sábado, 28 de janeiro de 2017

Cultivo do Cogumelo Pantorra (Morchella esculenta)



Morchella é um género de fungos comestíveis bastante aparentados com os anatomicamente mais simples Pezizaceae. A parte superior do corpo frutífero destes fungos tem uma distinta aparência de colmeia, sendo muito apreciados sobretudo na culinária francesa.

Taxonomia
Os corpos frutíferos de Morchella têm uma aparência altamente polimórfica, exibindo variações na forma, cor e tamanho; este facto tem contribuído para as incertezas que existem sobre a sua taxonomia. A distinção entre as várias espécies é complicada pela incerteza sobre quais espécies são verdadeiramente distintos biologicamente. Os colectores de cogumelos referem-se-lhes pela sua cor, pois as espécies podem ser muito similares na aparência e variar consideravelmente dentro duma espécie e com a idade do espécime. As espécies mais bem conhecidas são Morchella esculenta (amarelo); M. deliciosa (branco); e M. elata (negro). Outras espécies são M. conica, M. semilibera e M. vulgaris.

Filogenia
Alguns autores sugerem que o género contém apenas entre 3 a 6 espécies, enquanto outros incluem até 50 espécies neste género. Análises filogenéticas baseadas em análises PCFR e da enzima de restrição[6] do gene 28S do ARN ribossómico suportam a primeira hipótese, i.e., a de que o género inclui apenas umas poucas espécies com considerável variação fenotípica. Outros trabalhos sobre o ADN destas espécies sugerem a existência de mais de uma dúzia de grupos distintos em Morchella da América do Norte.

Habitat e ecologia
Habitats favoráveis à frutificação
Morchella amarelo em Tauberland, Alemanha
As espécies de Morchella não formam simbioses micorrízicas mas são geralmente encontradas debaixo de certas árvores. As árvores normalmente associadas a estas espécies no hemisfério norte incluem freixo, plátano, tulipeiro, ulmeiros mortos e moribundos, alguns choupos e macieira velhas. Morchella esculenta é geralmente mais frequente debaixo de árvores decíduas que de coníferas e Morchella elata pode ser encontrada em bosques de decíduas, carvalho e choupo. As espécies da América do Norte são muitas vezes encontradas em florestas de coníferas incluindo árvores dos géneros Pinus, Abies, Larix, e Pseudotsuga, além de choupos em bosques ripários.

Associação com incêndios florestais
M. elata pode crescer abundantemente em habitats que foram queimados por incêndios florestais. O mecanismo por detrás disto é desconhecido. Onde não ocorrem fogos florestais os cogumelos crescem em pequenas quantidades, no mesmo local, ano após ano.
Os esforços feitos até ao momento para cultivar estes cogumelos são raramente bem-sucedidos e a indústria do seu comércio está baseada na apanha de cogumelos silvestres.
Risco de confusão com espécies venenosas
Quando se apanham estes cogumelos, deve ter-se o devido cuidado para distingui-los de vários cogumelos semelhantes mas venenosos, incluindo Gyromitra esculenta, Verpa bohemica, e outros. Apesar de estes cogumelos semelhantes serem por vezes ingeridos crus sem causarem efeitos nefastos, eles podem causar distúrbios gastrointestinais severos e perda de coordenação muscular (incluindo músculo cardíaco) se ingeridos em grandes quantidades ou por por vários dias seguidos. Eles contêm uma toxina semelhante à giromitrina (um veneno orgânico e carcinogénico).
Estes cogumelos problemáticos podem ser distinguidos de Morchella por uma observação cuidadosa do chapéu, o qual é muitas vezes enrugado, com aspecto de cérebro, em vez de colmeados ou reticulares. Gyromitra esculenta tem um chapéu geralmente mais escuro e maior que os de Morchella. Os chapéus de Verpa estão ligados ao estipe apenas no ápice, enquanto no caso de Morchella os chapéus estão ligados ao estipe na parte mais inferior. A maneira mais fácil de distinguir estas espécies das de Morchella, é simplesmente verificar o interior do estipe. As variedades de Morchella têm o estipe oco, enquanto as espécies venenosas tem no interior do estipe uma substância com aspecto algodoado.

Toxicidade
Estes cogumelos contêm pequenas quantidades de hidrazina, que é removida por cozedura; estes cogumelos nunca devem ser comidos crus. Mesmo quando bem cozidos estes cogumelos podem por vezes provocar sintomas intoxicação ligeira quando consumidos com bebidas alcoólicas.

Pantorra - Morchella esculenta - 1Kg Spawn

Sinónomos:
Pantorra
Morchella
Morille
Morel
Yellow Morel 
Common Morel
Morchella
Morchella esculenta

Características gerais
A forma e a estrutura do seu chapéu lembram os favos do mel, cem uma cor castanha e pé branco, é muito apreciado em algumas regiões do nosso pais devido ás suas qualidades gastronómicas.
Geralmente, é comercializado desidratado.

Habitat natural
Gosta de locais cem solos degradados (queimados, lixeiras) e apenas frutifica na Primavera.

Locais e condições de cultivo
Apenas pode ser cultivado em canteiros no exterior.
  
Atenção: 
As fotografias apresentadas podem não reproduzir fielmente o aspecto real desta espécie de cogumelo. Não colha cogumelos no campo com base nestas imagens ou se não tiver absoluta certeza quanto à espécie. Muitos cogumelos são venenosos.


Sugestões para cultivo doméstico de Cogumelos Pantorra Morchella esculenta: 


1 - Produção de Cogumelo Pantorra em Canteiros de Jardim ou em Hortas, Spawn ou Micélio em Grão 
A produção de cogumelos em canteiros tem por objetivo aproveitar as condições atmosféricas da Primavera e do Outono para produzir algumas espécies de cogumelos. Esta técnica permite aproveitar diversos resíduos agrícolas e florestais para criar diversos canteiros com espécies diferentes.
Deve-se ter especial cuidado com a localização dos canteiros, devendo ser sempre locais ensombreados, ao abrigo do vento.
As espécies de cogumelos tem exigências culturais e ambientais distintas.
Espécies de cogumelos que se podem cultivar mais facilmente em canteiros de jardim ou em hortas: 
Repolga (Pleurotus ostreatus) 
Repolga Setas (Pleurotus pulmonarius) 
Repolga Cor-de-Rosa (Pleurotus djamor) 
Cogumelo do Cardo (Pleurotus eryngii) 
Pé Azul (Lepista nuda) 
Pantorra (Morchella esculenta) 
Stroforia (Strafaria rugoso-annulata)

Apresenta-se de seguida o protocolo geral para a produção de cogumelos em canteiros.

Material: 
- 10 Kg de estilha (fragmentos ou lascas) de diversos materiais lenhosos (à excepção de resinosas); 
- Álcool comercial, luvas de látex; 
- 3 Kg de Spawn em grão da espécie a cultivar; 
- Água, sacocaixa plástica; 
- Roupa de trabalho lavada;

Inoculação
O spawn em grão deve ser bem partido
Procedimento: 
1. Desinfectar as mãos e antebraços com álcool e vestir as luvas; 
2. Misturar o material numa tina juntamente com água; 
3. Continuar a misturar até o material absorver a água ou deixar durante 24 horas; 
4. Escorrer o excesso de água, de modo ao material ficar húmido e não encharcado, o peso do substrato final deve rondar os 20-25 Kg (teor de humidade 50-55%); 
5. Inocular o substrato com o spawn de forma uniforme numa caixa plástica ou num canteiro - O spawn deve ser retirado do frigorifico 24 horas antes de ser utilizado;

6. Prensar o substrato e cobrir com um plástico escuro num local fresco e sombrio; preferencialmente no Outono ou na Primavera. 
7. Deixar a incubar 20 a 30 dias, durante este período verificamos o desenvolvimento do micélio; 
8. Após o período de incubação inicia-se a frutificação, os cogumelos irão surgir nas partes laterais e no topo da pilha; 
9. A colheita deve ser efectuada quando os cogumelos ficam com a margem plana do chapéu 4 ou 5 dias após o início da frutificação; 
10. Se a colheita não for efectuada na altura exacta irá observar-se um depósito de esporos no local da produção, indicação de que a colheita já deveria ter realizada, embora possam ser recolhidos e consumidos com toda a segurança; 
11. Após a colheita o fungo entra num processo de repouso iniciando uma nova frutificação ao fim de 10 a 15 dias;  
12. A partir da 3ª frutificação, já não se justifica manter a pilha como local de produção de cogumelos, no entanto a decomposição destes resíduos é rápida e poderá ser utilizado como um correctivo orgânico de excelente qualidade no jardim ou horta; 
13. A produção total por canteiro deve situar-se entre os 5 a 10kg de cogumelos, dependendo da espécie em questão, da qualidade do substrato e das condições atmosféricas.

Espécies de cogumelo que se podem cultivar mais facilmente em canteiros de jardim ou em hortas: 
Repolga (Pleurotus ostreatus) 
Repolga Setas (Pleurotus pulmonarius) 
Repolga Cor-de-Rosa (Pleurotus djamor) 
Cogumelo do Cardo (Pleurotus eryngii) 
Pé Azul (Lepista nuda) 
Pantorra (Morchella esculenta) 
Stroforia (Strafaria rugoso-annulata


Sugestões para cultivo doméstico de Cogumelos Pantorra Morchella esculenta:


Spawn ou Micélio em Grão para cultivo em Canteiros ou Sacos de Compostagem ou Composto - 1 Quilo

Pellets ou Cavilhas Inoculadas para Cultivo em Troncos e Ramos de Árvores – 1 Unidade


domingo, 22 de janeiro de 2017

Cultivo da Erva de Gato (Nepeta cataria)



Como plantar erva-dos-gatos

Erva-dos-gatos ou erva-gateira 
Nepeta cataria

A erva-de-gato, erva-dos-gatos ou erva-gateira, é uma planta que deve seu nome ao fato de atrair gatos quando esfregada ou cortada. A substância nepetalactona presente na planta provoca um estado de euforia em aproximadamente 80% dos gatos domésticos, bem como em alguns outros felinos como leopardos e tigres. Em humanos não provoca qualquer efeito notável, e as folhas e ramos jovens podem ser usados como tempero ou como chá. Seu sabor e aroma é similar ao das mentas ou hortelãs. A planta pode ultrapassar a 1 m de altura, embora geralmente seja menor quando cultivada. Suas flores flagrantes são brancas, rosadas ou lilases, e são uma boa fonte de alimento para abelhas.




A erva-dos-gatos tem sabor e aroma similar ao das mentas ou hortelãs

Clima

O erva-dos-gatos cresce melhor na faixa de temperatura que vai de 4°C a 21°C, embora possa suportar temperaturas mais baixas ou mais altas.

Luminosidade

Esta planta se desenvolve melhor com pelo menos algumas horas diárias de luz solar direta.

Solo

Pode ser cultivada em praticamente qualquer tipo de solo, desde que seja bem drenado. Os melhores resultados são obtidos em solos arenosos moderadamente férteis. Esta planta também é bastante tolerante quanto ao pH do solo.

Irrigação

Irrigue de forma a manter o solo úmido nos primeiros meses, mas sem que fique encharcado. Plantas bem desenvolvidas podem ser irrigadas com mais parcimônia. O excesso de água no solo pode prejudicar estas plantas.


A erva-dos-gatos é bastante resistente e pode ser cultivada facilmente 
Plantio

Semeie no local definitivo da horta ou em sementeiras e outros recipientes, e transplante cerca de 1 mês após a germinação, que leva normalmente uma ou duas semanas, mas também pode ser demorada e irregular. As sementes, que são pequenas, não devem ficar a mais do que 0,5 cm de profundidade no solo. Alternativamente, as sementes podem ser deixadas na superfície do solo, podendo ser cobertas apenas por uma leve camada de terra peneirada ou de serragem fina.


A erva-dos-gatos também pode ser propagada por divisão de plantas bem desenvolvidas ou por estaca, usando os ramos mais jovens de uma planta bem desenvolvida
O espaçamento entre as plantas pode ser de 30 a 60 cm. A erva-dos-gatos também pode ser mantida facilmente em vasos e jardineiras grandes.

Tratos culturais

Retire plantas invasoras que estiverem concorrendo por recursos e nutrientes.

Plantas intactas normalmente não atraem os gatos, mas plantas que foram cortadas ou tiveram suas folhas esfregadas podem ser destruídas pelos felinos. Assim, essa planta pode necessitar de proteção contra os gatos, especialmente quando ainda está pouco desenvolvida.


A erva-dos-gatos ou erva-gateira tem flores brancas, rosadas ou lilases, que são uma boa fonte de alimento para abelhas

Colheita

As folhas e ramos podem ser colhidos quando necessário em plantas que atingiram pelo menos 20 cm de altura. As folhas são mais aromáticas quando ocorre a floração. Embora possam ser secos para serem armazenados por longos períodos, o aroma e o sabor são mais intensos em folhas e ramos frescos. O efeito sobre os gatos também é maior com a erva fresca.


sábado, 14 de janeiro de 2017

Cultivo do Shiso (Perilla frutescens var. crispa)


Perilla frutescens var. crispa
O shiso, também chamada de perila, é uma planta asiática que pode atingir de 40 cm até cerca de um metro de altura. As duas formas botânicas de shiso mais cultivadas são denominadas popularmente como shiso verde e shiso vermelho ou roxo. Mais usadas como um tempero, as folhas e inflorescências do shiso podem ser consumidas cruas em saladas ou cozidas em diversos tipos de pratos, sendo especialmente utilizadas na culinária do sudeste asiático, como a japonesa, a coreana e a chinesa. As folhas do shiso vermelho ou roxo também são usadas para colorizar alimentos. Os brotos ou plântulas de ambos os tipos são muito apreciados em saladas e em diversos tipos de receitas. Também há cultivares disponíveis para uso como planta ornamental em jardins.
Outra variedade de perila (Perilla frutescens var. frutescens) produz sementes que são utilizadas na alimentação humana e na de aves, e são usadas também para a extração de óleo vegetal.
Shiso vermelho ou shiso roxo

Clima

Esta erva cresce melhor em um clima moderadamente quente, com temperatura acima de 18°C, embora tolere uma temperatura de até 12°C sem maiores problemas.

Luminosidade

Deve receber luz solar direta pelo menos por algumas horas diariamente. Esta planta precisa de dias curtos para florescer.
O shiso é uma planta fácil de cultivar

Solo

Cultive preferencialmente em solo bem drenado, fértil, rico em matéria orgânica, com pH entre 5 e 7,5. No entanto, esta planta pode ser cultivada em praticamente qualquer tipo de solo bem drenado.

Irrigação

Irrigue de forma a manter o solo úmido, mas sem que fique encharcado.

Mudas de shiso verde

Plantio

O shiso é propagado por sementes, que levam de 1 a 4 semanas para germinarem. Para obter melhores taxas de germinação, deixe as sementes armazenadas no refrigerador até a semeadura. Semeie no local definitivo ou em sementeiras e outros recipientes em local protegido do frio, transplantando as mudas quando estas tiverem de quatro a seis folhas. As sementes necessitam de luz para germinarem, assim devem ficar na superfície do solo, sendo cobertas no máximo com uma leve camada de terra peneirada ou de serragem fina.
O espaçamento entre as plantas pode ser de 30 a 60 cm. Esta planta também pode ser cultivada facilmente em vasos grandes.

Tratos culturais

Cada planta pode ter a extremidade do ramo principal cortada quando alcança cerca de 15 cm de altura, para favorecer uma maior ramificação.
Retire plantas invasoras que estiverem concorrendo por recursos e nutrientes.
O shiso ou perila pode se tornar uma erva invasora em algumas regiões, assim a colheita de todas as inflorescências pode ser uma prática sugerida para evitar o alastramento desta planta, o que também proporciona um aumento da vida útil da planta. As folhas do shiso são tóxicas para alguns animais, como cavalos e bois.

As folhas do shiso vermelho ou roxo são usadas para colorizar alguns alimentos, como por exemplo o umeboshi, um tipo de conserva produzida no Japão 

Colheita

O shiso pode ser colhido geralmente a partir de 80 dias do plantio, mas os brotos ou as plântulas são também muito apreciados. As folhas devem ser colhidas quando necessárias, uma vez que não podem ser conservadas em bom estado por um longo tempo.


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

CULTIVO DO JAMBU (Spilanthes oleracea L.)



O Jambu é uma erva típica da região norte do Brasil, mais precisamente do Amazonas,do Acre e de Rondônia e pode se encontrar também no Pará. Sendo originária da América do Sul, é comum também em todo o sudoeste asiático e em particular nas ilhas Mascarenhas e Madagáscar. Também conhecida como agrião-do-Amazônia.



Clima
O jambu é uma hortaliça que prefere clima quente e úmido. Temperaturas abaixo de 15°C prejudicam a planta, sendo que o ideal são temperaturas acima de 26°C. Pode ser cultivada o ano todo em regiões de clima quente, e durante a primavera e o verão em outras regiões.

Luminosidade
Esta planta pode ser cultivada com iluminação solar direta ou em sombra parcial, desde que haja uma boa luminosidade.

Solo
Cultive em solo bem drenado, leve, fértil e rico em matéria orgânica. O pH ideal do solo é de 5,8 a 6,5.

Irrigação
Irrigue de forma a manter o solo sempre úmido, sem que fique encharcado.


Jambu florido
Além de ser cultivado como hortaliça, o jambu também é cultivado como planta ornamental em jardins 

Plantio
O plantio é feito por sementes ou por ramos. Semeie no local definitivo da horta ou em sementeiras e outros recipientes, transplantando quando as mudas tiverem tamanho suficiente para serem manuseadas (com cerca de um mês). As sementes devem ser cobertas apenas por uma leve camada de terra peneirada ou de serragem.

Os ramos podem ser usados para propagar as plantas, e podem ser plantados em solo mantido bem úmido até que ocorra o enraizamento. Também podem ser plantados em vasos mantidos em local sombreado, mas bem iluminado. Após o enraizamento, as mudas podem ser transplantadas dos vasos para o local definitivo.

O espaçamento recomendado é de 20 a 25 cm entre as plantas, mas muitos usam outros espaçamentos, indo de 5 cm a 38 cm entre as plantas. Estas podem atingir de 20 a 45 cm de altura.

O jambu também pode ser cultivado facilmente em vasos de tamanho médio ou grande.

Tratos culturais
Retire plantas invasoras que estejam concorrendo por nutrientes e recursos.


Flor do jambu ou agrião-do-pará
A inflorescência do jambu também é comestível, e sendo a parte da planta mais rica em espilantol, é usada para aliviar dor de dente 

Colheita
A colheita dos ramos pode ser feita em qualquer momento durante o ciclo de vida das plantas, que tornam-se bem desenvolvidas de 45 a 50 dias após a semeadura. Retire ramos, folhas e flores individualmente quando necessário ou colha semanalmente parte dos ramos, sem colher demais para não enfraquecer as plantas.

Uso em culinária

O jambu é muito utilizado nas culinárias amazonense, rondoniense, acriana e paraense, podendo ser encontrado em iguarias como o tacacá, o pato no tucupi e até mesmo em pizza combinado com mozarela. Pode-se preparar o jambu da mesma maneira que se prepara a couve refogada, cortando-a fininha e refogando-a no azeite com alho e sal a gosto e bacon cortado em cubinhos.

Uma de suas principais características é a capacidade de tremelicar os lábios de seus comensais. É usada como especiaria pelos chineses. As folhas podem ser usadas frescas ou secas. As folhas tenras cortadas finamente são usadas como condimento no prato nacional malgaxe romazave. É encontrado abundantemente no interior do Rio de Janeiro, no município de Trajano de Moraes.

Na Bahia, especialmente, é usado como erva de alto valor religioso com os nomes oripepé, pimenta-d'água e pingo-de-ouro.

Propriedades Medicinais

A planta é reconhecida como anestésica, diurética, digestiva,  antiasmática e antiescorbútica. Os seus capítulos possuem propriedades odontálgicas e antiescorbúticas.