que o tubérculo possui, formando-se anidrido carbônico e água, num processo em que se liberta calor.
O dióxido de carbono é libertado para a atmosfera que rodeia os tubérculos, produzindo neste processo umidade e calor. Este processo respiratório depende em muito da temperatura a que está sujeito o material e menos da quantidade de açúcar que contém e das feridas que possam existir.
Os tubérculos imaturos, com muitos danos ou em início de germinação têm, em geral, um maior nível de respiração que os maduros, sãos e em estado de latência.
Quando uma pilha de batata produz mais calor que aquele que é extraído, a mesma aquece; tal ocorre quando a temperatura do ar é relativamente alta, a respiração dos tubérculos é alta e há pouca ou nenhuma ventilação no seu interior.
Alguns autores referem que se produz um sobreaquecimento da pilha quando se armazenam batatas sem ventilar a mais de 1,80 m de altura e a uma temperatura de 25ºC ou quando a pilha tem 3,5 m e encontra-se a uma temperatura ambiente de 20ºC.
Para manter baixo o nível de respiração, o normal é manter baixa a temperatura do armazém (entre 4 e 8ºC). Para tal é necessário ventilar com ar frio, não só para baixar a temperatura dos tubérculos, como para extrair o calor produzido pelos processos de respiração.
Para evitar a falta de oxigênio, que conduz ao enegrecimento dos tecidos do centro dos tubérculos, o dióxido de carbono deve ser extraído e substituído por oxigénio, o que implica que o ar que rodeia os tubérculos armazenados deve ser frequentemente reciclado.
3. Perdas devidas ao crescimento de brotos
O crescimento dos brotos (grelos) provoca grandes perdas, por evaporação, por aumento da respiração e pela utilização dos carbohidratos. Para evitar este fenômeno (ou reduzi-lo de forma significativa, após o material ter ultrapassado a fase de latência) a temperatura ambiente deveria rondar os 3 a 4ºC.
Se a temperatura de conservação tiver de ser maior que aquele intervalo, seja por impossibilidade ou porque a bata se destina a fritura ("palito" ou "chips"), devem ser usados produtos químicos inibidores da germinação (anti-abrolhantes). A humidade também favorece o crescimento dos brotos.
O crescimento dos brotos pode ser evitado, ou reduzido, pelas seguintes diligências:
  • Armazenamento a baixas temperaturas;
  • Armazenamento em condições de baixa umidade relativa;
  • Utilização de anti-abrolhantes.
4. Perdas por ataques de fungos e bactérias
Por melhor que a batata se encontre conservada, há sempre uma pequena percentagem de tubérculos infetados, que podem vir a ser focos de infeção, sobretudo quando existe um grande número de tubérculos com feridas ou mal encascados. O ataque e desenvolvimento deste tipo de doenças é reduzido ao mínimo se as temperaturas de armazenamento forem baixas, a humidade relativa também baixa, isto se o material foi devidamente curado (cicatrizado) antes do início da conservação. Esta cura deve ser feita a temperaturas à volta de 15ºC, durante cerca de 15 dias.
As perdas ocasionadas pelo ataque de fungos, bactérias e vírus podem ser reduzidas se adaptar os seguintes cuidados:
  • Armazenar a batata o mais seca possível;
  • Não colocar em armazém batatas molhadas pela chuva;
  • Retirar a umidade das pilhas de batata, mediante ventilação, o mais rapidamente possível, após a armazenagem;
  • Evitar feridas e golpes nas batatas;
  • Favorecer a cura/cicatrização do material e o endurecimento da pele;
  • Após a cura, armazenar a batata em condições de baixa temperatura.
O armazenamento deve ser feito de tal forma que, ao retirar a batata da zona de conservação, não existam brotos ou que estes sejam muito pequenos (a batata- semente deve ser conservada de modo que, quando distribuída no campo, se garanta uma emergência rápida).
Dado a temperatura de armazenamento ser o principal fator que afeta esta característica, esta deve ser fixada em função da duração do armazenamento. Se o armazenamento durar menos tempo, este valor pode ser elevado que o exigido para períodos mais prolongados.
Durante o armazenamento, o amido é convertido em açúcar e vice-versa. Estes processos são controlados por enzimas, cuja ação pode ser afetada pela temperatura. Os açúcares também são transformados pelos processos de respiração, num processo também controlado pela temperatura.
Nos tubérculos armazenados, a baixa temperatura provoca a acumulação de açúcares, pelo que as batatas podem adquirir um sabor doce, que se nota muito no produto de consumo, inviabilizando a sua utilização na indústria transformadora (de fritos).
Quando as condições de temperatura exteriores são moderadas ou baixas e a quantidade a armazenar não é excessiva e durante pouco tempo, os sistemas aconselhados podem ser simples; mas quando as temperaturas são mais elevadas e se pretende guardar grandes quantidades de material por períodos mais longos todos os cuidados são poucos.
Se se vai armazenar batata de consumo durante bastante tempo a temperaturas moderadas a utilização de anti-abrolhantes é essencial. Já o mesmo será proibitivo no caso da batata-semente.
Os fatores a considerar para uma boa conservação são os seguintes:
1. Ventilação
A ventilação é usada para retirar das pilhas guardadas calor, água e dióxido de carbono, fornecendo oxigênio.
  • Ventilação natural
Toda a batata amontoada produz calor. A menos que haja uma troca de calor com o ar que a rodeia, a temperatura das batatas tende sempre a aumentar.
A quantidade de calor trocada depende da velocidade do ar nas imediações da superfície dos tubérculos e da diferença de temperatura entre as batatas e o ar que as rodeia.
Dado que a evaporação do ar da superfície dos tubérculos produz frio, umidade relativa do ar também influi no arrefecimento dos tubérculos.
A troca de calor á baixa quando se conjugam as seguintes circunstâncias:
  • A temperatura do ar ambiente está próxima da temperatura dos tubérculos;
  • As batatas estão acondicionadas em embalagens que não facilitam a passagem de ar;
  • As pilhas de batata estão cobertas com material resistente à passagem de ar (palha, lona, plástico, etc.)
Podem ser usados vários métodos para melhorar o arejamento natural e as trocas de calor: um deles é colocar o material sobre um soalho de ripas, sob o qual o ar se possa movimentar livremente é um dos exemplos.
Quando as batatas são guardas em sacos, deve ser deixado um espaço entre as pilhas e os sacos não devem ser amontoados até altura exagerada.
  • Ventilação forçada
Quando se usa um sistema deste tipo, o movimento do ar é produzido por um ventilador, que faz com que a corrente de ar passe através das batatas, estejam estas a granel, em sacos, em caixas, etc. Deve-se sempre tentar que, adentro do possível, para que a ventilação esteja bem desenhada e seja o mais eficaz possível e bem executada, que todos os tubérculos sejam ventilados com a mesma quantidade de ar, por uma distribuição uniforme do mesmo.
Tanto o tamanho do ventilador, como o desenho das condutas podem ser ajustados com a velocidade e distribuição do ar.
A quantidade de ar movido ao nível da ventilação depende da disponibilidade e qualidade do ar frio usado, assim como da capacidade de secado necessário. A refrigeração a velocidades de ar mais altas é mais efetiva que o arrefecimento feito a velocidades mais baixas.
É fundamental que velocidade do ar seja uniforme em toda a pilha, para que todos os tubérculos sejam arrefecidos ou secos ao mesmo tempo e com igual eficácia.
As batatas podem ser armazenadas em pilhas até 4 m, se o armazém está equipado com um bom sistema de distribuição do ar e um ventilador de suficiente capacidade; mas se se empilha o material em sacos, a altura tem de ser menor, pela resistência que as embalagens oferecem à circulação do ar.
Os sistemas de ventilação forçada usam-se em armazéns arrefecidos com ar natural (do exterior) e/ou com equipamentos de refrigeração.
2. Iluminação
A batata de consumo e para transformação deve ser mantida fora do alcance da luz. A cor verde que os tubérculos assumem em contacto com a luz deprecia-os muito.
Esta assunção não se verifica com a batata semente, pois o contacto com luz favorece-a qualidade da semente, especialmente quando a temperatura está acima dos 8-10ºC e o período de armazenamento é relativamente longo (3-4 meses).
3. Temperatura
Dependendo do isolamento térmico que se dispõe nos armazéns, constata-se uma maior ou menor diferença entre as temperaturas interiores e exteriores ao armazém.
Em construções mal isoladas, o êxito do armazenamento dependerá da temperatura que ocorra no exterior, da duração do período de conservação e latência dos tubérculos (relacionada com as variedades).
Para arrefecer as batatas em armazéns de grande capacidade, utiliza-se ar frio do exterior e/ou equipamentos de refrigeração.
Em armazéns bem isolados, onde só se permite a entrada de ar exterior quando as temperaturas são baixas, pode-se manter no interior do armazém temperaturas próximas das do exterior.
As características climáticas (nomeadamente a temperatura) da zona geográfica em que se pretende conservar a batata servir-nos-ão para decidir se a ventilação por ar exterior pode ser útil ou não.
Para além de se ter de conhecer os valores médios das temperaturas mínimas, haverá que conhecer os seus valores máximos e mínimos absolutos e quantas horas diárias de ventilação com ar exterior são possíveis.
4. Refrigeração
Se as temperaturas exteriores são altas, não há ar suficientemente frio no exterior para o arrefecimento, tendo de se usar ar refrigerado.
Nos armazéns refrigerados, a batata deve ser colocada em montes pequenos ou aplicar ventilação forçada, tal como já se descreveu anteriormente, só que, agora temos um circuito fechado em que o ar é circulado e passando através de serpentinas que o arrefecem.
Para se ter um bom fornecimento de oxigênio e garantir a expulsão do anidrido carbônico, por vezes há que injetar ar exterior. Estima-se que as quantidades de ar exterior oxigenado tenham de ser de cerca de 5 m3 de ar fresco por cada tonelada de batata armazenada e por dia.
5. Isolamento
Todo o conjunto do armazém, tanto as paredes como o teto, devem estar isolados, para evitar um arrefecimento excessivo no interior, quando as temperaturas exteriores são muito baixas, e para obstar ao aquecimento excessivo do da batata, quando a temperatura exterior é mais elevada.
6. Umidade dos tubérculos e umidade do ar
Durante o armazenamento, as batatas podem estar secas, mas há que evitar perdas excessivas de umidade por parte dos tubérculos.
Para o desenho e maneio dos armazéns de grande capacidade, há que ter em conta as seguintes questões:
• Em armazéns de ventilação forçada, a capacidade de ventilação deve ser suficientemente alta;
• Se as batatas foram guardadas com um dado teor de umidade, há que secá-las primeiro;
• A ventilação deve ser somente a necessária e imprescindível, já que, quando feita em muitas horas, pode conduzir à perda de água excessiva; quando as batatas estão bem secas, a ventilação para baixar a temperatura deve ser reduzida ao essencial;
• A temperatura do ar usado para arrefecer as batatas, no caso de se usar ar exterior, deve ser consideravelmente menor que a temperatura das batatas;
• A diferença de temperatura de armazenamento e a do ar que sai do evaporador, no caso de se refrigerar, não deve ser muito grande.
7. Capacidade de armazenamento
A capacidade de um armazém de batata depende das suas dimensões, do sistema de conservação e da altura de armazenamento.
O método de conservação para um armazém depende de:
• Qualidade dos tubérculos, quanto a cura, feridas, podridões, etc.;
• Duração do período de conservação;
• Temperatura a que se deve manter o material;
• Método de armazenamento: em pilhas, caixas sacas, etc.;
• Tipo de ventilação que se dispõe.
O encarregado do armazém deve decidir, tendo em conta os casos e estes factores, sendo o mais importante:

• Como fazer o enchimento do armazém de forma a aproveitar ao máximo o espaço disponível;
• Como reduzir ao máximo as perdas;
• Como armazenar com o mínimo de custos.
Se se dispõe de um armazém equipado com ventilação forçada, as batatas podem ser armazenadas a granel ou em sacos empilhados, até uma altura de 3-4 metros, e até à altura que quisermos se se usarem caixas.
Se opção for guardar a granel, a capacidade deverá ser de cerca de 700kg de batata/m3 útil de armazém, enquanto se for a de sacos empilhados, a capacidade será de 550kg/m3.
Em armazéns que disponham somente de ventilação natural, a altura que se pode alcançar, tanto em batata a granel como ensacada deve ser menor; os montes ou as pilhas de batata devem ser mais pequenos e os sacos devem ser empilhados em filas de dois sacos de largura, deixando um espaço de 30 a 40cm entre elas. Desta forma, não se deverá armazenar mais que cerca de 400-450kg/m3 de armazém disponível.