sábado, 15 de outubro de 2016

Cultivo da Jicama (Pachyrhizus erosus)



Originaria do Mexico, pertence à familia das leguminosas. É um tubérculo pouco conhecido, sendo cultivado em climas quentes da América Central, nas regiões dos Andes, Sul da Ásia.
Pode ser consumida  aos cubos, cortada em palitos finos, crus ou cozidos, em frituras, saladas, salada de repolho, sopa, e com outros vegetais e frutas como laranjas, maçãs, cenouras e cebolas, bem como carnes e frutos do mar. A receita mexicana mais comum  é fatia-las e polvilha-las com pimenta em pó, sal e suco de limão.
O Jicama  promove a saúde óssea, aumentando a absorção de cálcio de outros alimentos, protegendo contra a osteoporose. A inulina tem um papel prebiótico no intestino - que promove o "bom"  crescimento de bactérias que mantém tanto um cólon saudável e imunidade equilibrada. É um ótimo alimento para os diabéticos, sendo baixa em calorias para aqueles interessados ​​na redução de peso. Jicama é também uma excelente fonte de fibras e vitamina C - 44% do valor diário por porção. É um poderoso antioxidante que atua na proteção  contra o câncer, inflamação, tosse viral  e infecções. Além  ​​de potássio, a jicama pode ajudar a promover a saúde do coração, uma vez que os vegetais e frutas com  alto índice de potássio estão ligadas a menores riscos de doenças do coração. Jicama contém vitaminas importantes, como folatos, riboflavina, piridoxina, ácido pantotênico, e tiamina, e os minerais magnésio, cobre, ferro e manganês.
Um estudo publicado no British Journal of Nutrition em 2005 mostrou que os alimentos que contêm inulina, como jicama, reduzem  os riscos de câncer de cólon em vários aspectos, que incluem a redução da exposição, bem como o impacto tóxico de substâncias cancerígenas no intestino, e inibindo o crescimento e propagação do cancro do cólon para outras áreas do corpo. Os cientistas concluíram que a  inulina pode reduzir a incidência de câncer colorretal, quando administrado durante as fases iniciais de desenvolvimento do câncer. 
As sementes maduras da Jicama contêm altos níveis de rotenona, um produto químico usado como inseticida e pesticida.  O restante da planta jícama é muito tóxico . 


A jicama (Pachyrhizus erosus) é uma espécie de feijão originária do México e da américa central, e que produz raízes tuberosas que podem ser consumidas cruas ou cozidas. Ricas em inulina, um polissacarídeo do açúcar frutose, suas raízes têm um sabor adocicado e são uma rica fonte de fibras dietéticas. As raízes mais velhas ou maiores podem ser processadas para obtenção de amido.
A jicama é uma trepadeira perene de vida curta que pode atingir 4 ou 5 metros de altura, mas seus ramos, folhas, flores, vagens e feijões não devem ser consumidos, pois contêm retenona, uma substância que é moderadamente tóxica para mamíferos e altamente tóxica para peixes e invertebrados. As vagens colhidas muito jovens, antes dos feijões começarem a crescer, também podem ser consumidas cozidas, mas seu uso é menos comum.
O nome popular jicama vem do espanhol jícama, que por sua vez deriva da palavra náuatle xicamatl, que é o nome desta planta na língua asteca. Esta espécie também pode ser conhecida por vários outros nomes populares, como batata-mexicana, feijão-batata e jacatupé, embora outras espécies de feijão também possam ser conhecidas por estes dois últimos nomes.

Folhas e flores da jicama. A jicama é uma espécie de feijão trepador que produz raízes tuberosas comestíveis. As folhas, flores, vagens desenvolvidas e feijões são tóxicos e não devem ser consumidos

Clima
Cresce melhor em clima quente, não suportando baixas temperaturas. Pode ser cultivada em climas mais amenos se houver pelo menos 5 meses para cultivo sem baixas temperaturas, ou protegidas em estufas, mas as raízes produzidas normalmente serão menores do que as cultivadas em locais de clima mais quente. Clima quente e dias curtos favorecem o crescimento das raízes tuberosas.

Luminosidade
Cultive sob luz solar direta.
Solo
O ideal é que o solo seja leve, profundo, bem drenado, fértil e rico em matéria orgânica.

Irrigação
Irrigue com frequência para que o solo seja mantido sempre úmido, porém sem que permaneça encharcado.

Plantio
A jicama normalmente é propagada por sementes, mas as raízes tuberosas também podem ser usadas para este fim. As sementes podem ser semeadas diretamente no local definitivo, a uma profundidade de aproximadamente 1,5 cm. Também podem ser semeadas em sementeiras ou em sacos plásticos para mudas, fazendo o transplante quando as mudas estiverem bem desenvolvidas.
As raízes tuberosas podem ser usadas no plantio quando estão disponíveis mas não se encontram sementes, ou quando se procura selecionar as melhores raízes das melhores plantas para serem utilizadas em plantios destinados a produção de sementes que serão utilizadas em futuros plantios.
O espaçamento pode ser de 60 a 120 cm entre as linhas de plantio, sendo menor em clima mais ameno onde a colheita será realizada o mais cedo possível e maior em clima mais quente, dependendo também do espaço necessário em cada caso para a realização dos tratos culturais e do uso ou não de tutoramento para as plantas. O espaçamento entre as plantas pode ser de 20 a 25 cm.

Tratos culturais
Embora seja opcional, o ideal é que existam cercas ou treliças com 1 a 3 metros de altura (ou mais) para conduzirem o crescimento das plantas.
Retirar as flores pode favorecer o crescimento das raízes.

Retire as ervas invasoras que estiverem concorrendo por recursos e nutrientes.

As raízes jovens da jicama parecem com nabos. Raízes mais velhas apresentam uma forma mais irregular

Colheita
A colheita geralmente pode ser feita de 5 a 9 meses após o plantio, quando as raízes estão com pelo menos 8 cm de diâmetro. Em clima mais ameno, a colheita deve ser feita antes que a temperatura comece a cair muito (colha se as plantas aparentarem estar debilitadas por conta de temperaturas mais baixas). Em locais de clima quente a colheita é feita mais tarde, quando as raízes estão maiores. As raízes tuberosas continuam a crescer, podendo chegar a pesar 20 kg em alguns anos, mas as raízes mais velhas, com mais de um ano, são menos doces e mais amiláceas do que as mais jovens.
As raízes devem ser desenterradas com cuidado para que não que não sofram cortes ou se quebrem, o que apressa sua deterioração. As raízes intactas podem ser armazenadas por algumas semanas em temperatura ambiente e por alguns meses se mantidas refrigeradas.



2 comentários:

  1. Olá Carlos, tem algum email ou telefone que eu possa entrar em contato com você?

    ResponderExcluir
  2. bom dia Hugo, segue meu EMAIL:

    carpena031@gmail.com

    ResponderExcluir