sábado, 9 de dezembro de 2017

Calagem e Adubação na Cebola



Calagem

A cebola é relativamente sensível à acidez dos solos, desenvolvendo-se melhor em pH (em água) de 6,0 a 6,5 e de, no máximo, 5% de saturação por Al³+. Dessa forma, a calagem é fundamental nos solos brasileiros, em sua maioria ácidos e com teores elevados de alumínio trocável.
Cálculo de necessidade de calagem:
A quantidade de calcário a ser adicionado ao solo é calculada com base na análise de solo, podendo-se utilizar um dos métodos a seguir:
       A. Método da elevação da porcentagem de saturação por bases
       t.ha-¹ de calcário = (V2 - V1).T/PRNT, em que:
       V2 = 70% (saturação por bases desejada); V1 = saturação por bases atual (análise de solo) = [(Ca²+ + Mg²+ + K+).100]/T;
       T = capacidade de troca catiônica [Ca²+ + Mg²+ + K+ + (H + Al)], em cmolc.dm-³;
       PRNT = poder relativo de neutralização total do calcário a ser aplicado.

       B. Método da neutralização do Al³+ e fornecimento de Ca²+ + Mg²+
       t.ha-¹ de calcário = Y.[Al³+ - (mt.t/100)] + [X-(Ca²+ + Mg²+)].100/PRNT, em que:
       X = exigência em cálcio e magnésio pela cultura (para cebola X = 3,0);
       mt = máxima saturação por alumínio tolerada pela cultura (para cebola mt = 5,0);
       Y = fator que varia com a capacidade tampão de acidez do solo podendo ser definido de acordo com a textura. Para solos                    arenosos (0 a 15% de argila); textura média (16 a 35% de argila); argilosos (36 a 60 de argila); muito argilosos (61 a 100 de                argila), usa-se valores de Y de 0 a 1,0; 1,0 a 2,0; 2,0 a 3,0 e de 3,0 a 4,0, respectivamente.

       C. Método SMP
       Este método, utilizado nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, baseia-se no índice SMP para a recomendação de          calagem. Para o cultivo da cebola, uma vez determinado o índice SMP na análise de solo, obtém-se a quantidade de calcário a          ser aplicada para elevar o pH do solo a 6,0 mediante o uso da Tabela 1.
Tabela 1. Quantidade de calcário (PRNT 100%) com base no ínidice SMP, visando a atingir o pH 6,0 em água, para correção da acidez dos solos do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Fonte: COMISSÃO DE QUÍMICA E FERTILIDADE DO SOLO - RS/SC. Manual de adubação e de calagem para os Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Porto Alegre: SBCS-NRS/EMBRAPA-CNPT, 2004. 400 p.

Adubação


Sistema Convencional

Os solos brasileiros são em sua maioria naturalmente ácidos e pouco férteis, apresentando restrições ao desenvolvimento da cebola. Além dessa acidez natural, o cultivo do solo promove uma acidificação contínua pelo uso de determinados adubos.
Portanto, o uso de corretivos da acidez e de adubos é de grande importância para a produção. Convêm enfatizar que o tipo e a quantidade de calcário e adubos devem ser definidos com base na análise de solo da área que se vai cultivar.
Como principais neutralizantes de acidez têm-se os calcários (carbonatos de cálcio e de magnésio); a cal virgem (óxidos de cálcio e de magnésio); e a cal hidratada (hidróxidos de cálcio e de magnésio).
Dentre os calcários, o dolomítico é o mais adequado para a maioria dos solos por conter maior quantidade de magnésio (> 12% de MgO). O calcário magnesiano apresenta 5 a 12% e o calcítico menos de 5% de MgO. É importante atentar para a relação entre o cálcio e o magnésio no solo que deve ser de aproximadamente 3 a 4:1 mol (Ca:Mg).
No caso de se usar o calcítico faz-se necessário complementar a adubação com sulfato, carbonato ou óxido de magnésio. Além da neutralização da acidez do solo, a calagem supre o cálcio e o magnésio necessários à nutrição da planta. Os demais nutrientes serão fornecidos como adubos minerais e/ou orgânicos no plantio e em cobertura.
Na maioria das vezes, o fósforo, enxofre e os micronutrientes são aplicados de uma única vez e de forma localizada, no plantio. Já o nitrogênio e o potássio são aplicados no plantio e em cobertura, parcelados, na forma sólida ou juntamente com a água de irrigação, em fertirrigação.

Sistema Orgânico

Em sistemas orgânicos de produção, fazer adubações com a mesma quantidade e frequência do sistema convencional pode não apresentar os resultados esperados, pois algumas fontes orgânicas apresentam liberação lenta de nutrientes para as plantas e estes nutrientes estão ligados a moléculas complexas, dependendo de processos bioquímicos para se tornarem disponíveis.
Em solos de primeiro ano, dependendo da análise do solo, além da calagem é bastante comum realizar fosfatagem utilizando os  fosfatos naturais visando criar uma reserva de fósforo no solo que será disponibilizada lentamente ao longo dos sucessivos cultivos.

Adubação de plantio

A aplicação do adubo orgânico pode ser feita a lanço, distribuída em toda a área antes do encanteiramento, utilizando o equivalente a 10 t.ha-1 de composto orgânico em termos de massa seca. Como alternativa pode ser utilizada a mesma quantidade de composto de farelos ou de esterco de curral curtido, ou ainda a metade de esterco de aves. Além do adubo orgânico, uma vez constatado teores baixos de fósforo na análise de solo, deve-se aplicar de 100 a 200 g.m-2 de termofosfato no plantio.
O cálculo das dosagens de adubos orgânicos para o plantio pode ser feito também levando-se em consideração a análise do solo, a composição química do adubo e a exigência da cultura. Como exemplo, considere o plantio de um hectare de cebola em que pela análise de solo se recomende aplicar 120 kg de N, 180 kg de K2O e 300 kg de P2O5 e têm-se disponíveis os adubos orgânicos com suas respectivas composições químicas (% na matéria seca) e fatores de conversão (fc) apresentados na Tabela 1.
Tabela 1. Adubos orgânicos, composições químicas (% na matéria seca) e fatores de conversão (fc).
¹fc-100/%MS
Fonte: SOUZA, J.L de; RESENDE, P. Manual de Horticultura Orgânica. 2a. Ed. atualizada - Viçosa: Ampliada Aprenda Fácil, 2006. 843 p.
Esterco bovino necessário:
N = kg.ha-1 de N recomendado pela análise de solo x fc para N = 120 x 20 = 2.400 kg.ha-1 de esterco bovino que fornece também:
P = kg.ha-1 de esterco bovino: fc para P = 2.400/40 = 60 kg.ha-1;
K = kg.ha-1 de esterco bovino: fc para K = 2.400/20 = 120 kg.ha-1.

Para completar o K, vamos usar cinzas como adubo:
K = (kg.ha-1 de K recomendado - kg.ha-1 de K fornecido pelo esterco bovino) x fc para K = (180 - 120) x 10 = 600 kg.ha-1 de cinzas que fornece também:
P = kg.ha-1 de cinzas: fc para P = 600/40 = 15 kg.ha-1.
Para completar o P, vamos usar o fosfato natural:
P = (kg.ha-1 de P recomendado - kg.ha-1 de P fornecido pelo esterco bovino - kg.ha-1 de P fornecido pelas cinzas) x fc para P = (300 – 60 -15) x 3,3 = 742 kg.ha-1 de fosfato natural.
Portanto, para atender as recomendações indicadas pela análise de solo neste exemplo, para o plantio de um hectare de cebola devemos aplicar uma mistura contendo 2.400 kg de esterco bovino, 600 kg de cinzas e 742 kg de fosfato natural.
Estes cálculos levam em consideração apenas a constituição química dos adubos, sendo que os aspectos físicos e biológicos do solo, muito importantes nos sistemas de produção orgânicos, não são considerados. Portanto, as quantidades recomendadas no exemplo acima podem ser aumentadas considerando as características climáticas e de solo de cada região.

Adubação em cobertura

As adubações de cobertura são feitas, dependendo da necessidade da cultura, aos 30 e/ou 60 dias após o transplante. A adubação pode ser feita com 5 t.ha-1 de composto orgânico (massa seca) ou 3 t.ha-1 de composto de farelos (bokashi) ou aplicação de 0,4 L.m-2 de extrato de composto (composto orgânico:água, relação em volume de 1:3) ou de biofertilizantes líquidos.



terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Preparo do solo para a Cultura da Cebola



A cebola desenvolve-se melhor em solos profundos, ricos em matéria orgânica, com boa retenção de umidade, bem drenados e "leves". Em geral, os solos de textura média, quando bem drenados, são os mais indicados por possuírem boas condições físicas e maior eficiência produtiva.
Solos muito arenosos apresentam o inconveniente da baixa retenção de umidade e possibilidade de lixiviação de adubos, que podem contaminar águas subterrâneas causando problemas ambientais. Solos muito argilosos e "pesados" prejudicam o desenvolvimento dos bulbos e podem causar deformações e baixa qualidade comercial.
Com relação à fertilidade, deve-se, com base em análises de solo, fazer a correção e a adubação adequada para cada situação.
Para o preparo de solo no sistema convencional, são feitas geralmente uma aração e duas gradagens. Em solos que apresentem alguma camada subsuperficial compactada, recomenda-se o uso de subsolador à profundidade de pelo menos 5 a 10 cm abaixo da camada compactada. Em seguida, a finalização do preparo de solo varia conforme o método de plantio.
Quando se utiliza o método de semeadura direta no local definitivo, é comum o uso de rotocultivadores ou enxada rotativa com ou sem encanteirador, de modo a deixar o solo bem destorroado e aplainado, para que se obtenha uniformidade na distribuição das pequenas e irregulares sementes de cebola. O uso de canteiros é comum quando se faz necessário melhorar a drenagem em plantios precoces ou em solos de baixadas suscetíveis ao encharcamento.
No caso do método de plantio de transplante de mudas, o destorroamento não precisa ser tão intenso, de forma que, dependendo das características do solo, em geral basta o sulcamento. Em solos ou épocas passíveis de encharcamento também se pode efetuar o encanteiramento previamente ao sulcamento.
Para os métodos de plantio de bulbinhos ou soqueira seguem-se as mesmas recomendações de preparo do solo para o sistema de mudas.

Transplante de mudas

Este método de plantio é o mais utilizado no Brasil, especialmente nas Regiões Sul e Nordeste. Permite seleção de mudas vigorosas e sadias, o que viabiliza a produção de bulbos uniformes em formato e tamanho.
O gasto com sementes é menor, o consumo de água de irrigação durante o período de formação de mudas é reduzido e o manejo da adubação, das plantas daninhas e de doenças e pragas é facilitado em comparação com a semeadura direta. Em contra-partida, este método necessita de muita mão-de-obra.
As mudas podem ser produzidas em sementeira (mudas de raízes nuas) ou em bandejas.

Cultivo de bulbinhos

O método de cultivo por bulbinhos visa obter colheita precoce em relação aos métodos de transplante de mudas e de semeio direto.
Consiste de duas etapas: a produção de bulbinhos em uma primeira época, normalmente de julho-agosto a outubro-novembro, e o plantio dos bulbinhos para a obtenção da produção comerciável em outra, normalmente em fevereiro.

Semeadura direta

Este método é utilizado, principalmente, por médios e grandes produtores, que normalmente dispõem de sistema de irrigação por aspersão do tipo pivô-central.
A semeadura é realizada mecanicamente por meio de semeadoras convencionais ou a vácuo, utilizando-se entre 3 e 5 kg de sementes por hectare. As semeadoras a vácuo fazem a semeadura com maior precisão e utilizando menor quantidade de sementes que as de distribuição mecânica.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Preparo do solo e Calagem na Cultura da Cebola



Preparo do solo

A cebola desenvolve-se melhor em solos profundos, ricos em matéria orgânica, com boa retenção de umidade, bem drenados e "leves". Em geral, os solos de textura média, quando bem drenados, são os mais indicados por possuírem boas condições físicas e maior eficiência produtiva.
Solos muito arenosos apresentam o inconveniente da baixa retenção de umidade e possibilidade de lixiviação de adubos, que podem contaminar águas subterrâneas causando problemas ambientais. Solos muito argilosos e "pesados" prejudicam o desenvolvimento dos bulbos e podem causar deformações e baixa qualidade comercial.
Com relação à fertilidade, deve-se, com base em análises de solo, fazer a correção e a adubação adequada para cada situação.
Independente do sistema de plantio e do método de cultivo, deve-se utilizar práticas conservacionistas, a começar pelo zoneamento agrícola, considerando-se a aptidão das áreas de cultivo. No plantio em si, deve-se atentar para a adoção de cultivo em nível e com terraceamento ou curvas de nível quando pertinente.
Para o preparo de solo no sistema convencional, são feitas geralmente uma aração e duas gradagens. Em solos que apresentem alguma camada subsuperficial compactada, recomenda-se o uso de subsolador à profundidade de pelo menos 5 a 10 cm abaixo da camada compactada. Em seguida, a finalização do preparo de solo varia conforme o método de plantio.
Quando se utiliza o método de semeadura direta no local definitivo, é comum o uso de rotocultivadores ou enxada rotativa com ou sem encanteirador, de modo a deixar o solo bem destorroado e aplainado, para que se obtenha uniformidade na distribuição das pequenas e irregulares sementes de cebola. O uso de canteiros é comum quando se faz necessário melhorar a drenagem em plantios precoces ou em solos de baixadas suscetíveis ao encharcamento.
No caso do método de plantio de transplante de mudas, o destorroamento não precisa ser tão intenso, de forma que, dependendo das características do solo, em geral basta o sulcamento. Em solos ou épocas passíveis de encharcamento também se pode efetuar o encanteiramento previamente ao sulcamento.
Para os métodos de plantio de bulbinhos ou soqueira seguem-se as mesmas recomendações de preparo do solo para o sistema de mudas.

Calagem

A cebola é relativamente sensível à acidez dos solos, desenvolvendo-se melhor em pH (em água) de 6,0 a 6,5 e de, no máximo, 5% de saturação por Al³+. Dessa forma, a calagem é fundamental nos solos brasileiros, em sua maioria ácidos e com teores elevados de alumínio trocável.
Cálculo de necessidade de calagem:
A quantidade de calcário a ser adicionado ao solo é calculada com base na análise de solo, podendo-se utilizar um dos métodos a seguir:
       A. Método da elevação da porcentagem de saturação por bases

       t.ha-¹ de calcário = (V2 - V1).T/PRNT, em que:
       V2 = 70% (saturação por bases desejada); V1 = saturação por bases atual (análise de solo) = [(Ca²+ + Mg²+ + K+).100]/T;
       T = capacidade de troca catiônica [Ca²+ + Mg²+ + K+ + (H + Al)], em cmolc.dm-³;
       PRNT = poder relativo de neutralização total do calcário a ser aplicado.

       B. Método da neutralização do Al³+ e fornecimento de Ca²+ + Mg²+

       t.ha-¹ de calcário = Y.[Al³+ - (mt.t/100)] + [X-(Ca²+ + Mg²+)].100/PRNT, em que:
       X = exigência em cálcio e magnésio pela cultura (para cebola X = 3,0);
       mt = máxima saturação por alumínio tolerada pela cultura (para cebola mt = 5,0);
       Y = fator que varia com a capacidade tampão de acidez do solo podendo ser definido de acordo com a textura. Para solos                    arenosos (0 a 15% de argila); textura média (16 a 35% de argila); argilosos (36 a 60 de argila); muito argilosos (61 a 100 de                argila), usa-se valores de Y de 0 a 1,0; 1,0 a 2,0; 2,0 a 3,0 e de 3,0 a 4,0, respectivamente.

       C. Método SMP
       Este método, utilizado nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, baseia-se no índice SMP para a recomendação de          calagem. Para o cultivo da cebola, uma vez determinado o índice SMP na análise de solo, obtém-se a quantidade de calcário a          ser aplicada para elevar o pH do solo a 6,0 mediante o uso da Tabela 1.
Tabela 1. Quantidade de calcário (PRNT 100%) com base no ínidice SMP, visando a atingir o pH 6,0 em água, para correção da acidez dos solos do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.



sábado, 25 de novembro de 2017

Cultivo do Hissopo (Hyssopus officinalis)



Hyssopus officinalis

O hissopo é uma planta que pode atingir de 20 cm a 1 m de altura, com flores que podem ser de cor violeta, rosa ou branca. Bastante apreciada como planta ornamental em jardins, sendo que suas flores atraem abelhas e borboletas, é também uma planta cultivada para fins medicinais e para o uso de suas folhas e flores como tempero. Seu sabor é forte e algo amargo, apresentando um intenso e agradável aroma de menta, o que faz com que suas folhas sejam usadas apenas em pequenas quantidades em saladas ou como tempero para outros pratos. Alguns apicultores também cultivam a planta para alimentar suas abelhas, que assim produzem um mel aromático de sabor distinto.

Hissopo


O hissopo cresce melhor em clima subtropical, mas suporta bem baixas temperaturas

O hissopo cresce melhor em clima subtropical quente, mas também suporta temperaturas baixas.

Luminosidade

Deve receber luz solar direta pelo menos por algumas horas diariamente.

Flores do hissopo de cor violeta


As flores do hissopo atraem insetos como abelhas e borboletas

Cultive preferencialmente em solo leve e bem drenado, fértil e com pH entre 5 e 7,5, mas o hissopo pode ser cultivado praticamente em qualquer tipo de solo que apresente uma boa drenagem.

Irrigação

Irrigue de forma a manter o solo sempre úmido nos primeiros meses, mas sem que fique encharcado. Plantas bem desenvolvidas toleram curtos períodos de seca e podem ser irrigadas mais esporadicamente. O excesso de água no solo prejudica estas plantas.

Flores do hissopo de cor rosa


As flores do hissopo geralmente são de um violeta azulado, mas há variedades de cor rosa e branca 

Plantio

O hissopo pode ser propagado por sementes, estaquia ou divisão de plantas bem desenvolvidas.

Semeie no local definitivo ou em sementeiras e outros recipientes, e transplante as mudas quando estiverem grandes o bastante para serem manuseadas. As sementes levam uma ou duas semanas para germinarem.

Plantas bem desenvolvidas também podem ser divididas, ou ramos com 5 a 10 cm podem ser parcialmente enterrados em vasos mantidos úmidos para que ocorra o enraizamento.

O espaçamento entre as plantas pode ser de 30 a 60 cm. Esta planta também pode ser cultivada facilmente em vasos grandes.

Tratos culturais

Retire plantas invasoras que estiverem concorrendo por recursos e nutrientes.

A cada três ou quatro anos as plantas precisam ser renovadas, pois vão se tornando lenhosas e passam a ser menos produtivas.

Hissopo florido

As folhas do hissopo são mais aromáticas quando ocorre a floração

Colheita

Em plantações domésticas, as folhas podem ser colhidas quando necessário a partir de dois ou três meses após o plantio. Em plantações comerciais, cujo objetivo é a extração do óleo essencial, a colheita é realizada normalmente apenas a partir do segundo ano, quando ocorre a floração, embora também seja possível fazer uma pequena colheita no primeiro ano.

As folhas são mais aromáticas quando ocorre a floração, e as flores também podem ser colhidas e consumidas.

Propiedades

O hissopo (Hyssopus officinalis) é uma planta pouco cultivada em Portugal, e por isso, pouco conhecida também. Dizem que quando Cristo foi descido da cruz, o pano usado para limpar o seu rosto, estava embebido em água de hissopo, por causa das suas propriedades cicatrizantes. 

Em infusão pode funcionar como expectorante, estimulante e carminativo. Gosta de solos secos e boa exposição solar. É muito utilizada na indústria de salsicharia alemã, por ser uma excelente planta condimentar. 

Na horta biológica é muito eficiente a repelir mosca branca e borboleta da couve, atraindo no entanto vários insectos auxiliares com as suas maravilhosas espigas de flores de um azul intenso.

sábado, 18 de novembro de 2017

Importância econômica e Clima para a Cebola



O agronegócio da cebola apresentou expressiva dinâmica a partir do final dos anos 1980. Fatos sociais, como a mudança de hábitos alimentares da população mundial em busca de melhor qualidade de vida, incluindo uma dieta mais saudável, contribuíram de forma determinante para a promoção de um marketing positivo para a cebola.
Nesse aspecto, a divulgação, por meios de comunicação de massa, dos resultados de pesquisas sobre as propriedades medicinais que algumas hortaliças têm na prevenção de doenças, na longevidade de vida e preservação da saúde, evidenciou a cebola como um dos principais integrantes do grupo alimentar mais saudável, o chamado de "nutracêuticos" ou grupo de alimentos funcionais¹. Com efeito, a situação desta hortaliça promoveu o aumento do consumo. Ao impulsionar a demanda, naturalmente o deslocamento da oferta foi induzido, promovendo, assim, sensível alavancagem no mercado de cebola.

CLIMA:
O crescimento da cebola, que compreende a emergência das plântulas até o crescimento completo das folhas, é controlado principalmente pela temperatura. A bulbificação, por sua vez, é controlada pelo comprimento do dia e sua interação com a temperatura.
Assim, o fotoperíodo (número de horas de luz diária) e a temperatura são os fatores climáticos que controlam a formação de bulbos na cebola e limitam a recomendação de uma mesma cultivar para vários locais. A escolha de cultivares inadequadas para um determinado local e época resulta em produtividade baixa e/ou qualidade ruim dos bulbos. A temperatura, além de influenciar a bulbificação, afeta diretamente o florescimento.

Fotoperíodo

A bulbificação em cebola é promovida por dias longos e, de modo geral, nenhuma bulbificação ocorre em dias com duração inferior a 10 horas de luz.
Sob fotoperíodos inferiores ao mínimo fisiologicamente exigido, as plantas produzem folhas continuamente e não bulbificam, mesmo após períodos longos de crescimento. Satisfeitas as exigências em fotoperíodo, tem início a formação do bulbo, independentemente do tamanho da planta, de forma que mesmo plântulas podem ser induzidas à bulbificar sob estímulo de dias longos.
Em função do número de horas de luz diário exigido para que as plantas formem bulbos comercializáveis, as cultivares de cebola são classificadas em quatro grupos: de dias curtos (DC), de dias intermediários (DI), de dias longos (DL) e de dias muito longos (DML).
As DC bulbificam em dias com pelo menos 12 horas de luz, as DI exigem dias com 13 ou mais horas de luz, as DL exigem mais de 14 horas de luz diária, e as DML exigem dias com duração superior a 15 horas. Cultivares adaptadas a latitudes maiores, de modo geral, não bulbificam satisfatoriamente em latitudes menores.
O fotoperíodo varia de local para local em função da latitude e da época do ano. Próximo ao equador, o comprimento é em torno de 12 horas ao longo do ano. À medida que avançamos em direção aos pólos, o comprimento do dia aumenta no verão e diminui no inverno.

Temperatura

A velocidade da germinação da cebola aumenta na faixa de 5-25°C. Considerando-se a velocidade e a porcentagem de germinação e a emergência em solos úmidos, a faixa ótima de temperatura para a cebola é de 20-25°C. Temperaturas baixas limitam a germinação das sementes, sendo 2°C a temperatura mínima para que sementes de cebola germinem.
A faixa ótima de temperatura para o crescimento foliar é de 20-25°C, sendo 6°C a temperatura abaixo da qual o crescimento foliar cessa. Na faixa de 6-20°C, a taxa de crescimento foliar aumenta linearmente. Ainda que a duração do dia seja o fator principal para a indução, formação e maturação de bulbo, seus efeitos são modificados pela temperatura.
O tempo necessário para o início da bulbificação e o tempo necessário para o completo crescimento do bulbo diminuem quando a temperatura aumenta, mas, não ocorre bulbificação se o comprimento do dia for insuficiente, mesmo sob temperaturas altas.
Temperaturas acima de 35ºC durante a fase inicial de crescimento das plantas podem promover a bulbificação precoce, sendo um dos inconvenientes do plantio no verão no Brasil.
A bulbificação que atinge um máximo em torno de 38ºC cessa quando a temperatura cai abaixo de 10ºC. Temperaturas baixas podem alongar o fotoperíodo crítico e prejudicar a formação dos bulbos. Exposição a breves períodos de frio extremos (< 6ºC) favorece o engrossamento do pseudocaule.
Para induzir o florescimento é necessário expor as plantas ou os bulbos a um período prolongado de frio, sendo a exigência em frio variável com cada cultivar e tamanho da planta. De modo geral, a ocorrência de temperaturas entre 5 e 13°C por pelo menos 30 dias provocam florescimento ("bolting"), sendo que cultivares tropicais são normalmente menos exigentes em frio que cultivares de clima temperado. A ocorrência de florescimento, embora essencial em culturas destinadas à produção de sementes, é indesejável em culturas destinadas à produção de bulbos.

Tolerância à seca

O sistema radicular superficial da cebola torna-a menos acessível às reservas de água do solo, de modo que a sensibilidade da cultura a veranicos e/ou chuvas mal distribuídas é grande, o que torna a cebola mais sensível ao estresse hídrico que várias outras culturas. Em culturas destinadas a produção de sementes, o estresse hídrico pode ocasionar dificuldade de florescimento e desenvolvimento de pólen, redução no peso e na produção de sementes e decréscimo no vigor de sementes.
A planta de cebola é sensível à salinidade do solo, particularmente quando acompanhado por alta evapotranspiração e limitada disponibilidade hídrica. A sensibilidade à salinidade é maior nas fases de germinação e emergência, diminuindo à medida que as plantas crescem.
Apesar de exigente em água, observações de plantas crescendo em condições áridas mostram que elas podem sobreviver por longos períodos de estresse hídrico, paralisando seu crescimento, recuperando posteriormente quando a água se torna disponível. No entanto, bulbos comercializáveis de cebola são constituídos em grande parte por água e, por conseguinte, a maximização da taxa de crescimento e a obtenção de boas produtividades com qualidade dependem necessariamente de bom suprimento de água para as plantas.

Tolerância à geada

Sendo originária de regiões de clima temperado, a cebola apresenta tolerância moderada à geada, mas não tolera frio muito intenso ou muito prolongado. Em casos extremos ocorre queima de folhas, iniciando nas pontas e progredindo para a base. As plantas mantêm o crescimento normal quando uma geada moderada é seguida de elevação da temperatura do ar.

Tolerância a excesso hídrico prolongado

Chuvas intensas e prolongadas ou irrigações excessivas em qualquer fase do ciclo da cebola prejudicam o crescimento e a produção de bulbos.
Em solos com problemas de drenagem, o excesso de água acumulado no solo pode prejudicar a aeração e a respiração das raízes, que nestas condições podem morrer. O crescimento e a produtividade de bulbos são drasticamente comprometidos quando o solo permanece saturado por mais de 12 horas.
Chuvas ou irrigação em excesso antes do início da bulbificação aumentam o diâmetro do pseudocaule ("pescoço"), favorecendo a entrada de água e dificultando o tombamento (estalo) das plantas. Já o excesso de água no solo durante a fase final de crescimento de bulbos retarda a maturação e causa a ruptura das películas externas de proteção dos bulbos, pois estes continuam a crescer. Para que as películas de proteção se formem e se mantenham intactas, as irrigações devem ser paralisadas duas a três semanas antes da colheita.






domingo, 12 de novembro de 2017

10 dicas para montar horta de base ecológica



1 - Plantar espécies intercaladas

Para melhorar o uso do solo é interessante misturar, no mesmo canteiro, espécies com  características diferentes, como plantas que produzem frutos com plantas que produzem folhas, ou plantas que produzem flores com plantas que produzem raiz.

2 - Usar plantas companheiras

Certas plantas gostam da companhia de outras, ajudando-se mutuamente. Alguns  
exemplos de grupos de plantas:
a) Tomate, pimentão ou berinjela + alface ou chicória;
b) Abóbora, pepino, chuchu ou melão + feijão ou ervilha + milho;
c) Alface ou chicória + cenoura ou rabanete;
d) Berinjela + feijão;
e) Beterraba + couve ou salsão;
f) Cenoura + alface ou tomate;
g) Repolho, brócolis, couve-flor ou repolho + cenoura, beterraba, feijão.

3 - Fazer rotação de culturas

É muito importante fazer a rotação nos canteiros, ou seja, evitar o cultivo da mesma planta  (ou de plantas da mesma família) sempre no mesmo canteiro.
Assim, após o tomateiro não plante pimentão ou berinjela, pois são plantas da mesma  família e que são sensíveis às mesmas doenças. Mas pode-se plantar alface ou cenoura ou  repolho.

4 - Controlar formigas e lesmas

Pode-se evitar que as formigas se aproximem da horta plantando, ao redor dos canteiros,  hortelã ou gergelim ou simplesmente espalhando carvão moído, farinha de ossos ou até mesmo casca de ovo moído pelas áreas mais atacadas. Para se livrar das lesmas a forma  mais simples é atraí-las com um pano de estopa embebido em água e leite, colocado à noite  ao redor das plantas atacadas. Na manhã seguinte as lesmas podem ser recolhidas sob o pano e eliminadas.

5 - Manejar a vegetação espontânea

As plantas chamadas de inços, invasoras ou daninhas são geralmente abrigo para uma série de pequenos insetos e aranhas que são inimigos naturais de diversas pragas.
Portanto, quanto mais “limpa” for a horta, maior a chance dela ser atacada por algum  inseto. Retire apenas o mato em excesso mais próximo das plantas.

6 - Usar plantas repelentes

Algumas plantas produzem substâncias químicas que repelem os insetos. Assim, plantas  como cravo-de-defunto, crisântemo, arruda, nim, alho, entre outras, podem ser cultivadas  próximas da horta como forma de prevenção. 

7 - Usar resíduos orgânicos

Grande parte dos resíduos domésticospodem ser utilizados para enriquecer o solo: cinza de fogão à lenha é rica em potássio e casca de ovo em cálcio. Estercos de animais e resíduos de corte de grama e mesmo da horta podem ser usados para fazer adubo através da  compostagem ou da minhocultura

8 - Observar as minhocas

As minhocas, além de fazerem húmus, são ótimas indicadoras da qualidade do solo.
Quando falta matéria orgânica ou os canteiros ficam muito secos ou encharcados elas  costumam fugir do local indicando que alguma coisa não está boa.

9 - Ter cuidado nas aplicações

Mesmo sendo naturais, os produtos usados para o controle de pragas e doenças na agricultura de base ecológica também podem ser tóxicos e causar alergias e irritações aos  humanos. Previna-se usando sempre os equipamentos de proteção individual, como botas,  luvas e óculos.

10 - Adaptar ideias

Cada horta é um local único, com suas características próprias de solo, clima e  biodiversidade. O que dá certo em um local pode não dar em outro, por uma série de motivos muitas vezes imperceptíveis. Visite outras hortas ecológicas e troque experiências com os produtores. Mas lembre-se: o importante não é copiar ideias prontas, mas sim  adaptá-las à sua realidade.



Cebola: plantas que curam



Os benefícios da cebola
"Entre quem come o equivalente a uma cebola durante a semana, a probabilidade de desenvolver um câncer qualquer chega a ser 14% menor", revela em entrevista à SAÚDE! a pesquisadora Carlotta Galeone, que, com seus colegas do Instituto de Pesquisa Farmacológica Mario Negri, em Milão, na Itália, avaliou ficha médica por ficha médica de centenas de voluntários, divididos, é claro, em duas turmas — a dos avessos à cebola e a dos que encaravam comê-la crua. Não foi por acaso que fizeram a comparação. Eles queriam avaliar os benefícios da hortaliça para a saúde, uma vez que a cozinha de seu país usa e abusa do ingrediente.
Já existiam, é bem verdade, estudos ligando seu consumo à diminuição do risco de tumores de estômago, intestino e próstata. Os cientistas de Milão, porém, expandiram essa visão. Na sua amostragem, não só esses, mas todo tipo de tumor era mais comum no primeiro grupo — o dos sem-cebola.
Outra descoberta dos italianos: a proteção parece ser proporcional às porções ingeridas. Assim, duas cebolas semanais são suficientes para derrubar em 56% o perigo do câncer de laringe, em 43% o de ovários e em 25% o de rins. E aqueles que comem com gosto muitos anéis distribuídos pela salada do almoço e do jantar, em quantidade correspondente a uma cebola inteirinha por dia, estão ainda mais resguardados. "Aí, as chances de câncer colorretal são 56% menores e o de boca, 88%", assegura Carlotta. E não foi só isso o que a ciência confirmou nos últimos tempos.
Sabe-se que a cebola dificulta a ação das bactérias, inclusive as causadoras da cárie e dos distúrbios gástricos, além de atuar contra fungos que provocam micoses, amenizar os sintomas da asma, combater inflamações e diminuir os riscos de trombose e aterosclerose. Um dos últimos trabalhos reafirmando essas qualidades é assinado pelo Ministério da Agricultura do governo da Austrália. Porcos com dieta rica em gorduras tiveram seus índices de triglicérides reduzidos em 15% quando a cebola foi incluída no cardápio.
O próximo passo, agora, é descobrir qual seria a melhor cebola para uma vida mais longa e saudável. Ora, são mais de 600 espécies! À primeira vista todas são parecidas do ponto de vista nutricional, reunindo numa só rodela cálcio, fósforo, magnésio, ferro, potássio, zinco, cobre, manganês, vitaminas do complexo B — principalmente B1 e B2 — e vitamina C. Na prevenção de doenças, o poder de fogo dos membros da vasta família Alliaceae pode variar — ou nem tanto.
Apesar de consumirmos menos cebolas do que os italianos, nós, brasileiros, estamos acostumados ao seu paladar. A cebolinha verde, por exemplo, muito usada como tempero, é tida como um broto de cebola, quando é mais uma variedade dela. Cebola ou cebolinha, o bulbo pode ir para a panela ou para a saladeira — "assim como as folhas de algumas variedades", acrescenta Valter Rodrigues Oliveira, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisas de Hortaliças da Embrapa, com sede em Brasília. — "assim como as folhas de algumas variedades", acrescenta Valter Rodrigues Oliveira, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisas de Hortaliças da Embrapa, com sede em Brasília.
O médico Edson Credídio, que é diretor da Associação Brasileira de Nutrologia, recomenda consumir o vegetal cru, já que o calor do cozimento ou da fritura destrói seus compostos benéficos. A Embrapa está desenvolvendo uma variedade de cebola isenta de substâncias que provocam choro e mau hálito, mas é provável que a novidade não produza tantos bons efeitos. Então, encare o bafo, o ardor e as lágrimas com alegria. Tudo pode ser uma questão de treinar o paladar para sabores picantes.
A cebola é a base de todos os temperos, combina e oferece um sabor especial a quase todos os tipos de pratos.
Pode ser considerada como auxiliar do organismo na defesa contra infecções, eliminando ao mesmo tempo eventuais substâncias tóxicas através dos rins, resultado da ação dos seus sais minerais, principalmente o Fósforo, Ferro e Cálcio e vitaminas do Complexo B e vitamina C.
É indicada para abrir o apetite, regulariza enfermidades do estômago, é ótima contra prisão-de-ventre, inchaços de qualquer natureza, problemas de pele, garganta, ossos (reumatismo), intestino e,é ainda, diurética.
O caldo de cebolas fervido, e com mel, é eficaz contra resfriados, gripes, tosse, bronquite e asma. Ela também depura o sangue e o fígado de substâncias tóxicas e aumenta a diurese.
Rica em elementos protetores contra infecção, é a pior inimiga dos vermes intestinais, eliminando, ao mesmo tempo, eventuais substâncias tóxicas através dos rins. Essas propriedades, entretanto, se perdem quando a cebola é cozida.
Ótima contra cálculos biliares, a cebola remove ainda as obstruções das vísceras e limpa as vias respiratórias. Crua, colocada sob o nariz, ela corta hemorragias nasais.
Aplicado topicamente, o suco de cebola é muito bom para as picadas de aranhas, abelhas e vespas, enfim, de insetos em geral. A cebola também é um excelente preventivo do enfarte. Frita ou assada, ajuda a dissolver coágulos sanguíneos. Para quem sofre de acidez estomacal ou formação de gases a cebola crua não é recomendada.
A cebola não apresenta grandes problemas para sua compra. Os únicos cuidados são: verificar sua consistência, uniformidade e brilho da casca.
Para evitar irritação nos olhos quando se corta uma cebola, basta colocar na ponta da faca um pedaço de pão (ele absorve boa parcela do cheiro e dos gases soltos), ou então, coloque a cebola na geladeira por uns 10 minutos, ou ainda, molhe-a em água fervente.
Seu período de safra é de setembro a março.
Cem gramas de cebola fornecem 39 calorias.