domingo, 20 de agosto de 2017

Cultura do Maxixe


Cucumis anguria
O maxixe é uma trepadeira cujos ramos podem crescer até 3 metros. Planta de origem provavelmente africana, pode ser encontrada crescendo naturalmente em muitas regiões tropicais da América e da Austrália.

Clima

O maxixeiro é uma planta de clima quente, crescendo bem em temperaturas entre 20°C e 27°C.

Luminosidade

Esta planta cresce melhor em condições de alta luminosidade, com luz solar direta pelo menos algumas horas por dia.

Solo

Plante em solo leve, rico em matéria orgânica, fértil e bem drenado. O ideal é que o pH do solo esteja entre 5 e 6,5.

Irrigação

Irrigue com a frequência necessária para que o solo seja mantido úmido, porém sem que permaneça encharcado.
Maxixeiro crescendo rasteiro 

Plantio

A semeadura é feita normalmente no local definitivo, fazendo covas de 30 cm de profundidade e 30 cm de diâmetro. A terra retirada de cada cova deve ser adubada com esterco bem curtido, húmus de minhoca, composto orgânico ou adubo químico. Após fechar a cova com a terra já adubada, irrigue e coloque 2 ou 3 sementes a cerca de 2 cm de profundidade. Quando as plantas tiverem 10 cm de altura, deixe apenas uma ou duas plantas por cova. Alternativamente, as sementes podem ser plantadas em pequenos vasos, sacos para mudas, copos feitos de papel jornal ou outros recipientes. As mudas são então transplantadas quando têm de 4 a 5 folhas. O espaçamento pode ser de 2 a 3 metros entre as linhas de plantio e 1 metro entre as plantas.

Tratos culturais

O maxixe é normalmente cultivado como uma planta rasteira, mas pode ser tutorado, crescendo então em cercas ou treliças.
Cada planta tem flores masculinas e flores femininas separadas e necessita da presença de abelhas para que a polinização ocorra. Se não houver abelhas, a polinização pode ser realizada manualmente com a ajuda de um pincel de cerdas macias.
Amostra de várias cultivares de maxixe 

Colheita

Geralmente a colheita inicia-se em 50 a 80 dias depois do plantio, dependendo da cultivar e das condições de cultivo. A colheita dos frutos para serem consumidos crus deve ser feita antes do desenvolvimento das sementes, quando são bem novos. Para outras formas de consumo, podem ser colhidos já bem desenvolvidos. O tamanho adequado dos frutos para a colheita varia entre 3 cm e 7 cm de comprimento.






quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Cultivo da Bucha (Luffa aegyptiaca)



Luffa aegyptiaca ou Luffa cylindrica
A bucha, também conhecida como esponja-vegetal, bucha-dos-paulistas e lufa, é uma vigorosa trepadeira herbácea nativa do sul e sudeste da Ásia. Seus frutos maduros, quando completamente secos, são muito utilizados como esponja. Os frutos imaturos podem ser consumidos de diversas formas, podendo ser preparados das mesmas maneiras que as abobrinhas, ou até mesmo consumido cru em saladas quando bem jovens. Folhas e pontas de ramos também podem ser consumidas cozidas ou refogadas. As flores podem ser preparadas e consumidas como as flores das abóboras. As sementes podem ser consumidas torradas e salgadas.
Há variedades cultivadas de bucha com frutos cilíndricos que variam de cerca de 30 cm de comprimento a mais de 1,5 m (as buchas-de-metro). As variedades cultivadas com frutos menores são geralmente as mais apreciadas como alimento. Algumas cultivares podem ser muito amargas, sendo estas inadequadas para o consumo, mas as cultivares mais comuns normalmente têm frutos comestíveis quanto imaturos. Os frutos maduros são fibrosos e impalatáveis. Os frutos e outras partes da planta também são usados para fins medicinais.
Em hidroponia, a esponja obtida do fruto da bucha pode ser utilizada como matriz de suporte para as plantas que serão cultivadas.
Há outras espécies no gênero Luffa que fornecem esponjas vegetais, mas a espécie Luffa aegyptiaca é a que apresenta variedades cultivadas que produzem esponjas de melhor qualidade e é a espécie mais cultivada no mundo para este fim.
Plantação de bucha ou esponja vegetal

Clima

A bucha ou esponja-vegetal pode ser cultivada em regiões tropicais ou subtropicais. O ideal é um clima quente e úmido, mas pode ser cultivada em temperaturas acima de 16°C. Cultivares precoces podem ser cultivadas em regiões que têm um inverno frio, nos meses mais quentes do ano (são necessários pelo menos 5 meses de clima quente para ser possível colher alguns frutos). Em regiões de clima quente e úmido, pode ser cultivada o ano todo.

Luminosidade

Esta planta necessita de alta luminosidade, com luz solar direta pelo menos algumas horas por dia.
Muda de bucha ou esponja vegetal 

Solo

A bucha cresce bem em solo fértil, bem drenado, rico em matéria orgânica e com pH entre 6,0 e 7,5.

Irrigação

Irrigue de forma a manter o solo sempre úmido, mas sem que permaneça encharcado.
Muda de bucha ou esponja vegetal, com folhas cotiledonares e uma folha verdadeira

Plantio

A bucha ou esponja-vegetal é propagada através de sementes. Semeie no local definitivo ou em pequenos vasos, copos feitos de papel jornal, em saquinhos apropriados para mudas ou outros recipientes, e transplante as mudas de bucha quando estas têm de 3 a 6 folhas verdadeiras.
No local definitivo são abertas covas que podem variam de 25 a 50 cm de diâmetro, adubando o solo retirado conforme a necessidade e voltando a adicioná-lo a cova. Duas a cinco sementes são semeadas por cova, a 2 ou 3 cm de profundidade, retirando-se as mudas mais fracas quando estas estão com cerca de 10 cm de altura, de forma que restem apenas uma ou duas plantas por cova.
O espaçamento varia com a variedade cultivada e as condições de cultivo, normalmente variando de 2 x 2 m a 5 x 5 m.
Racemo com flores masculinas da bucha

Tratos culturais

A bucha precisa de suportes onde possa se agarrar e crescer. Estes suportes podem ser caramanchões, espaldeiras, cercas, ou ainda muros e paredes, desde que estes tenham algo onde as gavinhas possam se prender. Os suportes precisam ser robustos para aguentar o peso das ramas e dos frutos.
Retire as plantas invasoras que estejam concorrendo por nutrientes e recursos, especialmente nos primeiros dois meses, quando a bucha cresce de forma relativamente lenta.
A presença de insetos polinizadores, principalmente abelhas, é necessária para a polinização das flores e a formação dos frutos. A planta normalmente apresenta flores masculinas em racemos e flores femininas solitárias, que apresentam um ovário inferior (uma "buchinha") que se desenvolverá no fruto se a flor for polinizada. Se não houver insetos polinizadores na área, a polinização manual pode ser feita com a ajuda de um pequeno pincel de cerdas macias. Alternativamente, pode-se colher e usar as próprias flores masculinas para polinizar as flores femininas.
Fruto no início do crescimento

Colheita

A colheita geralmente começa a partir de quatro meses após o plantio, podendo levar mais de seis meses para começar, dependendo se os frutos serão colhidos para o consumo ou para uso como esponja vegetal, as condições de cultivo e a variedade cultivada.
Para o seu consumo como alimento, os frutos devem ser colhidos imaturos, ainda jovens, antes que os feixes vasculares do fruto comecem a ficar mais rígidos. Frutos quase maduros são muito fibrosos.
Bucha: Fruto maduro 


À primeira vista, a bucha vegetal mais parece um chuchu superdesenvolvido. A confusão é justa porque as duas plantas pertencem à mesma família e são mesmo muito semelhantes. Mas 120 produtores rurais do município de Bonfim, cidade a 80 quilômetros de Belo Horizonte, sabem distinguir direitinho uma espécie da outra. A cidade, que carrega o título de capital brasileira da bucha vegetal, tem o hábito de cultivar a planta desde a década de 1950. Mas essa fama, porém, quase foi para o ralo. Também, mal-e-mal se ganhava dinheiro com a cultura por causa de atravessadores. Além disso, a falta de organização atrapalhava e o desestímulo era geral.

Para colocar ordem no setor, o Sebrae fez um diagnóstico da produção e iniciou, em 2003, um projeto em parceria com a prefeitura local para recuperar o cultivo da bucha. O resultado já está indo parar no bolso do produtor. Antes, a dúzia era vendida a 14 reais para atravessadores, que a revendiam a 25 reais no mercado. Hoje, com o fortalecimento da Associação Mineira dos Produtores de Bucha Vegetal, os 25 reais que os intermediários recebiam passaram direto para as mãos do agricultor. Com isso, a produção cresceu na "capital". Dados da Emater-MG mostram que são aproximadamente 80 hectares plantados e 100 mil dúzias de bucha produzidas por ano.

Obstáculos
Bucha vegetal, assim como o chuchu, é uma trepadeira que pode ser plantada em caramanchões
O produtor Ivair Pereira do Carmo contribui para estes números. Por causa das chuvas, teve uma safra ruim neste ano. Colheu dez mil dúzias de bucha dos seis mil pés que cultiva. "Há três anos, consegui 15 mil dúzias", compara. A vontade de expandir a produção é grande, mas Ivair esbarra em um problema muito comum nesta cultura: a falta de mão-de-obra. Como a colheita precisa ser manual, ele nem sempre tem gente disponível. Segundo Márcia Machado, técnica do Sebrae-MG, existe uma demanda da indústria automobilística em substituir a espuma dos bancos de carro por bucha, mas os produtores não têm como atender aos pedidos justamente por causa da falta de empregados. Outra dificuldade é ter acesso a crédito. Há cinco anos, quando começou a plantar bucha, Ivair teve que se desfazer de alguns bens. Mas não se arrepende. "É uma planta excelente". A produção de seus 12 hectares vai toda para Belo Horizonte, onde é beneficiada por familiares e vendida para a Ceasa e supermercados.

Cultivo
Depois de colhidos, os frutos são descascados, lavados e batidos para retirar a mucilagem. Em seguida, são colocados em varais para secar
Utilizada na fabricação de esponjas para banhos, filtros e até utensílios de cozinha, a bucha é uma planta tropical que exige condições especiais de cultivo. Não tolera geada e requer bastante luz. O solo deve ser bem drenado, de preferência areno-argiloso, com pH em torno de 6,0. A melhor época de plantio é no começo da estação chuvosa.

A bucha-de-metro é colhida aos seis meses de vida. A colheita pode durar aproximadamente quatro meses. O rendimento médio de uma plantação é de oito a 12 buchas por cova ou cerca de oito mil unidades por hectare, com espaçamento de 3 x 3 metros.

Características
Frutos podem chegar a 1,6 metro de comprimento

Nome científico: Luffa cylindrica
Nomes populares: É mais conhecida por bucha-de-metro, pois seus frutos podem chegar a 1,6 metro de comprimento. Além dessa espécie, outras duas são bastante encontradas no Brasil. A bucha-chuchu ou bucha-fedorenta (Luffa acutangula) é usada pelo setor automotivo na confecção de estofamentos nos carros. Já o suco da polpa da buchinha ou abobrinha-do-norte (Luffa operculata) pode ser usado como vermífugo.

Classificação: A bucha pertence ao gênero Luffa, que é formado por sete espécies. Todas elas fazem parte da família das Cucurbitáceas, a mesma da abóbora, melancia, melão, pepino e chuchu.

Distribuição: Originária da Ásia, a bucha foi trazida para cá pelas mãos dos portugueses durante a colonização. Hoje, o cultivo no Brasil atinge desde as regiões Norte e Nordeste e também São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso. Embora não haja dados oficiais sobre plantações comerciais no país, a cidade de Bonfim, MG, é considerada a capital da bucha natural, com produção anual de 100 mil dúzias.

Descrição: Planta herbácea e trepadeira, apresenta frutos esponjosos, fibrosos e alongados, cujo tamanho varia entre 40 centímetros a 1,6 metro de comprimento. O florescimento é muito parecido com o do chuchu. A mesma planta possui flores masculinas e femininas. A diferença, porém, está na cor. Enquanto as flores do chuchu apresentam um tom verde-claro, as da bucha têm um amarelo intenso. As folhas são grandes e as sementes negras e lisas.


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Cultura da Berinjela (resumo)



Apreciada em receitas de diferentes culturas, a berinjela é o principal ingrediente de comidas típicas da cozinha mediterrânea, indiana, francesa e de países do Oriente Médio. Finas fatias sobrepostas de berinjela e de batata recheadas com carne moída dão forma ao moussaka, tradicional prato da culinária grega parecido com lasanha, mas sem o uso de massa de farinha de trigo.

É possível que o sabor multicultural do legume tenha surgido com a proliferação do seu plantio pelo mundo, a partir da sua origem nas zonas tropicais da China e da Índia.

Até o continente europeu, a trajetória da berinjela foi conduzida pelos árabes. Em terras brasileiras, chegou no século 16, trazida pelos colonizadores portugueses. O seu cultivo predomina no Sul e Sudeste do Brasil.

A berinjela se desenvolve bem em regiões de clima tropical e subtropical, mas sem excesso de chuva. Em épocas de floração, ela não suporta frio intenso e geadas. Para o cultivo, prefere as temperaturas entre 18 e 25 graus, principalmente nas estações da primavera, do verão e do outono.

O legume, pertencente à família das solanáceas, nasce de plantas arbustivas, com caule semilenhoso e folhas grandes. Chega a atingir mais de um metro de altura, com flores roxas. Os frutos, ovais, alongados e de toque macio - 50% do volume da berinjela é ar -, possuem proteína, cálcio, ferro e fósforo, além de serem boa fonte de sais minerais e vitaminas, com valor nutricional comparado ao do tomate.

Dicas
• Cuidado ao manipular os frutos durante a colheita. Eles são bastante sensíveis ao amassamento e às avarias de ferramentas e outros materiais. Use uma tesoura de poda ou uma faca com corte afiado para retirar as berijelas das plantações, pois o pedúnculo é lenhoso e resistente.
• Devido às propriedades da berinjela, o suco do legume ajuda a reduzir o colesterol ruim. Um quarto de uma berinjela média batida com três laranjas, açúcar ou adoçante, serve para uma pessoa.

Dados Gerais

Espécie: a berinjela (Solanum melogena), como o pimentão, o jiló, o tomate e a batata, pertence à família das solanáceas.

Plantio: nos meses da prima vera, verão e outono, mas pode ser plantada no entanto o ano todo em locais de clima quente.

Solo: revolvido e destorroado, com a aplicação de adubo orgânico e a adição de fertilizante químico.

Clima: tropical e subtropical.

Uso culinário: assada, ensopada, recheada e cozida, frita à milanesa, grelhada, como antepasto, em conserva e suco

Uso medicinal: ajuda no emagrecimento, é diurética e reduz gordura no fígado; o suco combate o colesterol e a hipertensão; as folhas ajudam a aliviar a dor de queimaduras.

Colheita: dependendo da variedade, dura três meses ou mais a partir dos 90 a 110 dias de semeadura.

Área mínima: a semeadura pode ser feita em copinhos plásticos de 200 a 300 mililitros; de 150 a 200 sementes podem ser plantadas em um hectare.

Variedades
• As variedades de berinjela mais comercializadas apresentam formato alongado, de 13 a 17 centímetros de comprimento, e cor roxo-escura, quase preta. Mas há também frutos com características diversas, como os finos e alongados de cultivares do tipo japonês plantadas em São Paulo. São encontrados nas cores roxa e verde. As arredondadas do tipo italiano têm casca de púrpura ou rosa rajada, polpa adocicada e poucas sementes.
Investimentos
• O cultivo de berinjela pode ser realizado em uma pequena área de terra, de acordo com a disponibilidade de espaço do produtor. O importante é que as sementes ou mudas utilizadas no plantio sejam de boa qualidade e a cultivar escolhida de acordo com as condições climáticas do local. Em plantios acima de um hectare, os itens que mais oneram a produção são embalagens, transporte e energia.

Mãos à obra
• Certifique-se na hora da compra a capacidade de germinação da semente.
• A produção de mudas pode ser iniciada em sementeira ou em recipientes, como copos de papel ou bandejas de isopor.
• Em sementeiras, o local não pode ser de fácil encharcamento. Com o solo bem revolvido e destorroado, prepare a área de plantio com aplicação de adubo orgânico, como esterco de gado, composto ou húmus. Use de oito a dez litros por metro quadrado. Adicione de 200 a 250 gramas de adubo químico por metro quadrado.
• Enquanto as mudas estiverem no canteiro, controle a presença de ervas-daninhas e insetos e regue sempre. As sementes levam de 20 a 30 dias para germinarem.
• Após apresentarem em torno de seis a sete folhas definitivas, estarão prontas para serem levadas ao campo.
• O transplantio deve ser feito com muito cuidado, para evitar danos nas raízes e prejudicar o posterior desenvolvimento das berinjelas. Faça-o antes que as raízes se enrolem, para também não afetar a produtividade dos legumes. Para fazer a remoção, escolha as horas mais frescas do dia, de preferência à tarde e com o solo umedecido, ou em dias nublados.
• Para cultivares de plantas pequenas, faça espaçamento de 1,2 x 0,8 metro. Se forem mais vigorosas, deve ser de 1,5 x 1 metro. Enterre a muda na mesma profundidade que se encontrava antes.
• Irrigue as mudas.
• Após 90 dias inicia-se a colheita: são 15 frutos por planta. Comece pela manhã ou no final da tarde. Pode ser manual, com tesoura de poda ou faca bem afiada.
Mais informações: Para mais orientações sobre cultivo de berinjela, entre em contato com a Emater - Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do seu estado

Para ler em tela cheia é só clicar nas duas setinhas invertidas embaixo e à direita do Slide.






sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Propriedades nutracêuticas da Berinjela



Os alimentos funcionais situam-se no limite dos alimentos comuns e dos fármacos tradicionais, sendo definidos como alimentos que promovem algum efeito benéfico no organismo, retardando ou impedindo o aparecimento de doenças crônicas e, principalmente o envelhecimento. Termos como nutracêuticos, alimentos funcionais para a saúde, fitoquímicos, agentes chimopreventivos e antioxidantes são definidos por médicos, cientistas, industriais e entidades profissionais.
Por conter em sua composição substâncias terapêuticas, a berinjela tem sido citada por diversos autores como uma das culturas que pode ser classificada como alimento funcional (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 1999).
Guimarães et al. (2000) avaliaram a redução dos níveis de colesterol no sangue após a ingestão de infusão preparada com o pó da berinjela. Dezenove Indivíduos hipercolesterolêmicos receberam a infusão e outros 19 receberam placebo. Não se observou diferença entre os tratamentos. Entretanto, na análise intraindividual, houve redução significativa dos níveis do colesterol LDL e de apolipoproteina B no sangue, o que indica tendência de redução dos níveis de colesterol no sangue.
Segundo Pastore (2005), a berinjela contém fenóis que atuam como antioxidantes. Apresentam atividade antiinflamatória, evitam a aglomeração das plaquetas sanguíneas e a ação de radicais livres no organismo, protegendo moléculas de DNA (responsáveis pelo código genético) e lipídeos, abortando assim os processos carcinogênicos.
Segundo Netzel et al. (2001), as antocianinas e proantocianinas, responsáveis pelo pigmento da berinjela, inibem a produção de radicais livres. As proantocianinas têm habilidade em se quelar aos metais tóxicos.
Os pesquisadores ainda não desvendaram totalmente como agem os princípios ativos da berinjela, mas acreditam que auxiliam a digestão, combatem o colesterol e inibem em parte a absorção intestinal de gorduras, contribuindo para a regulação do plasma sangüíneo.

Propriedades medicinais da Beringela

Beringela é um dos legumes mais conhecidos em todo o mundo. Além da beleza de sua cor roxa, contém vitamina B5 e sais minerais como cálcio, fósforo, ferro e boas quantidades de niacina e potássio.
As propriedades e minerais da beringela mantêm a saúde da pele, nervos, aparelho digestivo, e ajuda na manutenção da concentração do líquido das células. “ Os minerais contribuem para formação dos ossos e dentes, construção muscular e coagulação do sangue”.

A beringela tem o poder de diminuir o colesterol e reduzir a acção doas gorduras do fígado. O sumo da beringela é utilizado nas inflamações dos rins, bexiga e uretra como poderoso diurético.

“ A beringela também é recomendada para quem sofre de artrite, gota, reumatismo, diabetes e inflamações da pele em geral. Como tem poder laxante, aconselha-se nas indigestões e prisão de ventre”.
Origem
Historiadores acreditam que a Índia é o local de origem da beringela. Relatos do século V mostram que a China já a cultivava, mas tudo indica que o lugar mais provável da origem da beringela é o sudeste asiático, devido à grande variedade de espécies encontradas ali.

Na Europa, a beringela chegou no século VIII quando os Mouros invadiram a Espanha. A beringela veio parar na América com a chegada dos exploradores espanhóis e portugueses.
Propriedades Nutricionais
A beringela apresenta pouca gordura saturada e colesterol. É composta por vitamina A, vitaminas do complexo B (B1, B2 e B5), vitamina C, Vitamina K e minerais (cálcio, fósforo, potássio e magnésio).

Cada 100 gramas do vegetal cru tem cerca de 26 Kcal. Por este motivo, é uma excelente opção para quem quer eliminar peso.
Propriedades Medicinais
A beringela tem propriedades capazes de reduzir o colesterol, especialmente o LDL (conhecido como colesterol ruim), diminuir a pressão sanguínea, além de ser recomendada nos casos de artrite, diabetes e inflamações da pele em geral.

Ela também é digestiva, nutritiva e laxante, sendo indicada em casos de desnutrição e prisão de ventre. Uma boa alternativa para o seu consumo é em forma de suco. Basta bater 1/4 de beringela com o suco de duas laranjas.
Curiosidades
Apesar de ter chegado na Europa no século VIII, a beringela só foi aceita como alimento em toda a Europa no século XVIII. Primeiramente elas foram utilizadas pelos italianos e ingleses somente como planta decorativa.

Conhecida como “maçã louca” a beringela era acusada de causar insanidade. Os franceses, inclusive, acreditavam que ela seria capaz de causar epilepsia.

Dicas úteis

Na hora de comprar, sempre opte pelas beringelas mais firmes e que apresentam uma coloração roxa uniforme, forte e brilhante. Nunca escolha as beringelas com partes machucadas ou enrugadas.

Também não compre as que estejam muito maduras, pois geralmente possuem sabor amargo. Para retirar o gosto amargo da beringela, você deve cortá-la ao meio e esfregá-la com sal. Ou então, você pode deixá-la coberta com água e sal, limão ou vinagre, durante 15 a 20 minutos.

Já para conservá-la, escorra a beringela e seque com papel absorvente. Guardada no frigorífico, dentro de um saco plástico, ela pode durar de uma a duas semanas.